A História da Apple (parte final)

Hoje trazemos a última parte da nossa história da Apple. Vamos ver a nova revolução operada pelo iPhone e iPad e a morte de Steve Jobs, como isso impactou a empresa e como eles estão lidando para se reinventar e manter-se sempre inovador sem o homem das inovações.

Por | @Evilmaax Tecnologia

Como vimos no nosso artigo anterior, com a volta de Steve Jobs voltou também a inovação dos anos iniciais. Com Jobs a Apple lançou o iMac, iPod e iTunes, porém temos que ter noção que o processo não ocorre de forma apartada, sendo um caso de cada vez, muito pelo contrário, como veremos logo abaixo, os produtos e lançamentos se entrelaçam e ao mesmo tempo em que o iPod subia as vendas da empresa e enchia os cofres de dinheiro, o iPhone era lançado. Por sua vez, quando esse assumia o posto de líder de vendas surgia o iPad, etc. Vejamos ver como ocorreu esse processo.

Veja as outras partes da série sobre a História da Apple:

Como sabemos a Apple estava se reinventando sob o comando de Steve Jobs, para isso uma série de medidas foram tomadas (como mudar o nome da empresa de “Apple Computer” para “Apple Inc.”), entre elas, diversificar o cenário de atuação. Com o iPod ela tentaria dominar (e conseguiria) o mercado da música móvel, no entanto havia outro campo que era de interesse da empresa: telefonia móvel. E para isso era preciso um aparelho, mas não um como havia na época. Era preciso algo que reunisse diversas funções em um só dispositivo, que navegasse na internet, tivesse a versatilidade dos milhares de Apps, funções de vídeo e imagem, tela maior, integrasse a praticidade de ouvir música como no iPod, etc.

O resultado de tudo isso, o primeiro iPhone foi lançado em 2007 em plena expansão do iPod. Tentar explicar o fenômeno iPhone é complicado, parece que as palavras são insuficientes para dar conta do que ele representou em transformação para o mundo da tecnologia. Com a ajuda dele a Apple tornou-se uma das mais valiosas empresas de capital aberto do mundo. O iPhone é o telefone mais vendido países como os Estados Unidos e o Japão, por exemplo. Não poderia ser diferente, as vendas foram incríveis desde o primeiro modelo:  O iPhone modelo “1” vendeu mais de 1 milhão de unidades em apenas 74 dias. Desde então elas aumentaram de forma exponencial e segundo a Apple, em março de 2014, as vendas de iPhones superaram os 500 milhões de dispositivos.

Um dos fatores de sucesso do iPhone foi sem dúvidas o touchscreen e a ausência de botões (veja a euforia do público no momento em que Steve Jobs apresenta a função ao auditório lotado). Embora já existissem smartphones e telas touchscreen em 2007, nenhum deles tinha uma interface tão fácil de usar e uma tela com uma resposta ao toque tão boa quanto ao novo aparelho da Apple. E com esse smartphone a Apple conseguiu repetir a velha receita de sempre: entregar ao consumidor final um aparelho com hardware poderoso, lindo visualmente, com todos os detalhes pensados de forma exaustivamente. integrado com um sistema operacional fácil de usar e que explorasse ao máximo as possibilidades (neste caso, inseriondo ainda una tela com suporte a multitoques).

Aliás, nesse quesito de facilidade de uso, nenhum concorrente conseguia equiparar-se à facilidade do IOS, o sistema operacional prático e ágil inaugurado pelo iPhone. Como se tudo isso não bastasse, ainda tínhamos a iTunes Store e App Store, que ia de vento em popa e badalavam ainda mais os produtos Apple.

Para ilustrar a facilidade apresentada pelo IOS citas-se o caso emblemático em que o cantor Stevie Wonder chegou a agradecer a Steve Jobs e sua empresa por “enfrentarem o desafio de fazer sua tecnologia algo acessível a todos”. Segundo o músico: “Porque não há nada no iPhone ou no iPad que vocês possam fazer que eu não possa”.

Podemos avaliar a influência e o sucesso do iPhone no momento em que vimos que os concorrentes, e os smartphones de modo geral, passaram a “imitar” as características popularizadas pelo aparelho da Maçã. Aqueles que não seguiram a tendência (como a Nokia) ficaram para trás e perderam mercado, erro pelo qual a marca vem pagando até hoje.

Um detalhe que merece atenção é o trecho abaixo em que Steve Ballmer, um dos principais executivos da Microsoft desdenha o aparelho logo após seu lançamento. Segundo ele o telefone não daria certo, pois era o telefone mais caro já lançado na história e somente quem teria condições para arriscar e comprar o modelo seriam os empresários, estes, no entanto, nunca comprariam um celular sem teclaqdo QWERTY para escrever seus e-mails. Ele disse que confiava mais no Zune da Microsoft...Errou MUITO feio. Confira:

Por estes motivos decorrentes do esmero de Steve Jobs nos mínimos detalhes é que podemos ver a mesma cena em todos os lançamentos de iPhone: Legiões de fãs aguardando por dias nas filas.

