A NASA está pronta para fazer um dos lançamentos mais importantes dos últimos anos. A Artemis 2, primeira missão tripulada do programa Artemis, tem lançamento marcado não antes de quarta-feira, 1º de abril de 2026, com uma janela de duas horas que abre às 18h24 no horário da costa leste dos Estados Unidos. No Brasil, isso significa 19h24 no horário de Brasília.
Se tudo correr como planejado, será o primeiro voo com astronautas além da órbita baixa da Terra desde a missão Apollo 17, em 1972. A missão não vai pousar na Lua desta vez, mas isso não diminui sua importância. O objetivo é levar quatro astronautas ao redor do satélite natural da Terra em uma viagem de cerca de 10 dias, testando com pessoas a bordo o foguete SLS e a cápsula Orion em uma missão real de espaço profundo.
Que horas começa a transmissão
Para quem quer acompanhar tudo ao vivo, a transmissão oficial começa antes da decolagem. A NASA vai exibir a cobertura pela NASA+, seu serviço oficial de streaming, além do app da NASA e de seus canais e redes sociais. Na agenda oficial da plataforma, o evento principal do lançamento aparece programado para começar às 12h50 EDT, o que corresponde a 13h50 no horário de Brasília, horas antes da abertura da janela de lançamento.
Ou seja, para quem quer ver só o momento da decolagem, o horário principal é 19h24 de Brasília. Mas, para quem gosta de acompanhar toda a preparação, entrevistas e clima pré-lançamento, o ideal é entrar bem antes, no começo da cobertura oficial da NASA.
Onde assistir ao lançamento da Artemis 2
O jeito mais direto de assistir é pela NASA+. A agência também informa que a cobertura estará disponível no app oficial da NASA, em plataformas de terceiros e em seus canais nas redes sociais. Em outras palavras, não vai ser difícil encontrar a transmissão.
A NASA também mantém uma página específica com o calendário da missão e uma central de atualizações da Artemis 2, o que ajuda bastante porque esse tipo de lançamento pode mudar de horário por clima ou por questões técnicas de última hora.
E se o lançamento for adiado?
Como sempre acontece em missões desse porte, a data de 1º de abril não é uma garantia absoluta. A NASA trabalha com oportunidades adicionais de lançamento até segunda-feira, 6 de abril, caso alguma condição técnica ou meteorológica impeça a decolagem na primeira tentativa. A própria agência já publicou esse calendário de janelas alternativas, o que mostra que o plano está pronto para ajustes se for necessário.
Quem vai na missão Artemis 2
A tripulação da Artemis 2 reúne três astronautas da NASA e um da Agência Espacial Canadense. O comandante será Reid Wiseman. O piloto será Victor Glover. A missão também terá Christina Koch como especialista de missão e Jeremy Hansen, da CSA, completando a equipe. A NASA destaca esse grupo como o time que vai abrir a nova fase da exploração tripulada da Lua.
A escolha da tripulação também tem peso simbólico. Victor Glover deve se tornar a primeira pessoa negra a viajar ao entorno da Lua, Christina Koch será a primeira mulher a fazer esse trajeto, e Jeremy Hansen será o primeiro canadense em uma missão lunar.
Como será o voo
A missão vai decolar do Complexo de Lançamento 39B, no Kennedy Space Center, na Flórida, com o SLS impulsionando a Orion para fora da órbita terrestre. A viagem terá duração aproximada de 10 dias, com uma trajetória que leva a cápsula ao redor da Lua antes do retorno à Terra.
A NASA já publicou inclusive a agenda diária prevista da missão, detalhando atividades como adaptação ao ambiente espacial, comunicações com a Terra, verificação de sistemas, estudos de reentrada e preparação para o pouso no oceano.
Por que a Artemis 2 importa tanto
A Artemis 2 não vai repetir exatamente o que a Apollo fez. O objetivo agora não é só "chegar lá" para mostrar capacidade política e tecnológica, como aconteceu no contexto da Guerra Fria.
O programa Artemis foi montado para servir de base para uma presença humana mais frequente e sustentável no ambiente lunar, com foco especial na região do polo sul da Lua. A missão de agora é diferente porque testa com humanos a espinha dorsal desse plano.
Também existe um componente de pressão estratégica. A NASA quer retomar a liderança dos voos lunares tripulados em um cenário em que outras potências, especialmente a China, aceleram seus próprios programas. Por isso, mesmo sendo "apenas" um voo de sobrevoo e retorno, a Artemis 2 carrega um peso que vai muito além da viagem em si. Se ela der certo, a agência ganha confiança para as próximas etapas. Se der errado, todo o calendário volta a ser questionado.
Nos últimos meses, a NASA reformulou o cronograma do programa. A arquitetura atual da agência adiciona uma missão em 2027 para testar sistemas "mais perto de casa" antes do retorno efetivo à superfície lunar. Com isso, o primeiro pouso tripulado da nova era Artemis foi empurrado para 2028, quando a NASA pretende levar astronautas ao polo sul lunar.
A agência também afirma que quer estabelecer um ritmo de uma missão lunar por ano depois disso.






