O que é zero absoluto?

Em muitos lugares lemos que o zero absoluto jamais poderia ser encontrado, porém, cientistas da Universidade Ludwig Maximilian, na Alemanha, conseguiram não só alcançar o zero absoluto, como também ultrapassar esse índice.

Por | @RafaelaPozzebon Ciência

O conceito inicial de zero absoluto foi criado pelo físico William Thomsom, conhecido por Lorde Kelvin em algum no do século XIX. Ele percebeu através de muita experimentação, que a pressão em um gás de volume constante diminuía em torno de 1/273 do valor inicial quando resfriado de 0°C a -1°C. A pressão do gás é ocasionada pela agitação térmica das partículas. Como conclusão de sua experiência, Lorde Kelvin constatou que se a temperatura fosse baixada até -273°C, a agitação das partículas no gás seria nula. Conforme a descrição, o zero absoluto acontece quando um corpo não possui mais energia alguma, e as suas moléculas estão totalmente paradas. Assim, o zero absoluto corresponde a temperatura mais baixa existente.

Através destas pesquisas, o conceito de zero absoluto, ou zero kelvin, corresponde à temperatura de -273,15° C ou - 459.67° F. A temperatura mais baixa encontrada até então em toda a galáxia estava localizada na Nebulosa de Bumerangue, com temperatura mínima de -272° C.

O que é zero absoluto?
Nebulosa de Bumerangue

Por se acreditar que o zero absoluto jamais poderia ser alcançado, os cientistas da Universidade de Ludwig Maximilian, na Alemanha, conseguiram provar em janeiro deste ano a existência de tal temperatura através de lasers e campos magnéticos, com a criação de um gás quântico com átomos de potássio, alinhados de forma adequada. Com isso, os cientistas conseguiram notar que a temperatura do gás estava alguns graus abaixo da temperatura conhecida como zero absoluto.

Eles resfriaram cerca de 100 mil átomos à temperatura de alguns bilionésimos de 1 kelvin positivo - que é uma unidade internacional para medição de temperatura de objetos - abaixo da marca de zero absoluto. Como se não bastasse, os lasers e os campos magnéticos ajudaram à resfriar ainda mais estes átomos. A partir da descoberta, os cientistas acreditam que é possível criar novas formas de matéria, o que pode mostrar que os átomos que estiverem abaixo do zero absoluto não poderão ser puxados pela gravidade, e passarão apenas a flutuar.

Outro diferencial desse gás é que ele passa a se comportar de modo semelhante à da matéria escura, força ainda considerada misteriosa pelos físicos. Tal matéria tem papel importante na expansão do Universo, pois desafia a gravidade que tenta fazer com que o Universo volte para o centro.

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