A história da Microsoft (parte 2)

Veja nesta segunda parte o que a Microsoft fez, após o lançamento do Windows 1.0, para se tornar a maior empresa de tecnologia do mundo.

Por | @Evilmaax Tecnologia

Gostaram da primeira parte deste especial sobre a empresa de Bill Gates? Hoje continuaremos de onde paramos, aproximadamente 1985, com o lançamento e sucesso do Windows 1.0, o inocador sistema operacional que permitia que, agora, qualquer um pudesse mexer em um computador. Lembra que falamos que ele revolucionou a informática ao apresentar menus, ícones, barras de rolagem, cores, trouxe recursos como calculadora, paint, etc? Se não lembra, é só clicar aqui e acompanhar a história da empresa desde sua fundação. Para ver todas as nossas histórias, clique aqui.

Com a alta vendagem do Windows a Microsoft foi contratada mais uma vez pela IBM, agora para criar um novo sistema operacional para os computadores da marca, o OS/2, que seria lançado no final de 1987. Em meio a tudo isso a empresa mudou novamente de endereço, desta vez para Redmond no estado americano de Washington, e de lá nunca mais saiu.

Em 1986 a Microsoft daria um novo passo que mudaria sua história: Ela abriria seu capital através de uma IPO, passaria a ser uma empresa de capital aberto, vendendo suas ações na bolsa. Naquela ocasião a empresa captou 61 milhões de dólares através do valor individual de U$$ 21 dólares por cada papel. Com esta oferta de ações e valorização do valor de mercado da marca surgiram 3 bilionários, e, cerca de 12 mil funcionários da Microsoft tornaram-se milionários da noite para o dia.

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Se você tivesse o insight de comprar 100 ações na época, gastando aproximadamente U$$2.100 dólares e vendesse em 1999, quando as ações da Microsoft chegaram ao seu auge, você receberia 1 milhão e 400 mil dólares, um ganho de aproximadamente 66.666%.........

O fim dos anos 80 foram anos dourados para a empresa. Em 1988 eles lançariam o Microsoft Works, uma suíte de aplicativos que integrava um editor de texto, uma planilha eletrônica e um sistema de controle de banco de dados, além de outras ferramentas de escritório. O pacote foi lançado para Windows, Apple Macintosh e Ms-Dos. Sim, você está certo, ele foi um embrião do Microsoft Office, aliás, o Microsoft Works durou até 2007, sendo uma versão mais leve do famoso MO. Após ser descontinuado, a empresa adaptou-o e transformou-o no Microsoft Office Starter Edition. Outra curiosidade: O Works foi o 1º Cd-Rom da marca.

A história da Microsoft (parte 2)
Microsoft Works executando uma planilha

O “concorrente” do Works, o famoso Microsoft Office, contava com Word, Excel e PowerPoint quando foi lançado no ano seguinte, em 1989. Para diferenciar-se de seu “irmão”, o Office focava (e faz isso até hoje) em aplicações que miram no ganho de produtividade. Lembramos que o Excel já havia sido previamente lançado em 1985 (apenas para Mac) e o Word em 1983. O PowerPoint fora criado por programadores autônomos e foi comprado no ano do lançamento pela MS pela quantia de 14 milhões de dólares.

E quando falamos há alguns parágrafos acima que o final dos anos 80 tinha sido uma época especial para a Microsoft, era, também, pelo seguinte fato: Windows 2.0 seria lançado em 1987. Não perca as contas: Em 1987 eles lançariam o OS/2 para a IBM e o Windows 2.0; em 1988 lançariam o Microsoft Works e em 1989 o Microsoft Office. Ah, e esquecemos de contar um detalhe: em 1988 ela alcançou o posto de maior empresa de softwares do mundo em termos de venda.

O novo sistema operacional, de 16 bits, possuía poucas inovações em termos de interface se comparado ao seu antecessor. Com a nova versão os gráficos obtiveram um ganho considerável, além de mais recursos e ferramentas. No Windows 2.0 foram incluídos programas como Word e Excel, além de atalhos no teclado, a sobreposição e controle das janelas abertas, as opções “maximizar” e “minimizar” e gráficos VGA, por exemplo. Esta versão foi a primeira do Windows em que os programadores escreveram programas baseados e voltados diretamente para o SO.

