Estudo publicado na revista Science, indica que havia água em Marte

Fotos tiradas pelo robô Curiosity mostram que o planeta vermelho possuía rios de água fluente em seu solo, sendo assim, Marte possuía sim água em sua superfície a mais ou menos 3 bilhões de anos atrás.

Por | @oficinadanet Ciência

Estudos publicados nesta quinta-feira, 30 de maio, na revista Science, revelam que o planeta vermelho era úmido e possuía até mesmo rios, por onde a água fluía livremente, desmistificando o que hoje em dia o mesmo apresenta (clima frio e ambiente totalmente seco).

O estudo fora realizado em cima de imagens capturadas pelo robô Curiosity no ano passado, onde as mesmas mostraram formações rochosas e cascalhos, sendo que a partir dessas imagens os pesquisadores perceberam que aquelas fotos apresentavam uma estrutura parecida a um leito de um rio.

Com as imagens nas mãos, os pesquisadores iniciaram uma nova pesquisa e assim confirmaram a impressão inicial, aonde chegaram a uma conclusão de que a mais ou menos três bilhões de anos havia sim, água corrente no planeta em questão.

Estudo publicado na revista Science, indica que havia água em Marte
Possível presença de água em marte

De acordo com o pesquisador do Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhague e autor do estudo, as imagens registradas pelo robô Curiosity, mostra muito bem imagens de um grande mosaico, de 1,4 metros de largura por 80 centímetros de profundidade, em uma grande área com grandes acúmulos de rochas cimentadas, onde Asmus Koefoed declara que, “Nós dividimos a imagem em campos menores, de 10 milímetros, e começamos a analisar o cascalho, que é formado por grãos grossos de areia medindo em torno de 0,3 milímetros e depois examinamos as pedras, que medem entre 4 e 40 milímetros em maior detalhe. Ao todo, realizamos uma análise minuciosa de 515 pedras”, declara o pesquisador.

Até hoje, os pesquisadores pensavam que o período úmido e quente do planeta vermelho, havia ocorrido entre 3,5 a 3,7 bilhões de anos atrás, mas com o novo estudo, se estabeleceu uma nova data, que é entre 2 a 3 bilhões de anos a trás. Segundo o professor Asmus, o estudo mostra muito bem que Marte pode sim ter sido um local dinâmico, muito mais propício ao desenvolvimento da vida do que é hoje em dia, pois além de água corrente, pesquisas mostram que também havia em sua superfície uma série de minerais essenciais para a vida de microorganismos.

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