Cometa passa raspando por Marte, informa pesquisadores e astrônomos

O corpo celeste denominado de C/2013 A1, que foi descoberto por cientistas em janeiro de 2013, passou muito próximo neste último domingo, 19 de outubro, do planeta vermelho; claro que estou me referindo a Marte.

Por | @oficinadanet Ciência

Segundo o pesquisador da Universidade Federal de São Carlos, Gustavo Rojas, o cometa também denominado de Siding Spring, passou a 139.500 quilômetros de Marte, sendo essa distância a metade entre a Terra e a Lua e dez vezes menor do que a de qualquer cometa já registrado que possa ter passado pela Terra.

Apesar do registro muito “próximo” da passagem do corpo celeste por Marte, astrônomos da missão da sonda Maven em Marte, entre eles Nick Schneider, comemoraram a sua passagem, pois para eles essa é uma chance única de poder analisar a influência do mesmo na atmosfera marciana, sendo que Schneider ainda declara dizendo que: “Essa poderá ser uma oportunidade única de aprendizado”, comemorou.

Já o pesquisador Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos, disse que a passagem do Siding Spring poderá ajudar a testar a hipótese de que material orgânico tenha surgido em regiões muito afastadas do Sistema Solar e chegado a Terra na carona de cometas e asteroides.

O corpo celeste descoberto em janeiro de 2013, foi encontrado por Robert McNaught no observatório australiano que leva o mesmo nome do cometa, “Siding Spring”; segundo a NASA, o cometa ou corpo celeste, Siding Spring, pode ter se originado a bilhões de anos atrás, na Nuvem de Oort, região essa distante do espaço.

Cometa passa raspando por Marte, informa pesquisadores e astrônomos

Ainda de acordo com os pesquisadores, o cometa pode ter viajado a mais de um milhão de anos para realizar esta primeira passagem por Marte e só irá retornar novamente ao planeta vermelho, dentro de mais ou menos um milhão de anos, assim que completar uma volta ao redor do Sol.

Por precaução a passagem do corpo celeste, a NASA reposicionou seus satélites Maven, MRO e Odyssey, que estão localizados na órbita de Marte, atrás do planeta, evitando assim danos causados por fragmentos sólidos que podiam se desprender do cometa. As manobras destes satélites foram feitas durante o período mais arriscado da aproximação máxima do corpo celeste com o planeta vermelho; período este que transcorreu há 90 minutos após a máxima aproximação do Siding Spring e por onde Marte atravessou a nuvem de resíduos.

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