Freelancer: Dicas para se proteger dos calotes

Essa semana eu levei um calote! Um calote anunciado! Porém, existem algumas medidas que tomamos que pode nos ajudar em situações dessa natureza. Eis me aqui, escrevendo mais um artigo, para tentar ajudar a todos a não passarem por isso, e se passarem, obterem a garantia do recebimento do devido valor, acionando ou não a Justiça para isso.

Por | @andrebuzzoweb Carreira em TI

Essa semana eu levei um calote! Um calote anunciado! Porém, existem algumas medidas que tomamos que pode nos ajudar em situações dessa natureza. Eis me aqui, escrevendo mais um artigo, para tentar ajudar a todos a não passarem por isso, e se passarem, obterem a garantia do recebimento do devido valor, acionando ou não a Justiça para isso.

1) Tenha sempre um CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVICOS

Quando fechar uma prestação de serviços com o seu cliente, leve um Contrato para que seja assinado por ambas as partes, com testemunhas e com toda a descrição dos trabalhos que foram acordados. Na internet existem diversos modelos, e você pode alterá-los para que adéqüem às suas necessidades. Nesse documento, tente deixar tudo bem explanado para que não haja dúvidas sobre o que FOI e o que NÃO FOI acertado no orçamento. Detalhe os conteúdos das páginas (no caso de prestação de serviços web!), quem enviará o conteúdo, como será o envio, se haverá tratamento de imagens, quem fornecerá essas imagens, dentre todos os outros detalhes pertinentes ao desenvolvimento do trabalho.

2) Fique atento às suas responsabilidades

É bom deixar claro nesse Contrato, que a responsabilidade de todo o conteúdo publicado é do cliente. A não ser que você produza o conteúdo, é interessantíssimo deixar claro que qualquer informação veiculada no site, não é de sua responsabilidade. Por quê? Pode ser que sejam enviadas informações que denigram a imagem de uma pessoa, empresa ou instituição. Nesse caso, seu cliente pode alegar que quem postou/publicou a referida informação foi o “responsável pelo site”. Questione a origem/veracidade da informação, quem a produziu, e sempre que possível, deixe claro na página que o texto é de responsabilidade de alguém. Se seu cliente lhe pedir para publicar notícias de sites de terceiros, coloque ao final do mesmo, sempre, a fonte da notícia. Dê os créditos a quem merece. Dessa maneira, você evita problemas com a pessoa que publicou a matéria, e deixa claro que, para fins legais, aquela informação veio de algum lugar, publicada por alguma pessoa.

Se o seu cliente lhe pedir para inserir na página inical, uma frase que diga que a empresa “é a melhor do mundo no quesito X”, procure conferir a veracidade da mesma. Qual a fonte do estudo realizado para chegar nessa conclusão, datas, referências, etc. De repente, a empresa não é a maior, e a maior pode entrar em contato com você ou com seu cliente, lhe “impondo” a remoção da mesma. Em outros casos, pode até se tornar motivo de processos judiciais.

3) Prazos e valores

Deixe também claras as datas de pagamento, os valores, e principalmente, os prazos fechados no orçamento. Se você disse que entregaria o projeto em 15 dias, cumpra! No caso dos pagamentos, detalhe datas, valores e condições. O Contrato pode lhe auxiliar em diversas coisas, como também, pode complicar a vida de pessoas mais “relaxadas” com prazos.

4) Guarde emails/conversas de MSN

Sempre guarde emails e os arquivos de MSN trocados com o cliente. Toda e qualquer solicitação de alteração, de inserção, de liberação, deve e deve ser firmada via telefone, e confirmada via email. Se o trabalho incluir impressões em larga escala (cartões de visita, folders, panfletos), envie o arquivo final ao cliente, peça sua aprovação, e exija que o cliente lhe confirme via email. É mais uma segurança sobre as informações divulgadas, sobre custos com gráficas, dentre outros, que se houverem falhas, você estará resguardado de prejuízos.

5)Utilize o bom-senso

Sempre que for cobrar o seu cliente, faça-o da maneira mais polida possível. Diga que entende a situação, mas peça também para entender a sua. Não utilize de ameaças falsas ou descabidas. Sinceramente, eu prefiro ir “manso”, e a hora que eu percebo que é inevitável, tento mais uma vez. Se for o caso, eu não o aviso. Simplesmente, aciono judicialmente o mesmo, e vamos receber um pouco mais na frente, mas receberemos pelo serviço prestado.

6) Exija assinatura em tudo

Vai entregar o serviço? Faça um documento com nome, data, um texto explicando que arquivo/sistema/projeto está sendo entregue, e peça para seu cliente assiná-lo. É mais uma “prova” que você tem a seu favor, caso necessite ir a Justiça para receber o valor devido. Essas são algumas dicas que eu posso passar a você, visando sua segurança. Se você conhece outros webdesigners, informe-os sobre a índole de algum cliente que você já tenha atendido e tenha algum problema. A informação nesse caso é sempre bem-vinda, e seu “concorrente” poderá alertá-lo também de outros clientes que você não conheça.

Procure pesquisar na internet sobre esse novo contato, que o é, o que faz e o que não faz, se há restrições em determinados sites, antes de “prever condições de pagamento”. É uma maneira de chegar à primeira reunião, e dizer ao seu cliente que pesquisou por ele, e que tem alguma noção sobre o assunto/negócio do mesmo. Claro, que omitindo problemas, caso os mesmos existam. Pois se existirem, ele já saberá que você conhece a empresa (e principalmente, seus problemas!), e que vai ser um “pouco mais complicado” lhe dar um calote. Informe-se! Blinde-se!

 

Mais sobre: calotes negócios proteção
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