A OnePlus volta ao centro das atenções, mas não por um novo celular. Embora ela também tenha lançado hoje o OnePlus 15T na Índia, a grande notícia do dia é que a empresa confirmou a saída de Robin Liu, CEO da OnePlus Índia, um dos principais nomes da marca em um dos seus mercados mais importantes. Oficialmente, a decisão foi por "motivos pessoais", algo comum no mercado. O problema é o contexto em que isso acontece.
Nos últimos meses, a OnePlus vem sendo alvo de rumores e investigações que apontam para uma possível crise interna e até mesmo um desmonte gradual da marca.
Saída acontece logo após empresa negar problemas
O que mais chama atenção é o timing. Em janeiro, o próprio Robin Liu veio a público negar qualquer problema, afirmando que a OnePlus estava "operando normalmente". Pouco tempo depois, ele deixa o cargo. Isso, naturalmente, levanta questionamentos. É verdade que mudanças de liderança são normais, mas quando acontecem em meio a rumores de crise, o cenário muda completamente.
Nos bastidores, a situação parece mais complexa do que a empresa admite. Relatos de mercado sugerem que a OnePlus está diminuindo sua presença em vários países. Há indícios que a empresa está realizando cortes de equipes, fechamento de escritórios e até diminuição na distribuição de aparelhos em regiões que são considerados importantes.
Um vazamento recente, inclusive, apontava que a marca poderia estar deixando mercados globais estratégicos, mantendo operações mais fortes apenas na China. A publicação foi apagada depois, mas é justamente o que levanta ainda mais desconfiança.
Números também não ajudam
Os dados de mercado ajudam a entender melhor a realidade da OnePlus. Segundo análises recentes, a OnePlus teria registrado uma queda de mais de 20% nos envios globais em 2024. Ao mesmo tempo, outras marcas do mesmo grupo, como a OPPO, seguem crescendo.
Na Índia, que sempre foi um dos pilares da OnePlus, a situação também mudou. A marca perdeu espaço rapidamente no segmento premium e viu milhares de lojas deixarem de vender seus produtos.
Outro ponto que chama atenção são decisões internas que não foram anunciadas publicamente. Há relatos de produtos cancelados, incluindo novos dobráveis e até um flagship compacto. Além disso, a presença da empresa em mercados como Estados Unidos e Europa teria sido reduzida de forma silenciosa.
Quando você junta todos esses fatores, o que inclui a queda de vendas, cortes de equipe e cancelamentos, dá para concluir que normal a situação não está.
OnePlus continua negando crise
Mesmo com tudo isso, a OnePlus mantém o discurso oficial de que está tudo sob controle. Em comunicado recente, a empresa agradeceu Robin Liu e reforçou que as operações na Índia seguem normalmente, com continuidade garantida. O problema é que, até agora, a marca não respondeu diretamente aos pontos mais críticos levantados nas investigações.
Para quem quer entender o que pode estar acontecendo, hoje, existem duas possibilidades mais discutidas. A primeira é que a OnePlus esteja passando por uma reestruturação interna, tentando se reposicionar no mercado e cortar custos.
A segunda, mais preocupante, é que a marca esteja sendo gradualmente absorvida pela OPPO, deixando de existir como uma operação independente, algo que já aconteceu com outras empresas no passado.
Por enquanto, nada foi confirmado oficialmente sobre o fim da OnePlus. Mas os sinais são difíceis de ignorar.




