O que é a Web 2.0?

A Web 2.0 se baseia em conceitos simples. Aliás, a simplicidade é um deles.

Por | @oficinadanet Marketing Digital
Olá pessoal vamos lá Web 2.0? O que é isso?

A Web 2.0 se baseia em conceitos simples. Aliás, a simplicidade é um deles.

Simplicidade
Tudo deve ser intuitivo e evidente. Acessar, cadastrar e utilizar deve ser um prazer e não uma tortura de cliques infinitos que agradam somente às tendinites mais resistentes. É um mundo sem tabelas desnecessárias ou gráficos pesados. Nele, os ambientes se adaptam ao local onde são lidos/consumidos; na verdade, nos parece que o destino é a independência deste suporte. O mundo da web 2.0 parece, às vezes, prescindir de URL´s. Seu endereço é seu Feed. A nova web se alimenta. De conteúdo.

O conteúdo
Keith Robinson, do excelente Asterisk, nos conta a cada post que Content is King. Se o conteúdo é rei, não nos custa lembrar que sua árvore genealógica está ali, páreo a páreo com a dos Reis Merovingios, estendendo-se quase ao infinito. Ou seja, tente entender conteúdo sob bases mais largas a partir de agora. Conteúdo é texto, áudio, vídeo…é tudo isso. Mas não só isso.

O conteúdo da Web 2.0 é a possibilidade democrática e sem barreiras de exercer sua possibilidade de opinar. A esta habilidade de opinar diretamente sobre o conteúdo, damos o nome de Tagsonomia, ou seja, associar àquele trecho de qualquer coisa, uma marca indelével, classificatória e...pessoal. Cada conteúdo pode ter infinitas Tags e ser consumido a partir delas.

Daí a enxurrada de Comunidades Digitais e Aplicações que nos fazem mais falantes, que mostram ao mundo nossa(s) personas digitais. E isso não quer dizer que este mundo novo acontecerá apenas no computador pessoal, como conhecemos hoje. A Web 2.0 nasce sob a égide da pervasividade. Ou seja, as aplicações que chegam ao “mercado” virão prontas para rodar nos players de mp3, nos celulares, nos videogames, na TV Interativa.

E mais: no mundo da Web 2.0 você recebe, transforma, publica. Um ciclo infinito de geração de informação. Que lugar melhor para isso acontecer do que na web? Amigos tecnológicos de plantão: a única plataforma viável é a web.

A plataforma
Mutante, a web é uma plataforma em constante evolução, desde os sites da década de 1980, acessados apenas por governos, praticamente em modo ‘texto puro’, passando pelos excessos dos idos de 1996, ao ambiente clean da era Google, a web vem evoluindo a cada novidade.

O HTML, que foi criado para exibir documentos e não aplicações forçaram aos desenvolvedores um formato mais “básico” e diferente das aplicações até então desenvolvidas para sistemas informatizados. O impacto da web na vida das pessoas foi tão grande que de repente fazer aplicações do jeito web passou a ser a maneira “certa”, porém ainda limitada. Juntando-se a este cenário a falta de padrão dos navegadores e as conexões ainda lentas a web continuou a ser uma plataforma tecnológica limitada. No melhor estilo it’s not a bug, it’s a feature! Os desenvolvedores se justificavam dizendo que todas aquelas interfaces leves e sem muitos recursos para o usuário final eram uma coisa boa o que, como tudo na vida, nem sempre é verdade.

Até que um dia uma aplicação chamada GMail veio não só mostrar que era possível fazer seu navegador se comportar como uma coisa mais parecida com uma aplicação “de verdade” como também veio mostrar o que era a Web 2.0: a velha web de sempre, só que melhor, mais nova, versão 2.0. Evolucionária e não necessariamente revolucionária. Mas para frente é que se anda 2.0 lá vamos nós. O GMail entrou e venceu em um mercado mais do que saturado, o de email via web. Mas ao reinventar o conceito de email (e dar 1gb de espaço) conquistou os corações dos usuários.

