A linha Galaxy A da Samsung sempre foi muito bem vinda pelos fãs. Até então, a marca sempre manteve em alta a produção desses aparelhos, principalmente devido ao número grande de vendas. Contudo, a fabricante deve cortar a produção dessa linha em cerca de 20%. O motivo, como muitos sabem, está ligado à alta dos preços dos chips de memória.

Samsung pode produzir 20% menos celulares Galaxy A

Segundo o jornal sul-coreano Electronic Times, a Samsung pretende diminuir em aproximadamente 20% a produção dos Galaxy A no último trimestre de 2026. A informação teria sido repassada aos fornecedores, que já receberam pedidos menores de componentes. A comparação considera o planejamento original feito no começo do ano.

Na pratica, serão em torno de 10 milhões de celulares a menos na produção anual.O principal motivo está no preço das memórias, que subiu bastante por causa da enorme procura por componentes usados em sistemas de inteligência artificial. Segundo o relatório, os chips de memória já representam mais da metade do custo de fabricação de alguns celulares básicos e intermediários.

Galaxy A17 5G - Foto: Nicolas Muller.
Galaxy A17 5G - Foto: Nicolas Muller.

Outros fatores também estão ligados em torno disso. A Samsung também enfrenta dificuldades para conseguir determinados materiais. Com isso, produzir aparelhos mais baratos está se tornando cada vez menos vantajoso para a empresa. A fabricante estaria pensando em direcionar mais componentes para os Galaxy S e Galaxy Z, que oferecem margens de lucro maiores.

Os celulares vão ficar mais caros?

A possível mudança preocupa quem costuma comprar celulares Samsung mais baratos. Especialistas ouvidos pelo jornal alertam que os próximos Galaxy A podem chegar às lojas com preços maiores, caso os custos dos componentes continuem subindo. Existe ainda o risco de alguns modelos receberem câmeras ou telas mais simples para evitar reajustes ainda maiores.

Por enquanto, não há informações sobre mudanças nos estoques brasileiros, e a Samsung ainda não confirmou oficialmente seus novos planos de produção.

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