O mercado brasileiro de celulares mudou pouco no topo durante o mês de fevereiro de 2026, mas trouxe um movimento relevante fora do pelotão principal. A Samsung segue na liderança como sempre, agora com 33,84%, enquanto a Motorola aparece em segundo com 20,8%, a Apple vem em terceiro com 17,86% e a Xiaomi fecha o top 4 com 15,66%, segundo dados da StatCounter.
A principal novidade está logo abaixo. Com 1,42%, a realme volta a aparecer como a quinta marca mais relevante do país, já que a 5ª posição geral da tabela é ocupada pela categoria "Unknown" (desconhecida), usada pela plataforma para aparelhos que ela não classifica diretamente em uma fabricante específica.
Mais do que um detalhe estatístico, esse avanço recoloca a realme em evidência em um mercado altamente concentrado. Os quatro primeiros nomes somam 88,16% da participação de uso medida pela StatCounter, o que mostra o tamanho do desafio para qualquer marca fora desse bloco. Mesmo assim, a realme consegue se diferenciar do grupo das fabricantes menores e abre vantagem sobre LG (0,63%), Google (0,57%), Infinix (0,39%) e Tecno (0,11%).
Como foi o mercado de celulares no Brasil em fevereiro de 2026?
De acordo com a StatCounter, o ranking das principais marcas de celulares no Brasil em fevereiro de 2026 ficou assim:
| Posição | Marca | Market Share |
|---|---|---|
| 1º | Samsung | 33,84% |
| 2º | Motorola | 20,8% |
| 3º | Apple | 17,86% |
| 4º | Xiaomi | 15,66% |
| 5º | Desconhecida | 8,13% |
| 6º | Realme | 1,42% |
| 7º | 0,57% | |
| 8º | LG | 0,63% |
| 9º | Infinix | 0,39% |
| 10º | Tecno | 0,11% |
O topo segue bastante estável. A Samsung mantém uma vantagem confortável de 13,04 pontos percentuais sobre a Motorola, enquanto a vice-líder ainda sustenta 2,94 pontos de frente para a Apple. Já a Apple continua à frente da Xiaomi por 2,2 pontos, o que mostra que a disputa pelo terceiro lugar segue aberta, mas ainda sob controle da marca da maçã neste momento.
Comparação com janeiro de 2026
Na comparação com janeiro, o topo principal mudou pouco, mas o miolo do ranking trouxe um recado mais interessante. No mês anterior, a Samsung tinha 34,18%, a Motorola 19,97%, a Apple 17,93%, a Xiaomi 15,27%, o Google 2,32% e a realme 1,38%.
Em fevereiro, a Motorola ganhou fôlego e subiu para 20,8%, a Xiaomi avançou para 15,66% e a realme passou de 1,38% para 1,42%. O movimento mais chamativo, porém, foi a forte queda do Google, que desceu de 2,32% para 0,57% na mesma base. Com isso, a realme ultrapassou a empresa e assumiu a 5ª posição entre as marcas identificadas pela StatCounter.
Ainda assim, vale cautela com leituras de curtíssimo prazo. Como a StatCounter mede participação de uso e não vendas diretas, oscilações mensais podem refletir mudanças no perfil de navegação e no comportamento da base medida, e não necessariamente uma virada estrutural no varejo.
Abaixo, veja um gráfico que mostra o histórico de como foi o desmepenho de cada uma das grandes marcas do mercado brasileiro dos últimos 12 meses:
Clique aqui para ver o gráfico
Por que a realme é o principal destaque do mês
A realme ainda está muito longe do quarteto de frente — a distância para a Xiaomi, quarta colocada, é de 14,24 pontos percentuais —, mas o dado de fevereiro importa por outro motivo: ele mostra que a marca segue viva na disputa intermediária e volta a ocupar a 5ª posição entre os fabricantes identificados.
Isso pesa ainda mais quando se olha o histórico da empresa no Brasil. Na chegada oficial ao país, a realme disse que queria entrar no top 3 do mercado brasileiro em até cinco anos. Mais tarde, já com operação local em andamento, a marca reforçou a ambição de primeiro se consolidar como top 5 e depois mirar o top 3. O ranking de fevereiro não significa missão cumprida, mas funciona como um sinal claro de que a direção estratégica continua de pé.
Também faz sentido que esse avanço venha justamente de uma marca que sempre tentou ocupar o espaço de custo-benefício com apelo jovem, design chamativo e ficha técnica competitiva.
Android segue dominante no Brasil
O recorte por sistema operacional ajuda a entender o cenário geral. Em fevereiro de 2026, o Android respondeu por 81,92% do uso móvel no Brasil, enquanto o iOS ficou com 17,86%.
Na prática, isso confirma duas coisas ao mesmo tempo. A primeira é que o Brasil continua sendo um mercado fortemente Android. A segunda é que a Apple segue muito forte como marca individual, já que a participação do iOS praticamente espelha a fatia da empresa no ranking por fabricante.
Vai comprar celular novo? Algumas dicas do Oficina da Net:
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