Como a tecnologia ajuda a monitorar vulcões

O final do ano passado e o inicio de 2011 foi marcado pelos vulcões que causaram prejuízos incomensuráveis ao mercado financeiro e, sobretudo, nas linhas aéreas que cruzavam a America Latina.

Por | @oficinadanet Tecnologia

O final do ano passado e o inicio de 2011 foi marcado pelos vulcões que causaram prejuízos incomensuráveis ao mercado financeiro e, sobretudo, nas linhas aéreas que cruzavam a America Latina. As cinzas do vulcão Puyehue no Chile trouxeram de volta uma discussão que estava muito esquecida: como a tecnologia pode ajudar a monitorar vulcões? Esta resposta nós fomos buscar nos mais diversificados modos de desenvolvimento tecnológico criados direta e indiretamente para esse tipo de monitoramento. Já que a maioria de nós somos profissionais voltados para a tecnologia da informação é totalmente justo começarmos com o trabalho desenvolvido pela gigantesca empresa americana, Google, que consegue realizar um trabalho de monitoramento por intermédio do Google Earth.

Como a tecnologia ajuda a monitorar vulcões

A região mais afetada por vulcões é a do Alaska, por isso exige monitoramento diuturnamente pelas equipes de cientistas e geólogos de diferentes partes do mundo, até porque, uma catástrofe regional poderá causar um prejuízo mundial nos setores econômicos e ecológicos. Foi a partir desta necessidade que os estudiosos do assunto passaram a utilizar um mecanismo que pode obter e arquivar informações destes vulcões e apresentar um relatório no Google Earth. Na verdade este projeto nasceu a partir de uma pesquisa realizada pelo geofísico John Baylei que apresentou o referido projeto na Conferencia da União Americana de Geofísica e, explica que o processo baseia-se em um software que executa o arquivo denominado KML utilizado pela Google Earth para apresentação de mapas em 2D e navegadores terrestres em 3D. O programa faz uma análise de todos os dados e possibilita um acompanhamento com informações de situação vulcânica. Através dele é possível avaliar os riscos de uma erupção iminente ou de determinado tempo após o relatório.


Radiotransmissores:


Outra importante tecnologia no monitoramento de vulcões é o sistema de radiotransmissores inventados por cientistas do Reino Unido. Todos nós já ouvimos falar de sistemas de radiotransmissores que ajudam no monitoramento da natureza, como nos casos de tornados, deslizamentos de encostas por fortes chuvas, tempestades, chuvas de granizo, mas, dentro de vulcões é praticamente impossível. Parece falacioso, mas, é uma realidade tecnológica que está colaborando para que os cientistas tenham controle mais exato das erupções vulcânicas. O radiotransmissor é totalmente projetado para suportar colorias de até 900 °C e transmitir informações precisas que ajudarão relatorias. Entre essas informações o radiotransmissor fornece medidas exatas de emissão de gases vulcânicos, como o dióxido de carbono e o dióxido de enxofre possibilitando um aviso prévio. Este espantoso invento surgiu graças à capacidade de um circuito interno constituído por Carboneto de Silício (SiC) que é utilizado a bastante tempo, mas, difundido a muito pouco e que futuramente poderá ser utilizado até mesmo dentro de turbinas de avião.


Velhas técnicas:


A tecnologia contemporânea vem buscando formas de blindar o homem das catástrofes naturais que ocorrem em várias partes do mundo. Cada vez que um tsunami mata milhões, um vulcão arrasa cidades, tempestades e furacões expulsam pessoas de suas casas e, sobretudo, a economia é abalada, a comunidade cientifica trabalha dobrado para tentar prever e até impedir certas revoltas da natureza com a ação humana. Não é de hoje que tecnologias fazem monitoramentos do mecanismo da terra e dos vulcões arrasadores, mas, foi a partir de descobertas mais atuais que alguns avanços puderam ser inseridos com maior eficácia.

Um dos recursos utilizados tem sido em relação à proliferação das cinzas vulcânicas acompanhadas diretamente do espaço. Recentemente quando o vulcão Islandês Grimsvotn causou o cancelamento de vários vôos na Europa devido a capacidade de prejudicar as turbinas das aeronaves e causar acidentes aéreos, a Nasa conseguiu mapear o direcionamento das cinzas diretamente do espaço e divulgou amplamente na mídia às fotos e diversas informações que ajudaram a criar rotas seguras para às linhas aéreas. Os prejuízos foram bem menores que no ano passado, posto que, no primeiro período foi mais de US$ 1,7 bilhão o que corresponde com mais de R$ 2,75 bilhões.

Em 2008 traduzi um artigo publicado no site National Geographic News em que o geólogo Michael Ramsey revela que utilizava da tecnologia de infravermelho e dados na Nasa para fazer o monitoramento dos vulcões e que havia conseguido bons resultados. Neste mesmo artigo fica claro que lhe faltava uma tecnologia que pudesse capturar com maior resolução às imagens em infravermelho para um estudo mais amplo e, passados três anos deste anseio já é possível conciliar o radiotransmissor com os dados de infravermelho e criar um monitoramento mais detalhado.


Conclusão:


Ainda existe muito caminho pela frente, mas, pode-se afirmar que estamos bem avançados em termos de tecnologia específica para monitoramento de vulcões. Talvez, possamos reinventar formas de impedir que as erupções aconteçam, embora esta façanha ainda seja uma utopia! Temos que comemorar com a capacidade da comunidade científica em evitar que milhões de pessoas morram e facilitar a vida de quem depende do espaço aéreo para se locomover. Graças ao poder de quase indestrutibilidade do Carboneto de Silício (CiS) e das imagens espaciais da Nasa podemos perceber o quanto estamos avançados e concluirmos mais uma vez que são inúmeros os benefícios da tecnologia na vida da humanidade!

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