Portabilidade de números telefônicos - O que é?

No Brasil, a portabilidade é gerida pela Entidade Administradora - EA, de responsabilidade da ABRTelecom, que centraliza em si toda a administração dos agendamentos de portabilidade janelas de migração; assim como, a distribuição diária das informações necessárias aos operadores telefónicos, para que atualizem as BDs de seus comutadores intrusivos de rede com as novas rotas de redireccionamento de chamadas ao novo operador, ao qual, o número telefónico passa a pertencer. Esta entidade é subordinada a Anatel.

Por Smartphones Pular para comentários
Nas telecomunica?es, portabilidade ? o termo que define a capacidade de um utilizador mudar de operador telef?nico (ou prestador de servi?os) e continuar a usar o mesmo n?mero de telefone. Os processos de portabilidade s?o tipicamente dividos em LNP (Local Number Portability), quando o n?mero pertence a uma rede fixa, e FMNP (Full Mobile Number Portability), para redes m?veis.

Em Portugal, a portabilidade ? gerida pela Entidade de Refer?ncia (ANACOM-ICP), que centraliza em si toda a informa??o necess?ria para os comutadores de chamadas telef?nicas suportarem a portabilidade de n?meros (como as correspond?ncias "operador original" ? "novo operador"). Esta informa??o ? replicada na ?ntegra por todos os operadores de telecomunica?es nacionais para optimizar o desempenho no estabelecimento e redireccionamento das chamadas para o novo operador.

No Brasil, a portabilidade ? gerida pela Entidade Administradora - EA, de responsabilidade da ABRTelecom, que centraliza em si toda a administra??o dos agendamentos de portabilidade janelas de migra??o; assim como, a distribui??o di?ria das informa?es necess?rias aos operadores telef?nicos, para que atualizem as BDs de seus comutadores intrusivos de rede com as novas rotas de redireccionamento de chamadas ao novo operador, ao qual, o n?mero telef?nico passa a pertencer. Esta entidade ? subordinada a Anatel.

Janelas de migra??o


No Brasil, o processo de portabilidade estabelece um agendamento on-line antecipado, negociado entre os operadores receptores dos n?meros telef?nicos e os operadores doadores, intermediado pela EA. Esta negocia??o quando finalizada, registra ent?o nos tr?s agentes envolvidos (operador receptor, operador doador e EA), em que janela di?ria ocorrer? a actualiza??o das Bds de todos os operadores brasileiros (BDO) e as respectivas activa?es e deactiva?es dos n?meros telef?nicos em cada um dos operadores envolvidos (receptor e doador). A cada dia, janelas de migra??o s?o iniciadas com dura??o m?xima de duas horas cada uma, para que todos os n?meros agendados finalizem o processo de portabilidade em suas redes e sistemas internos BSS/OSS; assim como, os demais operadores brasileiros actualizem as BDOs de seus comutadores para o correto redireccionamento das chamadas.

Estabelecimento de chamadas


O estabelecimento de chamadas para n?meros portados em Portugal diferentemente da do Brasil ? feita utilizando o m?todo Query on Release, o que significa que a consulta ?s BDs de portabilidade s? ? feita mediante a sinaliza??o de que o n?mero foi portado.

Suponha-se o seguinte cen?rio: o cliente, ou subscritor (do servi?o de telefonia) do PrestadorA indica o n?mero para onde deseja ligar, sem saber que este ?ltimo ? um n?mero portado. A central telef?nica do PrestadorA recebe a chamada e encaminha-a baseando-se na primeira parte do n?mero (prefixo) para determinar a rede original de destino (PrestadorO). Ao tentar o estabelecimento da chamada, o comutador do PrestadorO detecta que o n?mero foi portado e sinaliza o comutador do PrestadorA para consultar a sua base de dados de portabilidade e determinar para qual comutador (do prestador que det?m agora o n?mero do destinat?rio, o PrestadorB) dever? ser reenchaminhada a chamada. A sinaliza??o ? feita por uma mensagem do tipo REL14 (RELEASE 14). O comutador do PrestadorA reencaminha a chamada para o comutador do PrestadorB, que recebe a chamada encaminhando-a por meio de rotas internas como se se tratasse de um n?mero da sua rede.

No Brasil, o m?todo adotado pela Anatel foi o All Call Query , atrav?s da publica??o da Resolu??o n? 460, de 19/03/2007 (Anexo RGP).

A solu??o "All call query all involved networks" preconiza que toda operadora - operadoras origem, operadoras de tr?nsito e operadoras destino - acedam, na fase de estabelecimento da chamada, a uma base de dados (BDO - Base de Dados Operacional) para obter informa??o de encaminhamento. O operador origem consulta a BDO e encaminha a chamada para o operador de destino ou para um operador de tr?nsito, caso n?o execute chamadas de longa dist?ncia. O operador de tr?nsito ent?o recebe a chamada, consulta a BDO e encaminha a chamada ao operador destino. Finalmente, o operador destino recebe a chamada, consulta a BDO e obt?m o endere?o do novo comutador(central de telefonia) destino.

Uma vantagem importante sobre o m?todo anterior consiste no facto de a gest?o ser mais simples e as capacidades introduzidas pelos elementos de rede inteligente(IN) permitirem facilmente acrescentar funcionalidades adicionais ? rede; como por exemplo, estabelecer classes de servi?o(Cos).

Uma solu??o de rede inteligente(IN) permite tamb?m, criar maior igualdade de condi?es de concorr?ncia para todos, uma vez que a base de dados central ? gerida por um organismo independente. O modelo brasileiro criou ent?o a EA (Entidade Administradora), semelhante a NPAC no modelo americano, cuja administra??o foi delegada ent?o a ABRtelecom. Esta entidade ? a respons?vel no Brasil pela manuten??o da BDR (Base de Dados Nacional de Refer?ncia).

Os inconvenientes desta solu??o s?o:


  • requer a consulta ? base de dados para todas as chamadas que s?o feitas e n?o apenas naquelas que se destinam a n?meros portados;
  • obriga a configurar/incluir comutadores para se comportarem como SSPs - Service Switching Point SSF (i.e. integrar a fun??o de SSF - Service Switching Function), de forma a poderem questionar a base de dados(BDO) para tomada de decis?o na rota das chamadas;
  • tem, em geral, custos de implementa??o elevados, o que consiste talvez no principal inconveniente deste m?todo.


Como no Brasil os custos associados ? consulta da base de dados foram tratados de forma independente da percentagem de n?meros portados, a solu??o utilizando o m?todo com base em tecnologia de rede inteligente(IN), foi o escolhido.

Fonte: Wikip?dia

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