God of War III Remastered, lançado originalmente para PlayStation 4, já pode ser executado em smartphones Android por meio de um port experimental desenvolvido especificamente para o jogo. Os primeiros testes mostram o título chegando perto de 60 FPS em aparelhos com Snapdragon 8 Elite, enquanto modelos com chips mais antigos também conseguem iniciar o game, embora com desempenho inferior.
O projeto, desenvolvido por zFitness, chama atenção por que em vez de utilizar um emulador genérico de PlayStation 4, ele fez o sistema praticamente do zero para rodar no Android, combinando uma implementação própria das funções do sistema do console da Sony. O código está disponível no GitHub oficial do projeto, mas o desenvolvimento para Android ainda está em andamento.
Como funciona o port de God of War 3 para Android?
O jogo foi desenvolvido originalmente para a arquitetura x86-64 usada pelo PlayStation 4. Como os smartphones Android utilizam processadores ARM64, o projeto recorre ao FEXCore, que traduz as instruções do jogo durante a execução para que possam funcionar nos celulares.
A parte gráfica utiliza componentes derivados do shadPS4 para converter comandos do jogo para Vulkan. O projeto também implementa funções necessárias para lidar com recursos como memória, áudio, vídeo, controles e arquivos.
Essa combinação permite executar o código original de God of War III Remastered sem reproduzir integralmente o funcionamento de um PlayStation 4. Ainda assim, não se trata de um port oficial da Sony, e a tradução de instruções e o processamento gráfico continuam exigindo bastante do hardware do celular.
Snapdragon 8 Elite chega perto dos 60 FPS
Os primeiros vídeos divulgados mostram o jogo funcionando em um aparelho da linha RedMagic equipado com Snapdragon 8 Elite. Com ajustes gráficos e FSR 3.1 ativado, o desempenho se aproxima de 60 FPS em determinadas cenas.
O resultado é expressivo para um projeto experimental que executa um jogo originalmente desenvolvido para console. No entanto, não significa que o título mantenha essa taxa durante toda a campanha.
O próprio repositório informa que o desempenho em dispositivos Android ainda está sendo validado e que não existem números estáveis de desempenho. Por isso, os resultados divulgados devem ser tratados como demonstrações iniciais, e não como garantia de fluidez ou compatibilidade.
Não só o Snapdragon 8 Elite, mas o port também pode rodar em celulares com Snapdragon 8 Gen 2, como é o caso do Galaxy S23, onde nos testes deu pra ver o jogo funcionando com uma resolução interna bastante reduzida.
Em uma das demonstrações, a renderização foi configurada em aproximadamente 426 x 240 pixels, com o FSR 3.1 no modo Ultra Performance para reconstruir a imagem em uma resolução maior. O desempenho ficou na faixa de 33 a 45 FPS durante as cenas exibidas.
Até o Poco F5 consegue executar o jogo
Outro teste divulgado envolve o Poco F5, equipado com Snapdragon 7+ Gen 2. Mesmo sendo um chip de uma categoria inferior aos processadores topo de linha mais recentes, o aparelho conseguiu iniciar e executar o jogo.
Nas cenas apresentadas, a taxa de quadros ficou aproximadamente entre 20 e 30 FPS. Isso indica que o projeto já consegue funcionar em um conjunto mais amplo de hardware, claro que ainda com algumas limiteções.
O desempenho pode cair em momentos mais exigentes, e conseguir abrir o jogo não significa que seja possível concluir a campanha sem travamentos, falhas gráficas ou outros problemas.
Como jogar God of War 3 no Android?
O projeto está disponível no GitHub de zFitness, onde estão reunidos o código, as informações técnicas e as instruções de configuração. Entretanto, não basta instalar o aplicativo para começar a jogar.
O port não inclui os arquivos de God of War III Remastered. É necessário ter uma cópia própria do jogo extraída de um PlayStation 4. A versão indicada atualmente pelo projeto é a CUSA01740 com a atualização 1.02, incluindo arquivos como eboot.bin, sce_module e sce_sys.
Os requisitos informados incluem um dispositivo Android ARM64 e uma GPU compatível com Vulkan e com o driver Turnip. O projeto não exige acesso root, mas sua configuração pode demandar conhecimentos técnicos e ainda está sujeita a mudanças.
Basicamente é um projeto que ainda está em fase experimental, a compatibilidade é limitada, os números de desempenho não são oficiais e há ajustes que ainda precisam ser validados.






