Os Correios decidiram suspender temporariamente algumas das medidas previstas no Plano de Reestruturação 2026-2027. A decisão foi tomada após a repercussão negativa entre os funcionários e sindicatos, que vinham questionando mudanças como o fechamento de agências, alterações na distribuição de encomendas e a revisão de benefícios pagos aos trabalhadores.

Segundo a estatal, essas medidas ficarão paralisadas até 31 de julho, período em que será instalada uma mesa permanente de negociação com representantes dos empregados. O grupo também contará com o apoio da Secretaria-Geral da Presidência da República, que participará do processo de mediação entre a empresa e os sindicatos.

O que muda nos Correios?

Com a suspensão do plano, o que muda é que pelo menos por enquanto não haverá fechamento de unidades, como já estava sendo previsto no plano de reestruturação. A suspensão, no entanto, não vale para as agências que já foram encerradas ou que estejam em fase final de desativação.

Correios suspende o fechamento de novas agências

Durante as negociações, os sindicatos poderão apresentar casos que considerem problemáticos, especialmente quando houver dúvidas sobre os critérios adotados para o fechamento de unidades ou quando a medida puder comprometer o atendimento à população.

Outra mudança que entra em discussão é a implantação do Sistema de Dimensionamento da Distribuição (SDD), ferramenta criada para reorganizar as rotas de entrega de cartas e encomendas. Além de suspender novas implantações até o fim do mês, os Correios informaram que também poderão revisar mudanças já realizadas desde junho, caso sejam identificados problemas ou necessidade de ajustes.

A empresa também decidiu interromper temporariamente as alterações relacionadas ao Adicional de Atendimento em Guichê (AAG) e ao pagamento da Quebra de Caixa, benefícios destinados aos empregados que trabalham diretamente no atendimento ao público.

Negociação não interrompe o plano de reestruturação

Apesar da suspensão dessas medidas, os Correios reforçam que o Plano de Reestruturação 2026-2027 continua em vigor. Segundo a empresa, apenas os pontos que serão discutidos com os representantes dos trabalhadores ficarão temporariamente paralisados.

Como parte da proposta apresentada aos sindicatos, a estatal também pediu que a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect) suspenda o estado de greve enquanto as negociações estiverem em andamento.

Em nota, os Correios afirmaram que a criação da mesa permanente de negociação demonstra o compromisso da empresa com o diálogo e a transparência. A estatal diz que continuará trabalhando para modernizar sua estrutura, melhorar a sustentabilidade financeira e aperfeiçoar os serviços prestados à população, enquanto também avalia as sugestões apresentadas pelos representantes dos empregados.

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