A cinebiografia Michael, filme que conta parte da história de Michael Jackson, começou sua caminhada nos cinemas em ritmo de recorde. Lançado oficialmente no Brasil na última quinta-feira, dia 23 de abril, mas com sessões antecipadas desde o dia 21, o longa arrecadou cerca de US$ 217,4 milhões no mundo em seu primeiro fim de semana, segundo dados de bilheteria divulgados por veículos internacionais.
O desempenho já coloca o filme entre as grandes estreias de 2026. Só nos Estados Unidos, Michael fez aproximadamente US$ 97 milhões, enquanto o mercado internacional respondeu por mais US$ 120,4 milhões.
Michael superou Oppenheimer e Bohemian Rhapsody
O número chama ainda mais atenção quando comparado com outras cinebiografias de peso. Segundo o The Guardian, Michael abriu acima de Oppenheimer, que fez US$ 82,4 milhões nos Estados Unidos em 2023, e também acima de Bohemian Rhapsody, que estreou com US$ 51 milhões em 2018.
Apesar da notícia, é bom deixar um coisa muito bem clara: isso não quer dizer que Michael já passou a bilheteria final desses filmes. O que ele fez foi superar a abertura, ou seja, o dinheiro arrecadado logo nos primeiros dias em cartaz. Mesmo assim, já é um feito enorme
O resultado também mostra a força que o nome Michael Jackson ainda tem no mundo todo. Mesmo anos depois de sua morte, o cantor segue com uma base de fãs muito ativa, capaz de lotar salas de cinema e transformar o filme em evento.
O que a crítica tem achado do filme?
Um dos pontos mais curiosos dessa estreia é que o sucesso de público veio apesar da recepção fria da crítica. O filme não agradou boa parte dos especialistas, mas foi muito bem recebido por quem comprou ingresso. Prova disso é que o filme Michael tinha 38% de aprovação entre críticos no Rotten Tomatoes, enquanto o público aparecia com 97% de aprovação.
O papel principal pode ser o motivo por trás de toda essa recepção. O filme traz Jaafar Jackson, sobrinho de Michael, interpretando o Rei do Pop. A escalação gerou curiosidade desde o anúncio, justamente por envolver alguém da própria família e com semelhança física e artística com o cantor.
Por que a bilheteria foi tão alta?
A estreia forte de Michael tem algumas explicações. A primeira é bem óbvia: Michael Jackson é um dos artistas mais populares da história da música. Mesmo quem não viveu o auge do cantor conhece músicas como Thriller, Billie Jean, Beat It e Smooth Criminal.
Outro fator é o clima de evento. Cinebiografias musicais costumam atrair um público que vai ao cinema pela nostalgia, pelas músicas e pela curiosidade de ver bastidores de artistas famosos. Foi assim com Bohemian Rhapsody, sobre Freddie Mercury e o Queen, e também com Elvis, sobre Elvis Presley. Com Michael Jackson, esse efeito é ainda maior, já que o cantor tem fãs espalhados por praticamente todos os grandes mercados de cinema.
Também pesa o fato de o filme ainda não ter estreado no Japão. O país sempre teve uma relação muito forte com Michael Jackson, e a estreia por lá está prevista para o início de junho. Isso significa que a bilheteria global ainda pode ganhar um novo empurrão importante nas próximas semanas.
O filme já está entre as maiores bilheterias do ano
Com pouco tempo em cartaz, Michael já aparece entre as maiores bilheterias mundiais de 2026. Segundo o Box Office Mojo, o filme ocupa a sexta posição no ranking anual:
| Posição | Filme | Bilheteria mundial |
|---|---|---|
| 1º | Super Mario Galaxy - O Filme | US$ 831,4 milhões |
| 2º | Pegasus 3 | US$ 648,7 milhões |
| 3º | Devoradores de Estrelas | US$ 613,4 milhões |
| 4º | Cara de Um, Focinho do Outro | US$ 370,1 milhões |
| 5º | O Morro dos Ventos Uivantes | US$ 241,7 milhões |
| 6º | Michael | US$ 217,3 milhões |
O mais impressionante é que Michael entrou nesse ranking praticamente só com a estreia. Dependendo da sustentação nas próximas semanas, o longa pode subir posições e se tornar uma das maiores surpresas comerciais do ano.
Michael pode ganhar continuação?
Com uma estreia desse tamanho, a possibilidade de uma sequência já começa a ganhar força. Segundo o Page Six, parte de um possível segundo filme já teria material gravado, embora ainda existam desafios legais e criativos para continuar a história.
Isso faria sentido do ponto de vista comercial. Como o filme Michael termina antes da fase mais polêmica da vida do cantor, uma continuação poderia explorar os anos seguintes, incluindo novas turnês, mudanças na imagem pública e os últimos capítulos de sua carreira. Mas, até agora, qualquer sequência ainda depende de decisões do estúdio e dos envolvidos na produção.






