Huawei atinge independência de componentes americanos em seus mais recentes produtos

Recente relatório indica que a empresa chinesa se prepara desde 2012 para atingir independência americana, justamente por prever possíveis problemas futuros com políticas protecionistas.

Huawei - Imagem: Divulgação
Huawei - Imagem: Divulgação

A Huawei enfrentou e ainda enfrenta dificuldades diversas frente aos embargos americanos. A exclusão forçada dos serviços Google de seus aparelhos afetou a competitividade da marca no mercado global, porém também impulsionou a empresa a atingir quase completa independência de produção e execução dos Estados Unidos. A Huawei agora opera sem necessitar de qualquer componente fabricado em solo americano. Smartphones e equipamentos de rede 5G utilizam agora peças fabricados em outros países, segundo relatório publicado nesta semana.

A informação não vem da Huawei, mas de uma consultoria de inteligência de mercado e de um laboratório de engenharia reversa, a UBS e Fomalhaut Techno Solutions, respectivamente. O resultado de seu trabalho conjunto foi a constatação que os mais recentes dispositivos da empresa chinesa não utilizam mais nenhum componente americano, ou seja, o Huawei Mate 30, por exemplo, e diversos outros dispositivos 5G, modems e derivados. Isso significa que a Huawei realmente se preparou para o pior, e no momento não se encontra mais em uma situação vulnerável e refém das políticas estadunidenses. Quando houve a proibição da utilização de serviços Google nos novos aparelhos Huawei, a empresa já havia se mobilizado rapidamente acionando o desenvolvimento imediato de uma loja própria de aplicativos para substituir a Play Store do Android, e ainda por cima se prepararam até mesmo para um possível bloqueio do uso do sistema operacional do Google, começando o desenvolvimento de um OS próprio da Huawei, o Harmony OS

Claro que a taxa de resposta de mercado da Huawei é muito rápida, mas o novo relatório ainda indica que a empresa estaria se preparando para essa independência americana desde 2012, quando já havia preocupações com políticas protecionistas norte-americanas. O resultado foi a prospecção de novos parceiros fora dos EUA e na criação de uma divisão chamada de HiSilicon, para a fabricação de chips de rede. A empresa japonesa Murata entrou como parceira como substituição de duas outras empresas americanas.

Isso não significa que a Huawei não enfrente dificuldades, muito pelo contrário, a maior empresa fornecedora de 5G do mercado, com 28% do mercado global, se encontra com capacidade de implementação menor do que a demanda que tem. Fora isso, todas essas mudanças geraram muitos gastos para a empresa, US$ 11 bilhões ao longo de 2018. Agora, realmente é vantajoso para os EUA manter tais bloqueios? Grande parte desse dinheiro poderia ter ido para empresas americanas, fora que a Huawei não está mostrando sinal algum de cair significativamente no mercado global e tampouco de ser desbandada por empresas americanas de tecnologia. O único fator relevante aqui é a óbvia preferência do mercado interno estadunidense por produtos nacionais frente a produtos chineses, até mesmo porque a política alfandegária dita a competitividade de preços.

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