IBM Cria Chip Baseado No Cérebro Humano

Você acredita no poder dos cientistas? A IBM inspirou-se no corpo humano para criar uma nova linhagem de processadores.

Por | @gregoryylaborde Ciência

IBM Cria Chip  Baseado No Cérebro Humano

Como replicar a sofisticação squishy do cérebro humano em metal duro e silicone? Sim é possível a IBM encontrou uma forma. E para provar isso tem construído e testado dois novos “computadores cognitivos” cujo o design dos microchips é inspirado no cérebro humano.

No cérebro dos mamíferos, os neurônios enviam sinais químicos para aberturas minúsculas denominadas sinapses. Um neurônio possui uma longa ‘cauda’, o axônio, envia os sinais a partir de terminais múltiplos e a outros neurônios receptivos que são as dendrites fazendo assim o reconhecimento das informações.

Cada um dos chips desenvolvidos pela IBM que imitam o cérebro em silício possui alguns milímetros quadrados de tamanho, além de uma grade de 256 fios paralelos que representam as dentrites do neurônio computacional. Atravessando perpendicularmente, outros fios que conectam-se e representam as “sinapses” formada por transistores de 45 nanômetros.

Quando o sinal elétrico atravessa as sinapses consome apenas 45 picajoules -1/1000 do que os chips utilizados atualmente.

Os neurônios e as sinapses são muito próximos uns dos outros, e as pessoas de hardware desenvolvidas pela IBM também são, fugindo aos padrões dos computadores comuns. Na arquitetura convencional, a memória está ao lado do processador, mas nos novos chips em que as memorias são as sinapses e os processadores os neurônios, encontram-se um a cima do outro, assim não necessitando utilizar tanta energia no envio de elétrons. Isso significa que os chips podem realizar processamento paralelo com muito mais eficiência e eficácia do que os computadores de arquitetura comum.

Em testes preliminares os chips foram capazes de jogar uma partida de ping-pong, e controlar um carro virtual em uma pista de corridas, além de identificar uma imagem ou um dígito desenhados em uma tela. Mas estas são tarefas realizadas comumente pelos computadores padrão, porém os novos chips conseguem completar a tarefa sem ajuda de um software especializado para cada tarefa determinada. Os chips também são capazes de “aprender” para concluir cada uma das tarefas determinadas, caso sejam ‘treinados’.

Mais sobre: computação, ciencia, tecnologia
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