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Nasa lança satélite com laser para estudar aquecimento global

O ICESat-2 irá ajudar os cientistas a compreender até que ponto o derretimento das camadas de gelo está contribuindo para o aumento do nível do mar.

Por | @oficinadanet NASA Pular para comentários

No último sábado (15), a Nasa lançou um satélite com laser espacial em uma missão para medir a perda de gelo na Terra e aperfeiçoar as previsões sobre o aumento do nível dos mares em relação ao aquecimento global.

O ICESat-2, que pensa meia tonelada e custando US$ 1 bilhão, foi lançado a bordo de um foguete Delta II da base da Força Aérea de Vandenberg, na Califórnia, às 06h02 local (10h02 de Brasília).

Nasa lança satélite com laser para estudar aquecimento global.Nasa lança satélite com laser para estudar aquecimento global.

A última missão do tipo foi lançada em 2003 e terminou em 2009. Através dela os cientistas conseguiram detectar que o gelo marinho estava diminuindo e que a camada de gelo estava desaparecendo nas zonas costeiras da Groelândia e também da Antártica. Leia em destaque: 10 tecnologias da NASA que estão no nosso dia a dia.

Atualização

A Nasa, através da nova missão, precisa de uma atualização com uma certa urgência . As temperaturas globais estão subindo ano pós ano e como resultado tivemos quatro dos anos mais quentes nos tempos modernos, que ocorreram entre 2014 e 2017.

O ICESat-2 irá ajudar os cientistas a compreender até que ponto o derretimento das camadas de gelo está contribuindo para o aumento do nível do mar.

"Poderemos ver especificamente como o gelo está mudando no transcurso de um só ano", disse Tom Wagner, cientista do programa de criosfera da Nasa.

O ICESat-2 está equipado com um par de lasers, sendo um de apoio, sendo bem mais avançados que os encontrados na missão anterior.

O laser, porém, não será quente o suficiente para derreter o gelo de seu ponto de observação, disse a Nasa. O novo laser enviará 10.000 pulsações por segundo, em comparação com o ICESat original, que enviava 40 por segundo. 

"A missão reunirá dados suficientes para estimar a mudança anual na elevação das camadas de gelo da Groenlândia e da Antártica, mesmo se for tão pequena como quatro milímetros, a espessura de um lápis No.2", afirmou a agência espacial americana em um comunicado.

A missão deverá ter duração de três anos, porém, o aparelho possui combustível suficiente para poder continuar por mais 10 anos, caso as intenções mudem.

Fonte: Spaceflight

MAIS SOBRE: #nasa  #satelite  #gelo  #aquecimento-global
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