Dê uma chance a ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’

Produção brasileira trata com muita sensibilidade assuntos ainda tabus na sociedade como deficiência, sexualidade e homossexualidade.

Por Entretenimento

Embora muita gente negue, existe sim um certo preconceito com as produções audiovisuais produzidas no Brasil. É o chamado “complexo de vira-lata” que cega e faz com que muitos brasileiros deixem de apreciar as produções cinematográficas feitas em solo tupiniquim, fiando-se na alegação de que “filme brasileiro não presta”.

O que não é verdade. Há muito conteúdo audiovisual de qualidade produzido aqui, que vai além dos mais comentados como Tropa de Elite (vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim) e das comédias lançadas pela Globo Filmes (nada contra, gosto de muitos deles). O fato é que se você não gosta deste tipo de produção que costuma receber uma enxurrada de críticas, existem muitas outras esperando uma oportunidade.  

Cena do filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (Imagem: Reprodução/Internet)
Cena do filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (Imagem: Reprodução/Internet)

Entre as produções brasileiras que merecem uma chance dos telespectadores está o filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, dirigido, produzido e roteirizado por Daniel Ribeiro e baseado no curta-metragem Eu Não Quero Voltar Sozinho.

A película está disponível na Netflix e eis que em um sábado à tarde decidi dar uma chance para a produção e fui surpreendida positivamente. Com rostos diferentes dos que comumente aparecem nos filmes assinados pela Globo Filmes, o elenco não deixa a desejar. Destaque para Guilherme Lobo, que interpretou Léo, um adolescente cego que se descobre homossexual, e protagonista do longa-metragem.

Inclusive, os dilemas vividos pelo rapaz, como a auto aceitação e adolescência formam a trama da película. Leonardo e Giovanna (Tess Amorin) são adolescentes estudantes do Ensino Médio e melhores amigos. Enquanto Léo aguarda o momento certo para dar seu primeiro beijo, Giovanna está entediada e não vê a hora de viver um grande amor.

Na volta às aulas, a chegada de um aluno novo, Gabriel (Fábio Audi), provoca mudanças na relação de Léo e Giovanna. Gabriel torna-se amigo da dupla e ambos se apaixonam pelo garoto de cabelos cacheados.

Fugindo dos clichês adolescentes, a película trata de forma muito delicada e artística assuntos que ainda são tabu na sociedade, como a deficiência de Léo, o despertar da sexualidade e a homossexualidade. Superprotegido pelos pais, Leonardo sente-se sufocado e em virtude disto, deseja fazer um intercâmbio.

O que me surpreendeu na narrativa é a forma leve como todos estes dilemas vão sendo abordados na história. Não há sensacionalismo. Por trás de diálogos simples, mas bem elaborados, e silêncios estratégicos, vemos um amor nascer cercado de incertezas e medo.

Se quiser entender sobre o que estou falando, abra a mente e dê uma chance para esta obra brasileira. Depois volta aqui e me conta o que achou, está bem?

Para matar a curiosidade sobre o filme, veja abaixo o trailer.

Veja também: Novidades e lançamentos Netflix da semana (03/01 - 09/01/2017)

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