A história da #hashtag

Um simples "jogo da velha", conjunto de linhas cruzadas, ganhou muita importância e relevância recentemente. Mas porque?

Por | @oficinadanet Redes sociais

Hoje em dia, a hashtag é usada diariamente por milhares de pessoas em todo o mundo. O símbolo que representa a hashtag é o famoso "jogo da velha", ou cerquinha, ou sustenído, ou uma infinidade de nomes, segundo o Wikipédia (Octothorpe - nome oficial), e é utilizado antes das palavras que os usuários pretendem ressaltar ou linkar. Tais termos, somados à hashtag se transformam em hiperlinks dentro da rede. Com isso, os demais usuários podem clicar nas hashtags ou mesmo podem realizar buscas em mecanismos de pesquisas, como no Google.

Mas como surgiu a hashtag?

A hashtag se popularizou no Twitter, porém, ela surgiu bem antes de ser usada no microblog. Inicialmente, a hashtag era usada no lendário mIRC, para poder marcar o nome de uma sala de bate-papo. Do mesmo modo, também foi muito usada para classificar canais no Jaiku, que funcionava de forma semelhante ao Twitter. O Jaiku acabou sendo comprado pelo Google em 2007 e descontinuado, em 2012.

Já em 2007, alguns usuários do Twitter pensaram na possibilidade de criar grupos na rede social. Nesse momento, Chris Messina, já conhecido por sua luta a favor do código livre, propôs algo ainda maior que simplesmente a formação de grupos: "Eu estou mais interessado em simplesmente ter uma experiência melhor de ouvir o que outros estão dizendo no Twitter". Ele então, fez uma proposta de uso da hashtag na rede social e ainda como seria o seu uso.

Messina tinha como objetivo organizar os diferentes posts em canais de conversa e com isso os usuários poderiam acompanhar o que estava sendo falando sobre o tema de interesse.

Cada vez que alguém usa um marcador em um status, não apenas sabemos algo específico sobre aquele post, como outros também podem ver o contexto e se juntar ao canal para contribuir", escreveu Messina.

Além disso, Messina ressaltou a diferença entre o uso do arroba (@) e da hashtag (#). "Ao invés de conversas entre poucos indivíduos marcados com o "@", o uso de "#" faz com que pessoas não marcadas também possam acompanhar a conversa", explica ele.

Porém, o que parecia uma grande ideia, não interessou muito o Twitter. Somente em 2007, durante um incêndio que atingia as florestas de San Diego, na Califórnia, que Messina aproveitou a oportunidade para expor a hashtag. Na ocasião, as pessoas usavam o Twitter para reportar a situação do incêndio, porém, pela falta de um método eficiente para reunir todas as informações acabou dificultando a disseminação das notícias.

Nesta hora, Messina entrou em contato com o seu amigo Nate Ritter, uma das pessoas que estava divulgando informações sobre o incêndio através do Twitter, e solicitou que marcasse as postagens com "#sandiegofire". Este acabou sendo a primeira cobertura ao vivo de um evento com o uso de hashtag.

"(Hashtags) representam o que eu acho que é uma convenção sólida para coordenar agrupamentos de assuntos específicos e dar às pessoas um jeito de organizar as suas comunicações de um modo que o Twitter ainda não disponibiliza. (…) o exemplo da #sandiegofire mostra o problema que eu gostaria de ver resolvido", disse Messina.

Em julho de 2009, após perceberem que a ideia de Messina era realmente boa, o Twitter começou a usar oficialmente a Hashtag. A partir de então, todos os termos que precediam de "#" se transformavam em links de acesso. Com a grande adesão do uso da hashtag, outras redes sociais se interessaram pelo seu uso. Em 2013, o Facebook também aderiu ao uso da hashtag. Além disso, o Instagram e o Google+ também contam com o sistema de reunião de termos.

Padrinho da hashtag

Em sua conta no Twitter, Messina (@chrismessina) se intitula como "padrinho da Hashtag". Ele não ganhou nada com a sua invenção, apenas claro, notoriedade. Messina preferiu não patentear o uso da hashtag justo por saber que isso implicaria no seu uso em outras plataformas.

"Não tenho interesse em lucrar (diretamente) com as hashtags. Elas nasceram da Internet e não devem ter dono. A satisfação que tenho de ver a minha pequena descoberta sendo usada o tanto que é hoje, faz com que eu me sinta aliviado de ter me dado conta de não tentar prender essa ideia estupidamente simples, mas eficaz", respondeu no Quora em uma sessão de perguntas.

Com informações do: Hashtags.org

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