Sonda da Nasa revela que o nosso sol é diferente do que imaginávamos, entenda

Depois de completar três das 24 passagens ao redor do sol, a Parker Solar Probe coletou dados que aumentam nossa compreensão dos fenômenos solares.

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Sonda da Nasa revela que o nosso sol é diferente do que imaginávamos, entenda

A sonda Parker Solar Probe da NASA chegou muito perto do nosso Sol em agosto de 2018. Nessa aproximação histórica, a sonda conseguiu coletar uma grande quantidade de dados usando instrumentos científicos de ponta, a uma distância de "apenas" 24 milhões de quilômetros (a Terra está a 149 milhões de quilômetros). A missão também bateu outro recorde - o de maior velocidade de um objeto já feito pelo homem de todos os tempos.

Os cientistas começaram a divulgar as informações dos dados coletados, e eles são surpreendentes. Agora sabemos de coisas que podem reescrever a maneira como entendemos a vida de uma estrela. Estes dados também podem ajudar a Nasa em novas maneiras de proteger os astronautas das duras condições espaciais durante viagens de longa distância no Sistema Solar.

Sonda da Nasa revela que o nosso sol é diferente do que imaginávamos, entenda

"A complexidade era alucinante quando começamos a analisar os dados", disse Stuart Bale, pesquisador chefe do conjunto de instrumentos a bordo da sonda na Universidade da Califórnia, Berkeley. "Agora, eu me acostumei. Mas quando mostro aos colegas pela primeira vez, ficam impressionados".

Campos magnéticos do sol

A descoberta mais surpreendente que a Nasa fez foi que os campos magnéticos que emanavam do sol pareciam girar para frente e para trás, causando distúrbios locais - o que os cientistas chamavam de "retrocessos". Eles podem até fazer com que voltem ao Sol algumas vezes. A causa desses retrocessos ainda é um mistério para a ciência, mas nos permitem entender como a energia flui para longe do Sol e por todo o Sistema Solar.

"As ondas foram vistas no vento solar desde o início da era espacial, e assumimos que mais perto do Sol as ondas ficariam mais fortes, mas não esperávamos vê-las se organizar nesses picos de velocidade estruturados coerentes", disse Justin. Kasper, principal investigador da Universidade de Michigan, disse em comunicado.

Radiação do sol e ventos solares

Os cientistas também descobriram que a radiação do Sol vaporiza partículas de poeira cósmica ao seu redor, deixando uma zona livre de poeira de 5,6 milhões de quilômetros. Além disso, foi descoberto que os ventos solares giram em torno do Sol em velocidades "quase dez vezes maiores do que o previsto pelos modelos padrão", segundo Kasper.

A sonda "Parker Solar Probe" também registrou pela primeira vez na história os fluxos de vento solar girando em torno do Sol, em vez de disparar a uma velocidade perpendicular da estrela - tipo as trajetórias retas que observamos da Terra.

"O Sol é a única estrela em que podemos examinar isso de perto", disse Nicola Fox, diretor da Divisão de Heliofísica da sede da NASA. "Obter esses dados na fonte já está revolucionando nossa compreensão de nossa própria estrela, e de outras estrelas em todo o universo. Nossa pequena sonda está passando por condições brutais para nos enviar revelações surpreendentes e emocionantes".

A sonda tentará se aproximar ainda mais do Sol no dia 29 de janeiro de 2020.

Via Nasa

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