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Astrônomos registram pela primeira vez nascimento de exoplaneta em meio à poeira

Os astrônomos sabem que os planetas nascem no formato de grandes discos como estes, porém, esta é a primeira vez que o fenômeno é flagrado pelos equipamentos.

Por | @oficinadanet Tecnologia

Os pesquisadores já descobriram a presença de muitos exoplanetas que orbitam uma estrela que não seja o Sol. A novidade agora é que pesquisadores revelaram que conseguiram registrar a formação de um exoplaneta.

Para isso, foi usado o SPHERE, um equipamento do Very Large Telescope, que acabou detectando um disco de poeira na estrela PDS 70, que fica na constelação de Centauro, a 460 anos-luz da Terra. Os astrônomos sabem que os planetas nascem no formato de grandes discos como estes, porém, esta é a primeira vez que o fenômeno é flagrado pelos equipamentos.

Astrônomos registram pela primeira vez nascimento de exoplaneta em meio à poeira.Astrônomos registram pela primeira vez nascimento de exoplaneta em meio à poeira.

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Miriam Keppler, estudante de graduação de Astronomia no Instituto Max Planck, Alemanha, disse ao Gizmodo que esses discos "são feitos de gás e poeira e cercam estrelas jovens até uma vida de cerca de 10 milhões de anos”.

“O fato interessante da nossa descoberta e que temos aqui uma detecção excepcionalmente robusta de um planeta jovem, ainda incorporado em tal disco”.

Os cientistas, desde 1992, já acreditavam que o PDS 70 poderia ter um disco protoplanetário, em 2006 ele acabou sendo localizado. Os pesquisadores continuaram examinando  a região, até que o SPHERE permitiu que eles pudessem observar o planeta.

Nomeado de  PDS 70b, o novo planeta é um gigante gasoso, com massa de algumas vezes a massa de Júpiter. A temperatura do exoplanetas é de cerca de 1000° C, sendo assim, é muito mais quente que qualquer planeta do Sistema Solar.

No vídeo abaixo é possível acompanhar o disco de poeira e a formação do planeta.

 

 “Após mais de uma década de enormes esforços para construir esta máquina de alta tecnologia, o SPHERE permite-nos agora colher os frutos deste trabalho, presenteando-nos com a descoberta de planetas bebês!”, disse Thomas Henning, diretor do Instituto Max Planck de Astronomia.

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