POCO X8 Pro vs POCO X8 Pro Max. Eu comprei os dois, já fiz análises individuais de cada um aqui no canal, teste de bateria, teste de jogos - tudo. Chegou a hora de comparar os dois e descobrir qual compensa comprar. E eu já vou começar aqui dando um spoiler: esses dois são MUITO parecidos. Mesma tela, mesma câmera, mesmo sistema… mas não se engane, são celulares feitos para pessoas diferentes. Bora descobrir qual leva a melhor.
Construção e Design
Colocando os dois lado a lado, fica fácil notar que ambos seguem exatamente a mesma filosofia de design: bordas arredondadas, módulo grande com conjunto duplo de câmeras e acabamento fosco.
Vale dar destaque para os aneis de LED configuráveis ao redor das lentes, que dão um tchan na traseira minimalista e ainda servem pra mostrar notificações e a porcentagem de carga durante o carregamento.
A diferença mais óbvia entre eles é o tamanho: o X8 Pro é mais compacto e leve, com tela de 6.59 polegadas e 200 gramas. Já o Pro Max é uma máquina bem maior e mais pesada, com tela de 6.83 polegadas e pesando 218 gramas. Você vai entender o porquê desse peso todo quando a gente chegar na parte da bateria.
Tem um detalhe aqui que sinceramente não faz sentido nenhum pra mim: por algum motivo, a Xiaomi colocou tampa de vidro no X8 Pro, e deixou o Pro Max com traseira de plástico. Você pode até comentar que é "polímero com fibra de vidro" ou algo do tipo, mas honestamente, pegando ele na mão, a sensação que passa é de um "Redmi Note baratinho".
Na durabilidade, os dois empatam: certificação IP69K, a mais poderosa contra água e poeira, aguentando jatos de água de alta pressão e mergulhos de 1,5 metro por 30 minutos.
E os dois já vêm com o kit completo na caixa, carregador, capinha e película pré-aplicada. Sempre faço questão de elogiar isso, a Xiaomi manda muito bem.
Resumindo: design é questão de gosto, e os dois são muito bem construídos. Onde importa - que é a proteção contra água - eles são idênticos. O fato do X8 Pro ter traseira em vidro não justifica vencer a categoria inteira no comprativo, então começamos com um empate. Um a um.
POCO X8 Pro: (1) ⭐ POCO X8 Pro Max: (1) ⭐
Tela
Na tela, a história é simples: temos basicamente o mesmo painel, mudando só o tamanho: tela AMOLED com resolução 1.5K, 120Hz na taxa de atualização, 3.500 nits de brilho máximo. Tem também suporte a HDR10+ e Dolby Vision.
É aquela qualidade que a gente já conhece mas telas da Xiaomi: contraste infinito, cores vivas e brilho de sobra pra usar na rua num dia de sol sem nenhum problema.
A diferença mesmo é o tamanho. Como eu mencionei anteriormente, o X8 Pro é mais compacto e melhor de usar com uma mão. Já o Pro Max parte pra cima com uma das maiores telas do mercado, ideal pra quem assiste muito vídeo, filme, joga ou simplesmente curte celular com tela grande.
Eu particularmente gosto muito quando a marca lança um modelo grande e outro mais compacto, porque assim todo mundo fica feliz. E como o painel é tecnicamente idêntico, não tem como dar vantagem pra nenhum dos dois. É um empate justo. Dois a dois.
POCO X8 Pro: (2) ⭐ POCO X8 Pro Max: (2) ⭐
Câmeras
O modelo Pro Max, fazendo jus ao nome, obviamente tira fotos melhores, certo? Errado. São exatamente os mesmos sensores de câmera nos dois. Lente principal de 50 MP, ultrawide de 8 MP e câmera selfie de 20 MP. Os dois filmam em até 4K a 60 FPS com a câmera traseira.
Tem um detalhezinho: o pós-processamento funciona levemente diferente nos dois. O Pro Max tende a aumentar a exposição e captar mais detalhes, enquanto o X8 Pro deixa a imagem mais quente e natural.
Na prática, as fotos saem com cores vibrantes e nitidez equilibrada, e o HDR funciona bem, clareando as partes escuras sem estourar as claras. O ponto fraco continua sendo o de sempre nos POCOs: em fotos de pessoas, os tons de pele saem fora do natural, com aquela clareada típica dos celulares chineses que me deixa mais pálido do que eu realmente sou.
A boa notícia dessa geração são as selfies, que melhoraram bastante. A Xiaomi mexeu no ângulo da lente e deixou elas mais parecidas com as da Samsung, que são as que eu prefiro. Isso vale para os dois aparelhos.
E na gravação de vídeo, mesmo os dois tendo estabilização óptica, o X8 Pro chacoalhou menos, ficando ligeiramente à frente.
Mas convenhamos, são diferenças mínimas de um mesmo conjunto de câmeras. Num teste cego, é impossível dizer qual é qual. Outro empate. Será que esse vai ser o primeiro comparativo da história do canal a terminar em empate? Já digo que não, então assiste até o final para descobrir qual dos dois vence.
POCO X8 Pro: (3) ⭐ POCO X8 Pro Max: (3) ⭐
Desempenho
Agora sim, na categoria "Desempenho", a gente encontra uma diferença real, pelo menos no papel. O X8 Pro vem com o processador Dimensity 8500 Ultra, enquanto o Pro Max traz o Dimensity 9500s, um dos chips mais potentes que a MediaTek já fez.
No teste AnTuTu versão 11, o Pro Max marca quase 3 milhões de pontos, cerca de 45% a mais que os 2 milhões do X8 Pro.