A História da Apple (parte final)

Um fato interessante sobre o iPhone no Brasil e que poucos sabem é que aqui a marca iPhone foi registrada em 2000 pela empresa Gradiente. De acordo com o registro, a Gradiente previu a revolução na convergência de voz e dados através da Internet logo na virada do século e solicitou a patente do nome. Isso, claro, gerou uma disputa judicial por anos e só foi concluída em 2008. Em 2012, IGB (novo nome da Gradiente) lançou sua própria linha de smartphones com o sistema Android com o nome comercial a que tem os direitos exclusivos. 

A História da Apple (parte final)

Paralelamente ao sucesso do iPhone, do Macbook Pro e das vendas ainda significativas do iPod, a Apple surpreende novamente em 2010, apresentando um novo conceito de tecnologia: o Apple iPad, revolucionando e tornando-se sinônimo de tablet, vendendo mais de 300 mil unidades no dia do lançamento. Em 2014 a empresa anunciou que o aparelho atingiu a marca de mais de 200 milhões de unidades comercializadas.

Mesclando funcionalidades do iPhone e do Macbook um iPad pode gravar vídeo, tirar fotos, ouvir música, executar funções de Internet, tais como navegação na web e e-mail, jogos, navegação GPS, redes sociais, etc. além dos milhares de aplicativos (em outubro de 2013, a App Store atingiu mais de 475 mil específicos para iPad, os apps HD).

Leia também:

Nas palavras de Steve Jobs, no dia do lançamento: “a estratégia [do iPad] é muito simples. O que nós queríamos era colocar um incrível computador dentro de um livro que você pudesse carregar para aonde você fosse e que aprendesse a usar em 20 minutos.”

Disponível hoje em vários tamanhos e modelos, o iPad tornou-se muito mais do que um eletrônico para diversão e entretenimento. Em 2013, por exemplo, o governo de Andorra obrigou,literalmente, todos os alunos do ensino público a comprar uma tablet da  Apple para uso escolar. O objetivo, em declarações feitas à imprensa, era evitar que alunos carreguem livros pesados que prejudicassem a saúde. Dessa forma um tanto quanto controversa, Andorra transformou-se no primeiro país a apostar nesta tecnologia como meio de ensino. Frente às críticas, o governo explicou que as famílias pobres poderiam parcelar o aparelho e que, mesmo sendo o mais caro, era o único no mercado a oferecer uma experiência completa de ensino.

A História da Apple (parte final)
Diferentes modelos de iPad

iPod líder de mercado, iPod líder de mercado, iPhone líder de mercado, Macbooks vendendo como nunca, ações acima de 300 dólares pela primeira vez (em 2010), tudo corria bem, certo? Errado, em 17 de janeiro de 2011, Jobs anunciou em um memorando interno da Apple que ele iria se afastar de suas funções por um período indeterminado, para cuidar de sua saúde. Tim Cook assumiu as funções pontuais de Jobs, que ainda permaneceria nas funções vitais e decisivas da empresa até 24 de agosto do mesmo ano, quando renunciou ao cargo de CEO.

Leia também:

Steve Jobs havia sido diagnosticado com câncer no pâncreas em 2003. No início ele se recusou a um tratamento médico convencional, utilizando alimentação vegana, acupuntura, remédios de ervas e até mesmo um vidente para curar a enfermidade. Segundo Barrie Cassileth, o chefe do departamento de medicina integrativa do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, "a fé de Jobs na medicina alternativa provavelmente lhe custou a vida [...] ele tinha o único tipo de câncer pancreático que é tratável e curável [...] ele essencialmente cometeu suicídio”.

Steve Jobs faleceria pouco mais de 1 mês depois, em decorrência de uma parada respiratória, no dia 5 de outubro de 2011, encerrando uma era de sucesso na empresa mais valiosa do mundo.

A História da Apple (parte final)
Seu tempo é limitado, então não gaste-o vivendo a vida de outro

A vida, no caso, a empresa, segue e a Apple continuaria seu caminho para o total domínio do mercado, e para isso não vai poupar: Adquiriu a C3 Technologies, por US $ 240 milhões, a Anobit por US $ 500 milhões, Swell por 30 milhões, Beats Electronics por 3 bilhões e muitas outras, foram mais de 60 aquisições de empresas desde a fundação (26 somnte após o falecimento de Jobs). No ramo dos produtos vieram o iPhone 5, iPhone 6, iPad Air 2, iPad Mini

Atualmente a Apple vem pesquisando sobre realidade aumentada; sobre algo ainda não bem explicado, que envolve tweets em tempo real (já que ela comprou 2 empresas que desenvolvem tecnologia neste setor), entre outros produtos que não fazemos nem ideia.

Para finalizar, veja abaixo uma imagem com todos os produtos lançados pela marca da Maçã. Clique na imagem para vem em tamanho original.

E você, leitor, o que espera para o futuro? Tem alguma sugestão do que pode estar sendo desenvolvido nos laboratórios da empresa neste momento? Deixe sua opnião logo abaixo nos nossos comentários.

A História da Apple (parte final)
Clique para ampliar

Fontes: Techtudo; Macworld; Usa Today.

Mais sobre: Apple iPhone iPad
Share Tweet
Recomendado
Comentários
Carregar comentários
Destaquesver tudo

Siga nossas contas no Twitter