Novo vírus é capaz de infectar notebook e usa microfones para ouvir conversas

De acordo com a empresa de segurança CyberX, a operação maliciosa utilizou malwares que pudessem capturar o áudio de conversas que ocorriam próximas a computadores.

Por Segurança digital Pular para comentários

Um vírus que atacava computadores e notebooks estava sendo usado para ouvir conversas. Ele mirava o microfone dos aparelhos. O ataque conseguiu roubar 600 gigabytes de informações de 70 alvos, que incluem indústrias, infraestrutura, mídia e também pesquisas científicas.

De acordo com a empresa de segurança CyberX, a operação maliciosa utilizou malwares que pudessem capturar o áudio de conversas que ocorriam próximas a computadores, e ainda roubava informações importantes, como capturas de telas, documentos e senhas. Todos os dados eram enviados para uma conta Dropbox, em que podiam ser recuperados pelos criminosos.

Dados roubados eram enviados para o Dropbox.
Dados eram enviados para o Dropbox. No total, 600 gigabytes de informações foram roubados.

A operação foi batizada de BugDrop pelos pesquisadores, já que os computadores infectados passaram a funcionar como escutas e os dados serem enviados para o Dropbox.

A maioria dos alvos está localizada na Ucrânia. A infecção das máquinas ocorria pelo método mais tradicional possível, o pishing. Para que o computador pudesse ser infectado, o documento contava com um gráfico que parecia uma notificação da Microsoft, que dizia: "Atenção! O arquivo foi criado em uma nova versão dos programas Microsoft Office. Você precisa habilitar macros para exibir corretamente os conteúdos do documento."

Entre os alvos afetados estão uma empresa que desenvolve sistemas de monitoramento remoto para canos de petróleo e gás, uma organização responsável pela monitoração de direitos humanos, terrorismo  e ataques virtuais; uma empresa de engenharia que cria subestações, um instituto de pesquisas científicas e ainda editores de jornais da Ucrânia.

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Rafaela Pozzebom
Rafaela Pozzebom Graduada em Letras pela UFSM e especialista em Tecnologias da Informação e da Comunicação aplicadas à educação
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