No dia a dia, sinceramente, você não vai notar toda essa diferença de performance. Os dois são extremamente rápidos, abrem aplicativo na hora e não travam em absolutamente nenhum cenário. Aquela história de apertar pra digitar e o teclado demorar pra subir, ou quando você liga a câmera e precisa de alguns segundos até tirar a primeira foto? Não existe esse problema em nenhum dos dois.
Eu testei ambos lá no canal Roda Liso e o resultado foi curioso: em alguns títulos o Pro Max levou a melhor, como Wuthering Waves e Subnautica. Mas na maioria deles foi um empate, como em Genshin Impact e também no game de corrida CarX Street. Todo mundo pensava que o Pro Max ia vencer em performance nos jogos, mas não é bem assim.
Resumindo: o X8 Pro Max é mais potente, isso é fato, mas nem sempre ele consegue transformar essa potência bruta em velocidade extra. Ainda assim, somando tudo, ele leva essa categoria. Não tem como ignorar os números de performance, estamos falando de um dos mais potentes chips já fabricados pela Mediatek, afinal de contas. Pontuação está 3 a 4, com o Pro Max finalmente saindo na frente.
POCO X8 Pro: (3) POCO X8 Pro Max: (4) ⭐
Bateria e carregamento
Ambos aparelhos usam baterias de silício-carbono, uma tecnologia que armazena mais energia no mesmo espaço físico. O X8 Pro já impressiona com capacidade 6.500mAh, mas o Pro Max está em outro patamar: são 8.500mAh de capacidade. Eu falei bastante sobre isso na review dele, então vou ser curto aqui. É como se a Xiaomi tivesse colocado uma bateria de tablet dentro de um celular.
No nosso teste de bateria, o X8 Pro terminou com ótimos 42% de carga sobrando. Mas o Pro Max terminou com 63%, o melhor resultado de autonomia da história do canal, de longe, e olha que já testamos mais de 160 celulares no exato mesmo teste.
No carregamento, ambos vêm com fonte de 100W na caixa, mas como o X8 Pro tem uma bateria menor, ela enche mais rápido: foi de 0 a 100% em 42 minutos, contra os 63 minutos do Pro Max. Já pensou, encher uma bateria gigante dessa em 1 hora? Muito impressionante mesmo.
Uma coisa que eu senti falta nos dois foi carregamento sem fio. Eu curto bastante usar esse tipo de carregamento, tanto no estúdio quanto no carro, e nenhum deles tem, uma pena.
Mas no que importa de verdade, autonomia, o Pro Max simplesmente atropela não só o X8 Pro, mas todos os outros celulares que já testamos. 3 pontos para o X8 Pro e 5 para o Pro Max, ampliando a vantagem.
POCO X8 Pro: (3) POCO X8 Pro Max: (5) ⭐
Sistema e suporte
No quesito sistema e suporte, nada de mistério: é tudo igual. Os dois saem de fábrica com HyperOS 3 baseado no Android 16, e recebem o mesmo tempo de suporte, 4 atualizações de sistema e 6 anos de pacotes de segurança. A Xiaomi melhorou bastante nesse quesito comparado às gerações antigas.
Isso significa que os dois compartilham também o mesmo defeito: a HyperOS ainda exibe propagandas nos aplicativos do sistema. Menos do que antes, isso é verdade, mas estão lá. Dependendo do quanto isso te incomoda, pode ser um fator a considerar, mas como o problema é idêntico nos dois, ninguém leva vantagem aqui.
Empate na categoria sistema e suporte. São 4 pontos para o X8 Pro e 6 para o Pro Max.
POCO X8 Pro: (4) ⭐ POCO X8 Pro Max: (6) ⭐
Preço
E chegamos no fator mais importante de qualquer POCO: o custo benefício.
O X8 Pro pode ser encontrado na faixa dos R$ 2.200 na versão de 8/256GB, e a tendência é cair ainda mais com o tempo, talvez até abaixo dos R$ 2.000.
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Já o Pro Max está bem mais salgado, na casa dos R$ 2.900, chegando a R$ 3.200 na versão de 512GB.
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É quase mil reais de diferença entre eles. E olhando tudo que a gente analisou até aqui, a maior parte da experiência é idêntica nos dois.
Você está pagando esse extra basicamente por mais bateria, uma tela maior e um processador mais potente. Desses três, o único que impacta de verdade é a bateria.
Por oferecer praticamente a mesma experiência por bem menos dinheiro, quem vence a categoria preço - como quase sempre acontece no nosso comparativo - é o aparelho mais barato. Ponto para o X8 Pro.
POCO X8 Pro: (5) ⭐ POCO X8 Pro Max: (6)
Conclusão: qual comprar?
O comparativo terminou com 5 pontos para o X8 Pro e 6 para o Pro Max. Eles empatam na maioria das categorias, mas o Pro Max vence em desempenho e, principalmente, bateria.
Mesmo assim, o que eu recomendo para 90% das pessoas é o mais barato, POCO X8 Pro. Ele tem a traseira de vidro, é mais compacto e leve - bom de segurar - e oferece praticamente toda a experiência do irmão maior por quase mil reais a menos. É o rei do custo benefício.
A bateria dele pode ser menor que a do Pro Max, mas mesmo assim, foi muito bem em nosso teste de autonomia. 6.500mAh ainda é mais capacidade que vários celulares topo de linha que estão saindo hoje em dia.
Já o POCO X8 Pro Max é para quem quer o exagero. Se você faz questão da maior bateria do mercado, com dois dias de autonomia tranquilos, uma tela gigante de 6,83 polegadas e de um dos processadores mobile mais potentes da história, ele entrega tudo isso. Compensa pagar mais? Aí é você quem decide.