Enquanto isso, os desenvolvedores correram para destrinchar o código do GMail para descobrir como aquilo era possível. Era Web 2.0 começando como a Web 0.1, com o bom e velho “exibir código fonte”. A resposta estava no até então pouco utilizado comando Java script xmlHttpRequest.

Hoje, as aplicações web se aproximam bastante do que temos instalado em nossos PCs. Ajax, a re-invenção do Java script associado ao XML, Ruby on Rails, xmlHttpRequest, entre outras dezenas de novidades, fazem ser cada dia mais difícil diferenciar o que é web do que não é. Apenas como exemplo, o novo Office, da Microsoft, virá bem parecido com uma interface web.

A empresa Web 2.0 por excelência é o Google. Mas essa é só a boa notícia.

Com o GMail os maiores pesadelos das empresas de software tradicionais, especialmente a Microsoft, começaram a se realizar. Estava provado ali que agora era possível rodar qualquer tipo de aplicação no seu navegador. O usuário começou a se ver livre não só do sistema operacional como até mesmo do conceito de “seu computador”. Os boatos começaram a voar: o Google vai lançar um pacote de programas web para concorrer com o MS Office.

O Google é a empresa Web 2.0 por excelência por seguir o lema de “lance logo, lance sempre, todo dia”. A web (desde sempre) acabou com a necessidade de grandes versões de software sendo lançadas a cada ano ou mais. Você pode lançar uma versão hoje e outra amanhã, sempre a partir do feedback conseguido com cada incremento. Os programas rodam em todos os lugares, mas só existem em um lugar: o servidor. Por isso você pode lançar seu produto hoje e não mês que vem. (Daí vem, provavelmente, o fato de praticamente todo serviço do Google trazer a palavra beta ao lado do nome) Lance o produto com o mínimo de funcionalidades para atingir seu objetivo e cresça com ele.

A Web 2.0 permite ao Google, inclusive, reconhecer seus próprios erros e tirar do ar iniciativas fracassadas como o Google Web Accelerator, cheias de erros e falhas de segurança. Como não existem caixas de Google Web Accelerator nas prateleiras das lojas, como não existem campanhas de marketing e sistemas de logística de distribuição do produto pelo mundo o Google pode simplesmente dizer “ops, erramos” e tirar o produto de campo.

Por que a atitude empreendedora na Web 2.0 gera mais chance de dar certo?

Web 2.0 é muito mais que somente tecnologia. É também uma questão de atitude. E os exemplos têm mostrado que empresas com atitude Web 2.0 tem muito mais chances de dar certo. Por quê?

Porque essas empresas procuram fazer diferente algo que já é tido como imutável, vide o Gmail. Que empresa seria louca o suficiente para propor “um novo email”? O Google, uma empresa que tem atitude. Coloque seus miolos para funcionar e faça tudo diferente, melhor. A partir daí você deixa de ser somente mais um no mercado e passa a ter muito mais chances de dar certo. É o tal do First Mover Advantage.

Atitude Web 2.0 é não deixar para amanhã o que pode fazer hoje. A atitude Web 2.0 não tenta fazer como sempre foi feito, mas aproveita as possibilidades da plataforma web (que começam a deixar de ser limitações) para facilitar a vida do usuário. Essa atitude gera mais chances de sucesso porque volta ao modelo de pequenas e eficientes equipes de criação e desenvolvimento, acabando com os projetos que duram anos e consomem milhões.

Fundamentalmente, a atitude empreendedora da Web 2.0 tem mais chance de dar certo porque nasceu sob a estrela da colaboração e do conteúdo multiplataformas. Todos lêem mais, todos criam mais, todos colaboram mais. Podemos até estar exagerando: mas é como se os aventureiros da bolha tivessem voltado para suas tocas e reavaliado tudo que foi feito de errado. Olharam para trás e decidiram fazer tudo diferente.

A Web 2.0 é como uma mão na roda para os freelancers.

