Internet brasileira não é totalmente livre, diz levantamento

Em uma escala que vai de 0 (totalmente livre) a 100 (totalmente restrita), o Brasil, conforme o levantamento, obteve nota 33.

Por | @oficinadanet Brasil

A Freecom, uma organização sem fins lucrativos, publicou recentemente a versão 2017 do seu relatório “Freedom of the Internet”. O estudo utiliza vários indicadores para avaliar se a internet é realmente livre em uma série de países. Em relação ao Brasil a organização concluiu que a rede é “parcialmente livre”.

A organização possui uma escala para representar o nível de restrição da internet. Assim, em uma escala que vai de 0 (totalmente livre) a 100 (totalmente restrita), o Brasil, conforme o levantamento, obteve nota 33. Sendo assim, com tal pontuação, o Brasil fica na mesma escala que a Colômbia, Nigéria, Quirguistão e México. O Brasil, no entanto, fica à frente de países como a Rússia, China e Venezuela, em que a rede é mais restrita.

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A organização menciona que a liberdade de internet caiu em 32 países, incluindo o Brasil. Somente 13 países dos que foram avaliados mostraram avanços em relação ao ano anterior e, no geral, tais avanços foram bem pequenos. Segundo a organização, os 65 países avaliados no levantamento somam 87% do total de usuários da internet no mundo.

O estudo revelou que no Brasil, os bots políticos ainda são a principal forma de desinformação e notícias falsas usadas. No que diz respeito a censura, o país enfrenta um grave problema de silenciamento de conteúdo crítico a autoridades.

A organização considerou como “censura” toda a situação em que o governo exigiu a remoção de conteúdo, ou que forças estatais ameaçaram os usuários de multa ou mesmo a prisão por compartilhar tal conteúdo.

O Brasil, segundo o levantamento, além de tudo, foi um dos 30 países que tiveram ataques físicos a pessoas em represália às suas atividades online. Para completar, ele foi um dos oito países em que pessoas foram assassinadas em razão do que escreveram na internet, e ainda um dos quatro países em que tais homicídios estão se repetindo ao longo dos três últimos anos.

Para completar, outras formas de restrição também afetam a internet no Brasil. O estudo menciona o bloqueio de redes sociais ou aplicativos de comunicação, detenção de blogueiros ou jornalistas pelo compartilhamento de conteúdos políticos e ainda ataques técnicos contra críticos do governo ou mesmo contra instituições de proteção dos direitos humanos.

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