Conheça o mais mortífero drone americano utilizado no ataque a Bagdá

O MQ-9 Reaper é uma aeronave não tripulada com uma potência absurda, controle remoto a altíssimas altitudes e, acima de tudo, extremamente mortal.

Por Tecnologia Pular para comentários
Drone MQ-9 Reaper - Imagem: Divulgação
Drone MQ-9 Reaper - Imagem: Divulgação

É sempre impressionante e assustador como o ser humano se supera tecnologicamente quando se trata de máquinas bélicas e armas. Historicamente, as guerras mundiais e posteriormente a Guerra Fria realmente instigaram uma corrida tecnológica ao redor do mundo. Além do óbvio desenvolvimento bélico, a medicina também foi forçada a avançar. Muitas coisas que hoje usamos no dia a dia em termos de tecnologia surgiram para dar vantagens militares. O próprio uso de drones começou em operações militares, tanto que foi um drone extremamente letal que o governo americano usou para atacar Bagdá, resultando na morte de Qasem Soleimani, general da guarda revolucionária do Irã e herói nacional. O resultado disso foi o início de uma série de conflitos diplomáticos, ataques militares e sérias ameaças entre os EUA e o Irã. O evento foi até mesmo tido na internet como o possível início de uma terceira guerra mundial, uma vez que o Irã possui aliados como o Iraque e Arábia Saudita, que já se declararam contra os Estados Unidos com até mesmo expulsão de embaixadores americanos do Iraque e ameaças variadas.

Mas estamos aqui para falar do particular drone americano responsável pelo ataque que resultou em tudo isso, o chamado General Atomics MQ-9 Reaper, um veículo aéreo não tripulado (UAV em inglês, unmanned aerial vehicle). Essa peça tecnológica é capaz de operar aereamente enquanto controlado de maneira remota pelo sistema General Atomics Aeronautical Systems (GA-ASI) da força aérea americana.

O Primeiro "caçador/matador"

O MQ-9 é considerado o primeiro UAV "caçador/matador" de altíssima altitude e de longa durabilidade. Ou seja, é um drone especializado em vigilância e em matar. Esse MQ-9 é também o principal exemplo da substituição do papel quase exclusivo de drones militares de vigilância, para um novo papel de destruir e eliminar. Como o próprio ex-general da força aérea americana, Michael Moseley, afirmou: "Nós mudamos de usar UAVs para inteligência, monitoria e reconhecimento antes da operação ‘Iraqi Freedom" para um verdadeiro papel de caçar e matar com o Reaper". O próprio nome do drone foi dado para instigar o medo, o pavor de se ver um desses sobrevoando os céus, uma vez que uma máquina dessas só levanta vôo com algum algo na mira.

Se trata de uma aeronave muito maior, pesada e potente que sua antecessora, a General Atomics MQ-1 Predator. O sistema de controle remoto não mudou de uma aeronave para outra, porém. O Reaper possuir 712KW de potência, ou 950 cavalos, em um motor turboprop, comparada a somente 115 cavalos e 86 KW de um motor piston da Predator. Um motor desse porte permite que o Reaper carregue 15 vezes mais peso e a uma velocidade 3 vezes maior que o MQ-1. O destino, velocidade, altitude e uso de armas são todos controlados em bases terrestres.

A transição do governo Americano de aeronaves tripuladas para operações de ataque aéreas para os MQ-9 Reapers começou em 2008, se tornando a primeira unidade não tripulada de combate em uso. Em 2011, a força aérea estadunidense treinou mais pilotos para o controle de veículos aéreos não tripulados do que efetivamente voôs em aeronaves tripuladas. O Reaper também é usado na Marinha dos EUA, CIA, Controle de segurança fronteiriça, NASA e por outros órgãos militares de outros países. Os 195 Reapers atuais de posse dos EUA deverão se manter ativos para qualquer necessidade militar Americana até 2030, segundo a USAF em publicação oficial de 2016.

Poder demais?

Esses Reapers MQ-9 são o que o exército americano (e talvez o mundo) tem de mais letal. Uma arma dessas pode ser carregada com as mais diversas bombas, mísseis e coisas destrutivas. Novamente, a tecnologia historicamente se desenvolve drasticamente frente a conflitos. Mas devemos sempre nos perguntar se esses tipos de investimento e desenvolvimento não acarretam em um preço em vidas que se torna caro demais para os possíveis benefícios para a humanidade. Lembro ainda que armas, quaisquer que sejam, o quão caras sejam e o quão exclusivas sejam, sempre podem cair nas mãos erradas. Será mesmo que deveríamos construir tamanho poder destrutivo?

Recomendamos ler:

Acompanhe as últimas notícias de tecnologia aqui no Oficina da Net. Sempre trazendo conteúdos novos e produtos interessantes.

Comentários:
Carregar comentários