Diferenças entre linguagem compilada e linguagem interpretada

Com a popularização de linguagens como Java e C#, e sua forte adoção no mercado de TI, é comum nos depararmos com debates sobre as diferenças entre linguagens interpretadas e linguagens compiladas.

Comentários Henrique Bastos -

Com a popularização de linguagens como Java e C#, e sua forte adoção no mercado de TI, é comum nos depararmos com debates sobre as diferenças entre linguagens interpretadas e linguagens compiladas. Mas na hora de classificar uma linguagem como interpretada ou compilada, a coisa esquenta e ninguém entra em acordo! Mas afinal, o que é uma linguagem interpretada e o que é uma linguagem compilada?

Antes de mais nada, vamos definir nosso glossário:

O dicionário da língua portuguesa define Compilar:

do Latim compilare
v. tr.
reunir; ajuntar


Enquanto a definição de Interpretar, é:
do Latim interpretare
v. tr.
tornar claro o sentido de; explicar; traduzir; fazer juízo a respeito de.


Pelas definições desses dois verbos, já podemos perceber que seus significados não se opõe, mas se complementam. Então como classificar uma linguagem de programação como sendo de um jeito ou de outro? Bem, a resposta é simples, definindo o contexto ou ponto de vista! E como estamos analisando linguagens de programação, nosso contexto é arquitetura de linguagens de programação.

Na computação, a compilação é o processo que reúne o código fonte e o transforma em algo que faça mais sentido para o computador. Do ponto de vista do código fonte, toda linguagem de programação é compilada.

O produto final do processo de compilação de uma linguagem diz muito sobre seu design. Linguagens como C e C são compiladas estaticamente, e seus códigos fontes são transformados diretamente em linguagem de máquina. Enquanto as linguagens mais modernas como Java, C# e Python têm seus códigos fontes transformados em uma linguagem intermediária (específica de cada linguagem), que será interpretada pela máquina virtual da linguagem quando o programa for executado.

Este processo de interpretação da linguagem intermediária durante a execução do programa, consiste na tradução dos comandos da linguagem intermediária para linguagem de máquina. Sendo assim, em tempo de execução, o código intermediário pode ser encarado como um ?código fonte? que será compilado dinamicamente pelo interpretador da linguagem em código de máquina.

Obviamente, ter este processo de compilação embutido na execução do programa tem um custo. E esse custo não é barato! Por isso, nos últimos anos muito foi investido para otimizar este processo, resultando em todas as técnicas de Just In Time Compiling e Ahead of Time Compiling que permitem as linguagens interpretadas alcançarem performance excepcionais.

Finalmente, com base nestas definições, podemos dizer que C e C são linguagens compiladas. Enquanto Java, C# e Python, mesmo com as técnicas de JIT e AOT, são linguagens interpretadas, afinal, esta é uma definição da arquitetura da linguagem de programação.

Henrique Bastos - Disponível também em: http://henriquebastos.net/

 
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  • Henrique Bastos Henrique Bastos Nível 1 Perg. 0 Resp. 1
    Há 11 meses
    Falaê, Charlie!Os conceitos de "linguagem compilada" e "linguagem interpretada" são ortogonais, mas acabam referenciados juntos e isso causa um pouco de confusão.Java é uma linguagem compilada e interpretada. Veja a documentação da Oracle:"Architecture neutral - Java source code is compiled into architecture-independent object code. The object code is interpreted by a Java Virtual Machine (JVM) on the target architecture."http://docs.oracle.com/cd/E194...Entretanto Java é uma *linguagem estática* (no que diz respeito ao processo de compilação) enquanto, por exemplo, Python é uma *linguagem dinâmica*. De toda forma, ambas são interpretadas. A distinção entre elas poderia ser feita com C que é estaticamente compilada e não é interpretada, pois roda direto na arquitetura nativa.Abs
    3 Responder
  • Patrick Porto Patrick da Silveira Porto Nível 1 Perg. 0 Resp. 1
    Há 11 meses
    Concordo plenamente com Henrique Bastos. A máquina virtual Java nada mais é do que um interpretador robusto.
    0 Responder

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