A NASA confirmou que os astronautas da missão Crew-11, que estão a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), vão retornar à Terra antes do previsto após a identificação de um problema médico em um dos tripulantes. O desacoplamento da cápsula da SpaceX está programado para esta quarta-feira, 14 de janeiro, com pouso previsto para a madrugada do dia 15 de janeiro, na costa da Califórnia, desde que as condições climáticas permitam.

Astronauta está estável, mas diagnóstico gera incerteza

Segundo a agência espacial americana, o retorno antecipado não é tratado como uma emergência, mas como uma medida preventiva diante de um risco persistente relacionado ao diagnóstico do astronauta afetado.

O diretor da NASA, Jared Isaacman, afirmou que o astronauta envolvido está absolutamente estável, mas explicou que a decisão foi tomada porque a Estação Espacial não oferece os recursos necessários para diagnóstico e tratamento completos.

De acordo com James Polk, chefe de saúde e medicina da NASA, há uma incerteza médica que justifica a volta antecipada. Ele reforçou que o problema não está ligado a nenhuma atividade operacional da ISS, como caminhadas espaciais ou manutenções externas.

A agência optou por não divulgar o nome do astronauta nem a condição médica específica, citando questões de privacidade. A tripulação da missão é formada por quatro astronautas de diferentes países:

  • Michael Fincke (NASA)
  • Zena Cardman (NASA)
  • Kimiya Yui (Agência Espacial Japonesa - JAXA)
  • Oleg Platonov (Roscosmos - Rússia)

Todos retornarão juntos à Terra na cápsula da SpaceX.

Missão será encerrada antes do prazo pela primeira vez

Tripulantes da Crew-11, lançada em agosto de 2025. Imagem: Reprodução

Essa será a primeira vez na história da NASA que uma missão tripulada é encerrada antes do prazo por razões médicas. A Crew-11 foi lançada em 1º de agosto e deveria permanecer cerca de seis meses no espaço, como é padrão nesse tipo de expedição. Com a mudança, a missão será encurtada em aproximadamente um mês.

O administrador associado da NASA, Amit Kshatriya, classificou a situação como incomum e destacou que se trata de uma evacuação médica controlada, algo nunca realizado anteriormente pela agência em missões desse tipo.

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