Pesquisa aponta que brasileiros acessam pouca informação científica

Dados apresentados pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação mostram que apenas 6% dos brasileiros dizem conhecer o nome de pelo menos um cientista nacional.

Por | @oficinadanet Tecnologia

Uma pesquisa divulgada durante a 67ª Reunião da Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência – SBPC, realizada na Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo, sob nome de "Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil", divulgou números sobre o interesse brasileiro em ciência e tecnologia.

Com a palavra do Ministro Aldo Rebelo, os dados demonstram que os brasileiros possuem grande interesse no assunto, sendo que de acordo com a pesquisa, 73% dos entrevistados acreditam que a ciência e tecnologia produzem mais benefícios ao povo, do que malefícios. Mesmo com alto indicie de aceitação, o povo brasileiro alega que possui pouco acesso a informação científica, apenas 6% dos entrevistados dizem conhecer pelo menos o nome de algum cientista nacional e 12% destes, dizem se lembrar do nome de instituições de pesquisa no Brasil.

Jacob Palis, presidente da Academia Brasileira de Ciência, acredita que a propagação científica deverá também passar pela criação de celebridades, ele cita como exemplo, o cientista "Artur Ávila", o primeiro matemático do hemisfério sul a ganhar a medalha "Fields", premiação essa considerada o "Prêmio Nobel de Matemática".

Pesquisa aponta que brasileiros acessam pouca informação científica
Arthur Ávila - o Brasileiro com o prêmio Nobel de matemática

Pra completar, Palis declarou que: "Temos que focar em seu exemplo, se não tivermos nomes como o dele, ficará cada vez mais difícil. A Sociedade encontra-se muito distraída, precisando de referências".

Compartilhando da ideia de Palis, a presidente da SBPC, Helena Nader, acredita que como os ídolos do esporte motivam novos atletas, essa também é a alternativa mais certa para ocorrer na área científica, destacando que: "Se nós conseguirmos romper com essa barreira, os jovens poderão ser no futuro, bons cientistas ou bons professores, destacando-se em suas áreas".

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Já Ana Carolina Zeri, pesquisadora do Laboratório Nacional de Biociências, declarou em um dos estantes da reunião, acreditar que além de despertar a vontade de ser cientista, a proximidade com a ciência ajuda a formar o pensamento crítico e a fazer boas escolhas: "Enxergar um pouco de água parada com um monte de bicho, abre a cabeça; as crianças mudam a visão de mundo e passam a ter outra ideia a respeito".

Segundo ela, esse ensinamento científico é muito importante na hora do voto e de acreditar ou não em uma nova tecnologia dentro da área de saúde ou energia, por exemplo. Completando seu raciocínio, ela declara dizendo que: "É muito importante saber também discutir questões importantes para assim tornar-se um cidadão melhor".

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