A versão foi marcada pelo primeiro processo judicial envolvendo Apple e Microsoft. Nesta oportunidade a empresa da Maçã acusaria a Microsoft e a HP de quebrar nada mais, nada menos do que 189 copyright's, perdendo em todas, com exceção de 10, que o juiz considerou como não sendo produtos protegidos e portanto nem julgou.

A história da Microsoft (parte 2)

No finalzinho dos anos 80 a MS começaria em uma empreitada audaciosa: Criar um sistema operacional do zero, mas falaremos mais dele à frente.

Em 1990 foi lançado o Windows 3.0 que venderia 100 mil cópias em apenas 2 semanas e mais de 10 milhões no final dos primeiros 2 anos de lançamento, tornando o Windows o sistema operacional mais usado no mundo. Ainda disponibilizada nos antigos disquetes, esta versão foi a primeira a se parecer com o conceito que temos hoje em dia de Windows e até mesmo do próprio computador. Foi nesta versão que surgiram o famoso gerenciador de programas, o gerenciador de arquivos, o modo de segurança e o gerenciador de impressão. Para rodar o sistema a máquina do usuário precisava ter no mínimo 384 kb de memória e 6 mb de HD. Este Windows ainda sairia na versão 3.1 Workgroups com as inovações acerca das conexões de rede, como conexão ponto a ponto e compartilhamento de impressoras.

Esta versão contava com uma melhoria gritante em termos de gráficos e interface. Seus ícones foram aperfeiçoados e o sistema agora contava com 16 cores. Data desta época o famoso computador “386” que aposto que você já ouviu falar. Este número vem do processador Intel 386 o qual o Windows 3.0 era totalmente compatível, gerando uma maior velocidade na execução dos programas. Juntos os 2 alavancaram o nome e o sucesso um do outro.

A história da Microsoft (parte 2)

Um dos slogans do produto era que “agora você pode usar a incrível capacidade do Windows 3.0 para relaxar no trabalho.” Esta versão vinha com os jogos Espadas, Paciência e Campo Minado =D

Bom, mas se o terreno de sistemas operacionais já era dominado completamente pela MS, o campo dos softwares e aplicações ainda não era, mas isso era só uma questão de tempo. Com a alta vendagem e lucro do Windows 3 a marca começou a divulgar cada vez mais seu pacote Office, assim como teve aporte financeiro para criar campanhas, promos, etc. Os principais concorrentes do segmento, o WordPerfect e o Lotus 1-2-3 não conseguiram resistir por muito tempo e em breve a MS teria mais um monopólio no segmento da tecnologia, a produção de softwares empresariais.

Em 1992 chegaria ao mercado o Microsoft Acess, seu popular software para banco de dados, tão conhecido dos programadores. Com ele é possível criar rapidamente aplicações que envolvam tanto a modelagem e estrutura de dados como a interface que será utilizada pelos usuários. Hoje o programa pode ser comprado separadamente ou incluso no Office.

No ano seguinte a Microsoft ganharia o prêmio de empresa mais inovadora nos Estados Unidos, distribuído pela Fortune Magazine. Neste ano também teve fim aquela disputa judicial de 5 anos de duração movida pela Apple contra a empresa soa a acusação de roubo de sua interface gráfica. A Apple apelaria e em 1994 perderia novamente, por fim, recorreria à Suprema Corte e obteria o mesmo resultado.

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Também em 1993 a Microsoft deu mais um passo em sua estratégia de domínio de mercado: Ela lançou a Microsoft Encarta, a primeira enciclopédia feita para rodar em um computador. Era a primeira vez que o papel seria substituído. 15 anos depois, em 2008, a Encarta teria mais de 62 mil artigos, entre vídeos, clipes, textos, fotos, ilustrações, conteúdos interativos, mapas, etc. O projeto foi o primeiro produto da linha “Microsoft Home” uma linha que era antagônica ao Microsoft Office, e trazia softwares para o entretenimento caseiro, como o Microsoft Cinemania, Microsoft Complete NBA Basketball, Microsoft Oceans, Microsoft Dinosaurs, Microsoft Dogs, e muitos outros.

