BM diz que pessoas precisam de saneamento básico e não smartphones

A internet é um grande avanço para o mundo, porém, ainda é necessário que as pessoas tenham acesso às condições básicas, como banheiros em suas casas.

Por | @RafaelaPozzebon Tecnologia

De acordo com o Banco Mundial, as famílias mais pobres do mundo estão mais propensas a terem celulares do que banheiros e mesmo água limpa. Porém, o fato não contribuiu para que a situação melhorasse.

Em uma década, o número de usuários de internet mais que triplicou, chegando a 3,2 bilhões no ano passado, o que representa 40% da população mundial. As informações são do Banco Mundial, através de um relatório intitulado como “Dividendos digitais”, divulgado na última quarta-feira (13).

Conforme o BM, mesmo com a expansão da internet e também de outras tecnologias digitais, que facilitaram a comunicação no mundo, não houve um aumento na produtividade, como muitos esperavam.

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“Os benefícios totais da transformação da informação e comunicação somente se tornarão realidade se os países continuarem a melhorar seu clima de negócios, investirem na educação e saúde de sua população e proverem a boa governança”, disse o relatório.

“Nos países em que esses fundamentos são fracos, as tecnologias digitais não impulsionam a produtividade nem reduzem a desigualdade”.

Porém, a opinião do Banco Mundial não está de acordo com o pensamento de líderes no setor tecnológico como Mark Zuckerberg e Bill Gates, que acreditam que o acesso mundial à internet é essencial para acabar com a pobreza.

“Quando as pessoas têm acesso às ferramentas e ao conhecimento da internet, elas têm acesso a oportunidades que tornam a vida melhor para todos nós”, diz uma declaração assinada por Bill Gates, Zuckerberg e outros nomes de peso da tecnologia.

O Banco Mundial diz que conectar o mundo “é essencial, mas está longe de ser suficiente” para acabar com a pobreza.

"Temos que continuar a conectar todos e não deixar ninguém para trás, porque o custo de oportunidades perdidas é enorme", disse Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial.

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