Nanochip mais frio do mundo funciona perto do Zero Absoluto

Embora a tecnologia não vai estar nos seus devices, ela pode ajudar a criar um futuro incrível

Por Ciência Pular para comentários
Nanochip mais frio do mundo funciona perto do Zero Absoluto

Você já ouviu falar do Zero Absoluto? Trata-se de uma temperatura onde tudo congela. Tudo mesmo, inclusive o movimento dos elétrons ao redor do núcleo dos átomos, por exemplo. O Zero Absoluto é atingido aos exatos −273.15° Celsius e nada no universo pode ir além desta temperatura.

Naturalmente este estágio é raríssimo, e encontrar uma forma de estudá-lo é ainda mais raro. Por isso que cientistas da Universidade de Basel, Suíça, desenvolveram um nanochip que pode ser arrefecido com sucesso para uma temperatura recorde: -273.147° Celsius, o mais próximo possível do Zero Absoluto.

O "truque" envolveu o uso de campos magnéticos ao redor do dispositivo para que se eliminasse praticamente todas as fontes de calor.

A equipe começou através do resfriamento magnético (onde é aplicado um campo magnético no alvo) para baixar todas as conexões elétricas do chip até -273.149° Celsius. Depois disso, eles integraram outro sistema de campo magnético especialmente construído para a missão que permitiu ir um pouco mais longe. Segundo eles foi preciso até mesmo esfriar um termômetro de bloqueio Couloumb já que o calor do próprio termômetro é problemático quando você está trabalhando perto do Zero Absoluto.

No final o resultado foi mais do que o suficiente para que os testes pudessem ser feitos: o nanochip poderia ficar naquela temperatura por até 7 horas, o que é bastante tempo para testes.

chip utilizado para chegar perto do Zero Absoluto
chip utilizado para chegar perto do Zero Absoluto

Um chip que pode funcionar em condições tão extremas irá ajudar a entender a física em seu limite máximo já que, como vimos aqui nesse post, os nossos atuais chips e processadores estão se encaminhando ao seu limite físico. E os cientistas que realizaram a façanha ainda são "otimistas". Eles acreditam ser possível melhorar a técnica e baixar a temperatura ainda mais.

Se você ficou esperançoso em ter um desses em seu notebook, má notícia: as intenções até aqui não vão além da ciência, porém, é inegável que os progressos resultantes vão nos ajudar a avançar e muito.

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