O que mais um freelancer precisa do que ambientes colaborativos, rapidez no ciclo briefing-lançamento, ênfase no trabalho remoto? Na verdade talvez precise, a partir de agora, prestar em tudo o que se fala sobre esta nova tendência.

Colaboração
A cada dia surgem novas ferramentas de colaboração baseadas no trinômio simples-rápido-web cobrindo um espectro que vai da criação de conteúdo (Writeboard) ao gerenciamento completo de projetos (Basecamp). São ferramentas que apresentam módulos gratuitos e outros pagos, com mais funcionalidades. Isso sem falar nas comunidades, nas quais o Brasil invariavelmente encabeça a lista de países com maior número de usuários. Nelas, através da criação de perfis individuais, você tem a disposição várias plataformas de troca de informações. A lista já é bem conhecida: Syxt, LinkedIn, Gazaag, Multiply, Orkut. Sem dúvida: além de aproximar profissionais, facilitam o…

...Trabalho remoto
Com a facilidade de se trabalhar à distância, nós, os freelas, podem alcançar clientes mais distantes, e até no exterior, o que antes era algo muito complicado, senão impossível. As comunidades aproximam profissionais com um mesmo objetivo, e na base das indicações, muito de nós já faturo com esse sistema.

Mas tem mais: como as aplicações são desenvolvidas com a “cabeça” web, são cada vez mais confiáveis, estáveis e multiplataforma. Fronteiras, só a da percepção, amiguinhos. Tudo agora é logo ali, bem rápido e, claro bem feito. Será cada vez mais raro enfrentar reuniões intermináveis para decidir sobre...

...o pequeno espaço entre o briefing e o lançamento
Como foi dito anteriormente, a simplicidade é a espinha dorsal da Web 2.0 e esse conceito não se aplica somente a criação de interfaces intuitivas que facilitem a vida dos usuários, mas também no uso de ferramentas e metodologias que agilizem o desenvolvimento.

Aquele freelancer cuja atividade principal envolve a programação de aplicativos certamente já passou pela experiência de ter o escopo de um sistema alterado na última hora. É justamente em momentos como esse que os conceitos da Web 2.0 facilitam a vida do desenvolvedor. Com as suas metodologias nós podemos alterar facilmente alguns módulos do sistema sem impactar o projeto como um todo.

Muita coisa ainda está para acontecer na web 2.0, vale a pena ficar de olhos abertos e agregador de feeds/del.icio.us, idem, do contrário, quando você descobrir a novidade, ela já virou velharia.

Trabalhar com a Web 2.0 é, assim, tudo o que o freelancer precisa: plataformas virtuais, forte apelo colaborativo, profissionalização constante.

Conclusão? Que nada, estamos apenas começando.

Qualquer conclusão seria precipitada tratando-se de tanta novidade que ainda estamos por viver. As aplicações, modelos de negócio, vencedores, erros e acertos serão diários. Seguindo a escalada do Google, poderemos testemunhar revoluções semanais que, exponencialmente e seqüencialmente nos levarão a novas revoluções que alimentarão novas idéias que nos levarão a novas revoluções.

Contudo, numa de não frustrar os leitores mais ávidos, vamos enumerar algumas percepções, fruto de um rápido bate-bola entre os colaboradores deste artigo. Não são leis, nem sequer um manifesto. Apenas uma troca de idéias registrada aqui na forma de uma lista.

• O que vale é o conteúdo
• O conteúdo é texto, vídeo, áudio, perfis…é o direito de opinar
• A web é a plataforma
• A comunidade produz junta
• A experiência do usuário é o que importa
• O usuário tem o poder. Poder dissipado entre muitos usuários
• O Brasil é o país das comunidades virtuais que ainda não se descobriram profissionais, infelizmente.
• Boba será a empresa que não abrir os olhos para este potencial
• Boba será a empresa que acreditar apenas em vender PC´s, ou Softwares de prateleira.
• Não deixe para amanhã o que você pode colocar no ar hoje.
• Steve Jobs não é bobo.
• Bill Gates também não, só tem mais dinheiro em caixa e está deixando o barco passar.

