A MediaTek resolveu prolongar a vida de um velho conhecido de quem usava celular intermediário (hoje de entrada). O Helio G99+ acaba de aparecer oficialmente como uma atualização do chip lançado anos atrás. A arquitetura praticamente não mudou, mas existe uma diferença importante na memória compatível. E é justamente aí que está a razão para o seu lançamento.

Helio G99+ passa a aceitar memória LPDDR5X

Para quem não se lembra, o primeiro Helio G99 suportava somente memórias do tipo LPDDR4X, memória bem antiga que era considerada forte em meados de 2019 e 2020. Agora, o novo Helio G99+ passa a suportar memória LPDDR5X de até 5.500 Mbps. A troca oferece aos fabricantes uma alternativa mais atual para montar celulares baratos sem abandonar uma plataforma já conhecida.

Quanto ao restante dos recursos, ele segue sendo produzido em processo de 6 nanômetros da TSMC. A CPU mantém dois núcleos Cortex-A76 de até 2,2 GHz e outros seis Cortex-A55 de até 2,0 GHz. A GPU Mali-G57 MC2 também permanece exatamente como antes. Portanto, quem esperava uma grande mudança na força bruta do chip não encontrará isso aqui.

Helio G99+ é lançado com mudança importante na memória.
Helio G99+ é lançado com mudança importante na memória.

O armazenamento UFS 2.2 continua compatível com o processador. Outros recursos também foram preservados. O chip ainda aceita câmeras de até 108 MP e permanece limitado às redes 4G por meio de um modem Cat-13. O suporte a dual VoLTE segue presente. Na prática, a MediaTek preferiu mexer somente na parte que começava a representar um problema para as fabricantes.

Samsung sai na frente

E o Helio G99+ já estreou em um aparelho comercial. O Galaxy A07s, lançado pela Samsung nesta segunda-feira (7), foi o primeiro celular a chegar ao mercado equipado com o novo chipset da MediaTek. O modelo apareceu inicialmente na Jordânia e usa justamente o G99+ como sua principal mudança em relação ao Galaxy A07.

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