Ainda em 1993, a Microsoft teria fôlego para alcançar um importante e audacioso marco: a conclusão de um projeto que fora iniciado no final da década de 1980 (lembra dele?) de construir um novo e avançado sistema operacional a partir do zero e desta forma, não fora baseado no Ms-Dos, como seus outros "irmãos" da família Microsoft. Segundo Bill gates no lançamento do software, "O Windows NT representa nada menos do que uma mudança fundamental na forma como as empresas podem cuidar de suas necessidades de computação comercial".

Diferente do Windows 3.1, a versão do Windows 3 vigente na época, o Windows NT (New Technology) era um sistema operacional de 32 bits, focada em ser uma plataforma de negócios estratégica com suporte para os mais avançados programas técnicos e científicos, além disso, esta versão poderia ser utilizada como um servidor de arquivos. 
Em 2000, a Microsoft mudaria o nome de Windows NT 5.0 para Windows 2000, em 2001 a versão Workstation passaria a ser o Windows XP Professional, enquanto a versão para servidores seria lançada em 2003 como Windows Server 2003. mas não se preocupe, veremos isso com mais detalhes, logo mais.

Ainda em 1993, a Microsoft teria fôlego para alcançar um importante e audacioso marco: a conclusão de um projeto que fora iniciado no final da década de 1980 (lembra dele?) de construir um novo e avançado sistema operacional a partir do zero e desta forma, não fora baseado no Ms-Dos, como seus outros "irmãos" da família Microsoft. Segundo Bill gates no lançamento do software, "O Windows NT representa nada menos do que uma mudança fundamental na forma como as empresas podem cuidar de suas necessidades de computação comercial".

Diferente do Windows 3.1, a versão do Windows 3 vigente na época, o Windows NT (New Technology) era um sistema operacional de 32 bits, focada em ser uma plataforma de negócios estratégica com suporte para os mais avançados programas técnicos e científicos, além disso, esta versão poderia ser utilizada como um servidor de arquivos. Em 2000, a Microsoft mudaria o nome de Windows NT 5.0 para Windows 2000, em 2001 a versão Workstation passaria a ser o Windows XP Professional, enquanto a versão para servidores seria lançada em 2003 como Windows Server 2003. mas não se preocupe, veremos isso com mais detalhes, logo mais.

A história da Microsoft (parte 2)

Em 1994 um realinhamento de visão, pois a empresa estava se achando muito “técnica” e que precisava se aproximar do público “comum”. Como medida fez uma gigantesca campanha publicitária nos Estados Unidos. Na ocasião foram investidos mais de 100 milhões de dólares. O famoso slogan “Where do you want to go today?” foi inserido nessa época e popularizou-se com os lançamentos dos sistemas operacionais que viriam a seguir. Em tradução livre o slogan significava “Onde você quer ir hoje?” e representava a praticidade e a ausência de limites em que o sistema poderia leva-lo.

Outra estratégia direcionada a atrair os consumidores foi o Microsoft Bob, um assistente pessoal que ensinava o usuário a mexer no Windows e no computador de um modo geral, lançado em 1995. O Bob, no entanto, foi um fracasso, sendo descontinuado no ano seguinte devido às baixas vendagens. O software simulava uma casa, com quartos e objetos variados no qual cada um correspondia a uma aplicação diferente do computador. Por exemplo: dentro da sala tinha uma mesa com uma caneta e um papel; ao clicar na caneta, o Rover – um cachorro que funcionava como guia – levava o usuário até o editor de texto. Alguns críticos consideram o Bob como o maior fracasso da história da Microsoft.

A história da Microsoft (parte 2)

Ainda neste ano a Microsoft lançaria um marco na história dos sistemas operacionais, o Windows 95, mas essa história fica para nosso próximo post. Para rever a parte 1 clique aqui, e para ver todas as nossas histórias digitais.

Siga para a história da Microsoft parte 3.

Fontes: Geek wire; Microsoft; Techland.

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