Mesmo enfrentando restrições comerciais em diversos mercados, a Huawei continua mostrando que ainda manda em um dos principais mercados da nossa era: o de dispositivos vestíveis. Segundo dados recentes da consultoria IDC, a fabricante chinesa manteve a liderança global no mercado de smartwatches no primeiro trimestre de 2026, à frente de concorrentes como Apple, Xiaomi e Samsung.

De janeiro a março, a Huawei enviou cerca de 9,5 milhões de relógios inteligentes para o mercado mundial, o equivalente a uma participação de 20,2%. Apesar de uma leve queda em relação ao mesmo período do ano passado, a marca ainda conseguiu se manter na primeira colocação em um setor que está cada vez mais competitivo.

De acordo com a IDC, o top 5 do mercado global de smartwatches no início de 2026 ficou assim:

  1. Huawei: 20,2%
  2. Apple: 17,0%
  3. Xiaomi: 16,9%

Samsung e Garmin aparecem depois, com participações menores no mercado. A IDC estima que os embarques globais de dispositivos vestíveis cresceram 9,1% em 2025, alcançando 611,5 milhões de unidades.

O segredo do sucesso da Huawei

A liderança da Huawei é resultado de uma estratégia que combina preços competitivos, forte presença no mercado chinês e uma linha diversificada de produtos.

Modelos como as famílias Watch GT, Watch Fit e Watch Ultimate ajudaram a empresa a atingir mais de 200 milhões de dispositivos vestíveis enviados globalmente ao longo de sua história.

Outro diferencial é a autonomia de bateria. Enquanto muitos concorrentes oferecem um ou dois dias de uso, diversos relógios da Huawei prometem entre uma e três semanas longe da tomada, característica frequentemente destacada pelos consumidores.

Além disso, a empresa investe cada vez mais em recursos voltados para saúde e esportes, incluindo monitoramento avançado do sono, análise cardíaca, acompanhamento de atividades físicas e integração com o ecossistema HarmonyOS.

Apple e Samsung ainda sofrem

Embora o Apple Watch continue sendo a principal referência entre usuários de iPhone, a estratégia premium da Apple tem encontrado maior resistência em mercados emergentes, onde fabricantes chinesas oferecem modelos mais acessíveis e com maior autonomia.

A Samsung, por sua vez, mantém uma posição sólida no ecossistema Android, mas enfrenta uma concorrência cada vez mais intensa de marcas como Huawei e Xiaomi, especialmente na Ásia e na América Latina.

Por enquanto, porém, a liderança continua nas mãos da Huawei.