Após tentativa de espionagem, ministro considera ato uma violação à soberania brasileira

Após denúncia de espionagem, a presidente Dilma se reúne com vários ministros. De acordo com o ministro Gilberto Carvalho, o governo está em situação de emergência.

Por | @RafaelaPozzebon Segurança digital

Nesta segunda-feira (02), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou que o governo está “em situação de emergência”. O motivo de tanta preocupação é em decorrência a denúncia de que a presidente Dilma Rousseff foi alvo de espionagem por parte dos Estados Unidos.

Após as revelações, o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador dos Estados Unidos, Thomas Shannon, para prestar esclarecimentos sobre os fatos. De acordo com a Agência Efe, a reunião, que aconteceu em Brasília, durou cerca de meia de hora. Nenhum dos participantes comentou o assunto na saída.

A presidente também optou por convocar alguns ministros para discutir a situação. Sendo que estavam presentes os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do Gabinete de Segurança Institucional, general José Elito. Dilma também esteve em reunião com Cardozo, e com os titulares de Defesa, Celso Amorim; Comunicações, Paulo Bernardo, e outros membros do gabinete.

Para o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Congresso, Nelson Pellegrino, as denúncias são “gravíssimas”. "Caso se confirme que a presidente foi espionada, estaremos diante de um episódio inaceitável de violação da soberania nacional", disse Pellegrin.

As denúncias foram reveladas pela Rede Globo de Televisão no domingo (1), durante o programa Fantástico que, de acordo com documentos vazados pelo ex-analista da Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA) Edward Snowden, Dilma e o presidente do México, Enrique Peña Nieto, foram espionados pelo órgão de inteligência.

De acordo com o Globo, os sistemas usados pela NSA permitiam que várias conversas entre a presidente Dilma e assessores fossem acessados através de conversas telefônicas e e-mails.

No caso da presidente Dilma, a espionagem tinha como objetivo "melhorar a compreensão dos métodos de comunicação e dos interlocutores da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e seus principais assessores".

O documento ainda menciona que o método de espionagem adotado é "uma filtragem simples e eficiente que permite obter dados que não são disponíveis de outra forma. E que pode ser repetido".

Mais sobre: Dilma, espionagem, Estados Unidos
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