A NASA escolheu a Blue Origin, empresa espacial de Jeff Bezos, para liderar a primeira missão lunar não tripulada de uma nova etapa do programa Artemis. A missão usará o módulo Blue Moon Mark 1, também chamado de Endurance, para levar cargas e equipamentos à superfície da Lua. Segundo a Reuters, a Blue Origin recebeu um contrato de US$ 188 milhões para usar seu módulo lunar não tripulado.
O que a Blue Origin vai fazer?
A Blue Origin ficará responsável por levar cargas à superfície lunar usando o Blue Moon Mark 1, um módulo não tripulado criado para transporte de equipamentos, instrumentos científicos e infraestrutura. O objetivo é testar tecnologias essenciais antes de missões humanas mais ambiciosas.
Essa primeira missão não terá astronautas a bordo. Ela servirá como uma espécie de ensaio geral para validar pouso, navegação, comunicação, controle térmico, sistemas de propulsão e entrega de carga em uma região lunar considerada estratégica pela NASA.
O destino mais provável é o polo sul da Lua, área de grande interesse científico e operacional. A região pode abrigar gelo em crateras permanentemente sombreadas, recurso que no futuro poderia ser usado para produzir água, oxigênio e até combustível. Além disso, algumas áreas próximas recebem longos períodos de iluminação solar, fator importante para geração de energia.
A NASA quer construir uma presença sustentável no satélite natural, com missões recorrentes, veículos de superfície, equipamentos de energia, comunicação, carga e suporte a astronautas. A ideia é que a Lua funcione como campo de testes para tecnologias que, no futuro, poderão ser usadas em missões mais distantes, incluindo Marte.
Antes de enviar astronautas para longas estadias, a NASA precisa saber como pousar cargas pesadas, operar veículos no solo lunar, gerar energia, manter comunicações e lidar com poeira, radiação e temperaturas extremas.
O que é o Blue Moon Mark 1?
O Blue Moon Mark 1 é um módulo lunar autônomo da Blue Origin, pensado para pousos não tripulados e entrega de carga. Ele é diferente do Blue Moon Mark 2, versão maior e voltada a missões tripuladas futuras.
O Mark 1 deve servir como plataforma de entrega para cargas científicas, rovers, equipamentos de comunicação e infraestrutura. A missão também deve ajudar a testar tecnologias que serão aproveitadas no desenvolvimento do sistema tripulado da Blue Origin.
Entre os pontos críticos estão o motor BE-7, o uso de propelentes criogênicos, a capacidade de pouso preciso e a operação contínua de comunicação com a Terra. Essas tecnologias são fundamentais para missões lunares mais complexas e para a futura logística de uma base na Lua.
Outros contratos também foram anunciados
A Blue Origin não foi a única escolhida. A NASA também selecionou empresas para desenvolver veículos lunares e outras tecnologias. Segundo a Reuters, a Astrolab recebeu contrato de US$ 219 milhões, enquanto a Lunar Outpost ficou com US$ 220 milhões para desenvolver veículos lunares de superfície.
A Firefly Aerospace também foi selecionada para uma missão chamada MoonFall, prevista para 2028, voltada ao transporte de pequenos drones lunares a partir da órbita até a superfície.