A tecnologia em prol dos protestos

Qual é a influência da tecnologia e da internet nas inúmeras manifestações e pedidos de justiça realizados no nosso país? Qual é o caminho bom e o ruim que a internet disponibiliza para a população reclamar por seus direitos?

Por | @marciobohrer Internet

As manifestações e protestos tomaram o Brasil inteiro, se comparado ao tamanho do país, é pouco, mas as mais de 300 mil pessoas que foram às ruas nas principais capitais do país já representam muito. O povo aproveitou um evento de magnitude mundial para sair às ruas e protestar contra medidas abusivas do governo em cada estado, seja com as passagens para transporte público, seja com os gastos milionários nas obras para a Copa do Mundo e o descaso com relação à educação, saneamento, entre outros assuntos que sucumbiriam esta notícia com tantas informações.

A gota d’água parece ter sido o aumento de R$ 0,20 na passagem do transporte público, mas o Brasil está farto dos aumentos salariais de políticos enquanto o dos professores recebe um valor irrisório. As redes sociais tem papel fundamental neste movimento, seja no Twitter ou Facebook, tanto simpatizantes como praticantes estão unidos para que o Brasil tome uma iniciativa que seja de segurança para todos. E qual é a influência da internet nesta movimentação toda?

Qualquer pessoa tem acesso à uma câmera fotográfica, internet e redes sociais, estas armas são usadas por todos os brasileiros todos os dias. A grande maioria para fazer o que é bom, outra parte, no entanto, pode usar estes recursos para deflagrar verdadeiras guerras civís. Vamos ver como foram feiras as manifestações via internet.

A tecnologia em prol dos protestos
Imagens que circulam a internet através das redes sociais
A tecnologia em prol dos protestos
Os altos valores de dinheiro público investidos em obras "não" prioritarias

No Facebook

A movimentação nas redes sociais é intensa em todo o país. Centenas de protestos foram agendados e organizados por intermédio do Facebook. Imagens de indignação também aproveitam a rapidez de transferência de informação para se alastrar e gerar maior comoção. Há anos, um grupo chamado Anonymous, com membros espalhados pelo mundo, realiza diversas manifestações, "hackeia" sites importantes, perfis em redes sociais de pessoas do alto escalão da política e da mídia. A sua fama é tão grande que, as páginas dos Anonymous no Facebook só crescem a cada mês. Pessoas que apoiam a causa Anonymous têm tanto apreço pelo movimento no mundo todo que até uma rede social própria do Anonymous foi criada há algum tempo.

Nós somos Anonymous! Expect Us!

A tecnologia em prol dos protestos
Imagem divulgada com reverência àqueles que sem causa acabam fazer vandalísmo nas capitais
A tecnologia em prol dos protestos

Outras páginas do Facebook chamam a atenção por tamanho engajamento, como a “Isso é Brasil”, que tem 857 mil opções “Curtir”. As manifestações foram marcadas pelo Facebook em todas os estados, em diversas cidades do interior de cada região e alguns governantes já decidiram baixar o valor das passagens.

No Twitter

No twitter, os usuários protestam registrando sua indignação ou apoio aos protestantes que estão nas ruas, a rede social é também um meio de comunicação de pessoas de outros países que aderem à causa. Popstars americanas como Avril Lavigne, Beyonce, Katy Parry entre outros famosos, deixaram seu incentivo. O importante perfil da revista Veja foi invadido por membros do grupo Anonymous durante o dia de ontem como uma forma de protesto contra a manipulação de informações.  #ForaDilma, #TodosUnidosPorUmBrasilMelhor, #VerásQueUmFilhoTeuNãoFogeALuta e #changebrasil são algumas das Hashtags mais utilizadas no Twitter durante esta semana.

A tecnologia em prol dos protestos
Estrelas de fora do país participando das manifestações
A tecnologia em prol dos protestos
Deputado Romário teria dito estas frases meses atrás

O Blog da Presidenta Dilma também foi hackeado. http://blogdadilma.com/. No mundo, o site do The New York Times aborda com muitas fotos as manifestações no Brasil.

A tecnologia em prol dos protestos
Jornal norteamericano antenado nas manifestações que estão ocorrendo aqui no Brasil

Podemos parar para pensar como foram os protestos na época do "Indiretas já", podemos também pensar que a internet pode ser um meio que ajuda muito nesta divulgação. A comunicação de "ontem" pressionava as pessoas a acreditarem. A internet hoje pode ser ao mesmo tempo boa e ruim, quem tem que decidir no que acreditar agora é o leitor, o usuário.

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