Vírus encontrado em algas verdes pode alterar algumas das capacidades mentais em humanos

Quarta-Feira, 12 de novembro de 2012; segundo estudos americanos, um vírus presente em algas verdes, algumas destas comestíveis, podem alterar algumas capacidades mentais dos humanos.

Por | @oficinadanet Ciência

O vírus denominado de Acanthocystis turfacea Chlorella – ATCV-1, que até o momento é considerado inofensivo, foi encontrado na garganta de humanos em bom estado de saúde, mas que tiveram um conjunto de funções cognitivas afetadas, ou seja, tiveram afetados alguns de seus processamentos de informações no sentido da orientação e visual.

Vale salientar que o estudo encontra-se em fase preliminar e foram recentemente publicados nas atas da Academia de Ciências dos Estados Unidos, ilustrando assim a capacidade de alguns micro-organismos em provocar alterações psicológicas sem causar alguma enfermidade no ser humano, indica o mesmo.

Já o virologista do Centro Hospitalar Universitário Johns Hopkins, situado em Baltimore, Robert Yolken e um dos principais autores dos estudos, disse que: “O ATCV-1 é surpreendente, pois nos mostra como um micro-organismo aparentemente inofensivo, presente no corpo humano, pode afetar a nossa cognição e o nosso comportamento”.

Ainda de acordo com informações repassadas a agência de notícias AFP, os estudiosos acreditam que o vírus não deva ser considerado uma ameaça à saúde pública.

Vírus encontrado em algas verdes pode alterar algumas das capacidades mentais em humanos

Em outro estudo relacionado a este, Yolken e sua equipe encontraram o vírus ACTV-1 por acaso ao analisar o DNA das bactérias e dos vírus que formam a flora microbiana na região da garganta de algumas pessoas saudáveis que participaram da pesquisa, onde o mesmo estava presente em quase a metade destas pessoas que colaboraram com o estudo.

Durante esse estudo, as pessoas infectadas com o vírus apresentaram resultados inferiores em uma série de provas que mediam a rapidez do processamento de informações visuais por parte do cérebro.

Além das pessoas que colaboraram com a pesquisa, os estudiosos também usaram ratos para analisarem como o vírus age na capacidade de realização de certas tarefas e descobriram que os efeitos são idênticos aos observados nos seres humanos. Os ratos infectados com o vírus apresentaram dificuldades para encontrar o caminho em um labirinto e menor capacidade de atenção.

Em uma análise em seus tecidos cerebrais, foram constatadas variações na expressão de genes múltiplos na região cerebral, responsável pela memória e orientação espacial, mais conhecida como hipocampo.

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