“Partícula de Deus” é comprovada pelos cientistas

Nesta segunda-feira, os físicos do Laboratório Nacional Acelerador Fermi, vinculado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, anunciaram que encontraram a mais forte de todas as evidências sobre a real existência da “partícula de Deus”, ou bóson de Higgs.

Por | @oficinadanet Ciência

Nesta segunda-feira, os físicos do Laboratório Nacional Acelerador Fermi, vinculado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, anunciaram que encontraram a mais forte de todas as evidências sobre a real existência da “partícula de Deus”, ou bóson de Higgs.

De acordo com os cientistas, as evidências surgiram com subprodutos da colisão de partículas no acelerador de Tevatron. Para tanto, os cientistas pretendem reunir mais evidências sobre a certeza da descoberta.

A avaliação se dá quando os mesmo subprodutos da colisão que são capazes de indicar a existência da partícula também põem ser provenientes de outras partículas subatômicas. Deste modo, os físicos só poderão excluir outras possibilidades caso tenham confiança de 550 para 1.

No próximo dia 04, quarta-feira, os físicos do Cen, da Suíça e França, pretendem anunciar as suas próprias descobertas sobre a pesquisa da partícula.

 

O que é a “partícula de Deus”?

O Bóson de Higgs, mais popularmente conhecido como a “partícula de Deus” é uma partícula que vem sendo muito discutida ao longo dos tempos, nesse ano, ela se tornou ainda mais popular devido a declaração de alguns cientistas, que afirmam que estão muito perto de desvendar a sua composição.

De acordo com a teoria, o Bóson de Higgs é uma partícula responsável pela existência de um campo que se estende por todo o Universo, um objeto que surgiu de forma espontânea e foi designado como o responsável pelo surgimento da massa das partículas, deste modo, sem essa partícula, a matéria não teria massa. Durante muitas décadas os cientistas têm trabalhado na busca por uma partícula subatômica denominada Bóson de Higgs, a "partícula de Deus". Inicialmente, o Bóson de Higgs recebeu este nome em homenagem ao físico britânico Peter Higgs, que definiu sua existência em um artigo publicado em 1964 no periódico científico Physical Review Letters. Higgs, o cientista, teve a ideia da existência dessa partícula enquanto caminhava em um fim de semana pelas Montanhas Cairngorm, na Escócia. Assim, quando ele retornou ao laboratório, comunicou aos seus colegas que havia tido uma "grande ideia" e tinha encontrado uma resposta para o enigma de por que a matéria tem massa.

A partir daí, a partícula foi nomeada como Higgs, no entanto, outros importantes trabalhos teóricos foram desenvolvidas por outros cientistas, como pelos físicos belgas Robert Brout e François Englert. E por que o Bóson de Higgs ficou conhecido como "partícula de Deus"? A resposta é simples, em suma, assim como Deus, ela estaria em todas as partes. No entanto, essa expressão surgiu de um livro do físico ganhador do prêmio Nobel, Leon Lederman, na qual o esboço de título era "A Partícula Maldita" ("The Goddamn Particle", no original), esse nome foi dado em virtude às frustrações de tentar encontrá-la. Esse título, após foi modificado pelo editor para "A Partícula de Deus", a princípio por temer a reação da palavra "maldita", que talvez fosse ofensiva.

No último dia 13 de dezembro uma notícia que, muitos cientistas aguardavam a anos, rodou o mundo. Durante um seminário em Genebra, na Suíça, os Cientistas da Organização Europeia para Pesquisas Nuclear (Cern, na sigla em francês), anunciaram a suposta descoberta que poderia explicar a teoria do Big Bang na criação do mundo. Os cientistas explicaram que duas experiências separadas, o Atlas e o CMS, têm feito buscas e pesquisas independentes pelo Bóson de Higgs com aceleradores de partículas como o LHC. No seminário, os chefes do Atlas e do CMS afirmaram ter encontrado "picos" em uma mesma massa: de 124 a 125 giga elétron-volts (GeV). Ou seja, esta pode ser a chave do tesouro que os cientistas buscam a décadas. 

"Ainda é muito cedo para tirar conclusões definitivas. Precisamos de mais dados, mas estabelecemos sólidas fundações para os apaixonantes meses pela frente", declarou Fabiola Gianotti, chefe da experiência Atlas no Grande Colisor de Hádrons (LHC), em um seminário do Cern, transmitido pela internet.

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