Já analisamos, confira o Review HUAWEI WATCH GT 7 Pro. Se não conhece, aqui está a ficha técnica HUAWEI WATCH GT 7 Pro. Ainda se preferir, pode comparar HUAWEI WATCH GT 7 Pro com outros produtos.
Percebi que tinha esquecido de carregar o relógio. Fui olhar preocupado: 33% de bateria, dez dias depois de sair da caixa. No mesmo dia, tentei pagar o café por aproximação e não consegui. Os dois fatos têm a mesma causa: Huawei Watch GT 7 Pro.
O relógio chega hoje ao Brasil por R$ 2.699, e no dia 9/9 entra em promoção por R$ 1.499.
Design e construção
Caixa de titânio, tela protegida por safira, traseira em cerâmica. Após uma semana de uso direto, sem cuidado especial, não peguei um risco sequer. A certificação acompanha IP69 e 5 ATM, com mergulho livre até 40 metros. A pulseira ficou mais maleável, a ponto de eu dormir com ele sem incômodo, essencial para o monitoramento de sono.
Tela
AMOLED de 1,47", brilho de até 3.000 nits. Li sem esforço em pleno sol, e é a mesma tela do GT 6 Pro.
Bateria
Aqui está o diferencial. Usei por 10 dias com notificações, saúde e GPS ligados, e o relógio ainda estava com 57% de bateria, sem ver carregador uma vez. São cerca de 8% ao dia, o que projeta perto de 2 semanas de uso real, com uma bateria de 867 mAh. Em atividade física a autonomia é maior: até 51 horas em Corrida em trilha e 44 em Ciclismo, com GPS ligado o tempo todo. Nenhum relógio com Wear OS entrega isso hoje.
Sanções: o custo por trás da bateria
Essa autonomia vem de um sistema fechado, sem serviços do Google rodando por baixo, e é isso que também tira recursos do relógio. O NFC existe, mas a carteira digital não funciona oficialmente no Brasil, então pagamento por aproximação não rola. A loja de apps do HarmonyOS ainda é limitada fora da China, e boa parte das integrações que a gente espera de um smartwatch moderno não chega até você.
Saúde e esportes
Sensores completos: frequência cardíaca, ECG, oxigenação, temperatura de pele. A novidade é a pontuação de disposição física, que finalmente entrega o tipo de leitura que Samsung e Google já ofereciam. Nos esportes, o relógio separa futebol interno e externo e liga o GPS sozinho, sem configuração. Só a integração com o Strava exporta corrida, ciclismo e natação, mas não futebol.
Veredito
Pelos R$ 2.699 de tabela, eu não compraria: as limitações do sistema pesam mais que a autonomia nesse valor. Já por R$ 1.499, para quem prioriza bateria e robustez, faz sentido, especialmente frente ao Galaxy Watch 8, que exige carregar quase todo dia. Quem paga com o pulso, porém, não deve comprar em nenhum dos dois preços. É a outra moeda de um Wear OS: você ganha autonomia e perde recursos como pagamento por aproximação.
