Cientistas encontram método possível de armazenamento de CO2

O grupo de estudiosos conseguiu bombear emissões de carbono para dentro da terra e transformar o gás em sólido para armazenamento em alguns meses.

Por | @oficinadanet Ciência

Os cientistas conseguiram, pela primeira vez, injetar dióxido de carbono (CO2) no solo de basalto vulcânico e assim solidifica-lo. Esta pode ser uma excelente alternativa para o armazenamento do gás de efeito estufa, que está associado ao aquecimento global, disse o estudo publicado na quinta-feira (9) na revista Science. O estudo faz parte do projeto-piloto Carbfix lançado em 2012 na usina geotérmica de Hellisheidi, na Islândia.

O grupo de estudiosos conseguiu bombear emissões de carbono para dentro da terra e transformar o gás em sólido para armazenamento em alguns meses. O processo é muito mais rápido que o esperado, que sugeriam uma demora de centenas ou até de milhares de anos.

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Para o experimento, os cientistas e engenheiros experimentaram combinar o CO2 e também outros gases com água e canalizar a mistura para o subsolo. Eles tinham o objetivo de desenvolver um método eficaz de armazenamento de CO2.

A usina de Hellisheidi é a maior instalação geotérmica do mundo, que fornece energia para a capital Reykjavik. Para que as turbinem funcionem, a água vulcânica é aquecida com energia geotérmica subterrânea.

Os pesquisadores já haviam sugerido esse método de captura e armazenamento de gás carbônico, porém, sempre houve dificuldades para desenvolver a tecnologia necessária.

O basalto em contato com o CO2 e a água produz uma reação química que resulta em um mineral calcário branco. O que os cientistas não sabiam era o tempo que o processo levaria. Alguns estudos davam conta que poderia levar milênios.

No entanto, o aproveitamento do basalto subterrâneo de Hellisheid se mostrou bastante eficiente, com 95% do CO2 injetado solidificado em menos de dois anos.

"Isso significa que podemos bombear para o subsolo grandes quantidades de CO2 e armazená-lo de uma maneira muito segura em um curto período de tempo", disse o coautor do estudo Martin Stute, hidrologista no Observatório da Terra da Universidade de Columbia.

"No futuro, poderíamos pensar em usar isso para usinas nucleares em lugares onde há muito basalto - e há muitos lugares assim".

Grande parte dos experimentos anteriores não funcionou porque injetaram CO2 puro em renito ou aquíferos salinos, em vez de misturar o gás com água e armazená-lo no basalto.

O basalto é uma rocha porosa, rica em cálcio, ferro e magnésio. Tais minerais são necessários para solidificar o carbono para que seja armazenado, disseram os pesquisadores.

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