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Afinal . O que se referi ao termo  Web 2.0?

“Melhor aproveitamento da inteligência coletiva e do poder de processamento da máquina cliente. Poder às pessoas.”
Marco Gomes - co-criador do boo-box

“A Web 2.0 representa a transição para um novo paradigma onde a colaboração ganha força suficiente para concorrer com os meios tradicionais de geração de conteúdo.”
Renato Shirakashi - criador do Rec6

“Mudança ocorrida na vida dos usuários que com a banda larga passam mais tempo on-line e exercem massivamente o potencial interativo da Internet.”
Carlos Nepomuceno - autor do livro Conhecimento em Rede

“Web 2.0 é um buzz word que define conteúdo gerado pelo usuário e com foco no compartilhamento de informações. Tudo regado a AJAX.”
Nando Vieira - criador do spesa

“Web 2.0 é um novo paradigma na utilização e criação de web sites mais participativos e colaborativos.”
Fabio Seixas - criador do Camiseteria

“Web 2.0 é o momento em que o mercado, por força dos usuários, voltou a dar importância para web depois do estouro da bolha.”
Paulo Rodrigo Teixeira - criador do 0BR

“Web 2.0 é o termo usado para identificar uma nova forma de navegar pela internet e, conseqüentemente, de desenvolver aplicações orientadas à esta nova geração de internautas.”
Diego Polo - criador do linkk

“Web 2.0 é como chamamos, depois de uma profunda análise histórica da web, um conjunto de práticas que ao longo dos anos provaram dar resultado.”
Gilberto Jr - criador do Outrolado

“A Web 2.0 aponta para uma mídia popular, independente de grandes corporações, recriada pelos seus próprios usuários.”
Frederick van Amstel - é mestrando em Tecnologia pela UTFPR e edita o blog Usabilidoido

“O registro dos fluxos de conversação entre usuários e o registro destes fluxos ao redor de aplicações.”
Mauro Amaral - editor do CarreiraSolo.org

“Ajax, redes sociais, CGM: as definições mais comuns pra Web 2.0, ou um jeito para se voltar a falar de internet? Para mim nada mudou, tudo evoluiu.”
Michel Lent - sócio-diretor da 10 Minutos

“Web 2.0 é buzzword, é fato que a internet está sofrendo transformações, mas precisamos rotulá-la para que essas mudanças tenham validade? Pra maioria da população mundial, que ainda está offline, essa é a Web 1.0.”
Edney Souza - editor do blog Interney

“Sinaliza uma fase na web onde se pratica a liberdade de falar e ser
ouvido. É uma consequência natural do desenvolvimento da internet.”
Vicente Tardin - editor do Webinsider

“Web 2.0 usa a web como plataforma de socialização e interação entre usuários graças ao compartilhamento e criação conjunta de conteúdo.”
Guilherme Felitti - repórter do IDG Now! e mestrando em Web 2.0

“Na web 2.0 não somos mais nômades caçadores-coletores: temos nome, plantamos conteúdo, colhemos conhecimento e criamos novos mundos.”
Rene de Paula Jr - projetos especiais, Yahoo! Brasil e editor do blog Roda e Avisa

“Alguém ouviu falar em TV 2.0 quando as transmissões passaram a ser coloridas ou via satélite?”
Marcelo Sant’Iago - presidente do Conselho Consultivo do IAB Brasil e mantém o blog Poucas e Boas.

Conclusão: a Web 2.0 é Uma visão pragmática do termo que define a segunda geração da internet. a Web 2.0 é muito mais que somente tecnologia. e também uma questão de atitude....
(Diego Darlan)


Bom. Esta aí. Espero que isso ajudem bastantes vocês a ter uma noção do que realmente é a Web 2.0

Até a próxima....

Mais sobre: Web 2.0 Diego Darlan soluções
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