Na semana passada a Google divulgou uma pesquisa que envolvia a retirada de marcas d´água em fotografias postadas na internet, segundo a companhia elas podem ser removidas facilmente através de programas que utilizam algoritmos de inteligência artificial.

A companhia revelou um documento durante a Conferência 2017 sobre a visão computacional e reconhecimento de padrões chamado "On The Effectiveness Of Visible Watermarks" que demonstrou que a companhia trabalhou com a lógica de separar a marca d´´agua da foto como se fossem duas camadas. Posteriormente, a marca é reconhecida como uma sujeira e é lixada até sumir completamente.

Pesquisadores do Google desenvolvem algoritmo que removem marca d´água
Pesquisadores do Google desenvolvem algoritmo que removem marca d´água

O algoritmo desenvolvido trabalha com uma lógica simples. Os principais alvos da companhia foram grandes bancos de imagens encontrados na internet, como Adobe Stock, CarStock e Fotolia.

A Gigante da Web motivou a companhia Shutterstock a realizar algumas mudanças, a partir de agora, a companhia passa a adotar marcas d’água não padronizadas, que se utilizam de aprendizagem profunda para garantir a segurança da proteção. O que muda com isso? As imagens não padronizadas dificultam a ação destes algoritmos utilizados pelo Google.

Segundo o diretor de tecnologia da Shutterstock, Martin Brodbeck, em entrevista ao site The Next Web "O desafio era proteger as imagens sem degradar a qualidade da imagem. Mudar a opacidade e a localização de uma marca não a torna mais segura, contudo, modificar a sua geometria, sim."

Veja na imagem baixo como ficaram as marcas d´água da companhia com as mudanças.

 

Empresa toma medidas preventivas ao algoritmo que remove marca d´água
Empresa toma medidas preventivas ao algoritmo que remove marca d´água

Recomendações Google

A da companhia Shutterstock foi tomada como precaução após recomendações da Giagante de Buscas. Os pesquisadores da Google concluíram que a utilização do mesmo padrão de marca d´água facilitava a identificação pelos algoritmos que buscavam sempre a marca de forma precisa, padrão. A remoção então passava a ser feita quase que de forma automática, em apenas alguns instantes.

Com isso, os especialistas sugeriram pequenas alterações no formato da marca para dificultar o processo dos algoritmos, que teriam que identificar uma área maior para dar conta de todas as variações. Sendo assim, a remoção da marca não seria total.