3G: a geração wireless de alta velocidade

3G significa “terceira geração” de tecnologia de comunicação sem fio. Refere-se a aperfeiçoamentos pendentes na comunicação wireless de dados e voz através de qualquer um dos vários padrões propostos. O objetivo imediato é aumentar a velocidade de transmissão de 9,5 Kbps para 2 Mbps.

Por | @nmuller99 Smartphones
3G significa “terceira geração” de tecnologia de comunicação sem fio. Refere-se a aperfeiçoamentos pendentes na comunicação wireless de dados e voz através de qualquer um dos vários padrões propostos. O objetivo imediato é aumentar a velocidade de transmissão de 9,5 Kbps para 2 Mbps.

A comunicação wireless atual é lenta demais, observam alguns especialistas. À medida que aumenta o número de dispositivos handhelds wireless projetados para acessar a Internet, cresce também a necessidade de tecnologias mais velozes e mais eficientes de comunicação sem fio.

Esta tecnologia, que deverá demorar alguns anos para “decolar” nos Estados Unidos, proporcionará qualidade de voz superior e serviços de dados que suportam conteúdo de vídeo e multimídia enviado sem fio a laptops, handhelds e smart phones.

Demanda internacional

A 3G é política, em parte, porque mercados bilionários são sempre políticos, mas também porque a largura de banda mais veloz está sendo fortemente alavancada pela demanda por serviços de celular melhores no Japão e na Europa - mas não tanto nos Estados Unidos.

As aplicações de dados sem fio, como wireless banking, estão se tornando populares no Japão e na Europa, fazendo sentido, na opinião dos analistas, expandir estas capacidades para outros países.

O Japão deverá ter o primeiro incremento da largura de banda 3G wireless (até 2 Mbps) em abril do ano que vem, seguido pela Europa em 2002 e pelos Estados Unidos entre 2003 e 2005, segundo analistas. “Os EUA estão atrás em wireless. Nem as pessoas da própria indústria entendem o quanto atrás estão as aplicações de dados sem fio no mercado norte-americano em comparação a outros países”, diz Alan Reiter, analista da Wireless Internet and Mobile Computing.

“Bobagem”, exclamam analistas como Mark Zohar, da Forrester Research. Operadoras e fabricantes de equipamento como a LM Ericsson Telephone, Nokia, Lucent Technologies e Motorola estão otimistas em relação à 3G, conta Zohar. Ainda assim, as aplicações e os modelos de negócio não estão claros. “As operadoras acreditam que a 3G é a tecnologia que as lançará em novos mercados lucrativos, mas elas não sabem quais aplicações devem focar”, acrescenta.
Mesmo com a baixa velocidade atual, existe um grande número de aplicações de negócio wireless atrativas, afirma Reiter, apontando para sucessos em indústrias verticais, como a de trucking, controle de estoque e segurança pública. Ele também vê usos mais gerais de wireless na arena comercial no futuro. “Com 3G, você poderia baixar folhetos e ver fotos de produtos ou fazer demonstrações de produtos em tempo real em um laptop.”

“A importância da 3G para a corporação é clara”, afirma o analista Craig Mathias, da The Farpoint Group. “3G significa que tudo que as linhas terrestres podem fazer, wireless também pode.” Com um potencial tão grandioso, dizem Mathias e Reiter, as empresas deveriam começar a planejar como a tecnologia sem fio influenciará seus mundos.

Os bancos norte-americanos já estão testando sistemas que permitem aos clientes usar telefones e dispositivos handheld sem fio para transações pessoais. Os clientes do Bank of America podem checar seus extratos em dispositivos Palm VII, e o Citibank possibilita que os clientes façam transações usando qualquer dispositivo em quatro países. Corretoras online estão promovendo negócios com a tecnologia wireless.

Exagero?

Mas Zohar joga água fria em algumas aplicações 3G. Ele considera a videoconferência sem fio um “exagero”. Ele diz também que as operadoras norte-americanas não vão investir bilhões de dólares em infra-estrutura de 3G para atender um mercado nicho de acesso wireless de alta velocidade a laptops, principalmente considerando-se que muitas opções de LAN wireline e wireless estão disponíveis.

Alguns fornecedores dão a entender que a tecnologia 3G talvez viabilize um “world phone” para possibilitar que viajantes tenham acesso de voz e dados a partir de um único dispositivo em qualquer lugar. Mas a FCC (Federal Communications Commission) ainda nem alocou radioespectro para lidar com 3G nos Estados Unidos e, segundo Mathias, “é grande a improbabilidade” de que haverá um uniformidade global.

De qualquer modo, alguns analistas dizem que as empresas norte-americanas vão querer prestar atenção ao 3G simplesmente porque as aplicações wireless já em uso fazem muito sentido comercialmente até em velocidades baixas. “No momento, você pode acessar qualquer informação baseada em texto em um servidor corporativo a partir de um dispositivo wireless, e não é complicado configurá-lo”, diz Reiter. “O retorno sobre o investimento em um projeto deste tipo demora menos de um ano para acontecer.”

Competição ou confusão?

Existem três padrões para wireless predominantes nos Estados Unidos: CDMA, TDMA e GSM. Também existem pelo menos dois padrões 3G em andamento: W-CDMA e CDMA2000. A Europa se apóia totalmente em GSM, que alguns analistas consideram superior à abordagem norte-americana por causa da uniformidade da rede.

O impulso da 3G no Japão está especialmente pronunciado. Os analistas afirmam que isso ocorre porque o Japão tem muitos sistemas proprietários não padrões e o radioespectro está se esgotando. Nos Estados Unidos, o serviço é fragmentado porque a Federal Communications Commission, originalmente, vendia licenças de wireless digital separadas em dezenas de mercados, principalmente para gerar receita para o governo, explica Alan Reiter, analista da Wireless Internet and Mobile Computing.

“A FCC prestou um desserviço ao povo americano emitindo licenças em cada mercado. Temos três padrões e não temos cobertura nem penetração”, lamenta Reiter. “A FCC certamente poderia ter emitido meia dúzia de licenças para serviço em todo o país, mas não fez isso.” Alguns analistas, porém, argumentam que as atitudes da FCC visavam a promover a concorrência.

A diferença entre as gerações:

- 1G (1ª Geração): Com redes analógicas, esse padrão deverá estar em desuso em 2009.

- 2G (2ª Geração): Redes digitais com velocidade de transmissão de dados a 14,4 Kbps.
2.5G: Segunda geração, que utiliza tecnologias intermediárias trazendo melhorias significativas em capacidade de transmissão de dados, chegando à velocidade de 144 Kbps. Exemplos: GSM, CDMA e TDMA.

- 3G (3ª Geração): Redes digitais de alta velocidade - chegando a 2 Mbps. Exemplos: CDMA EVDO, WCDMA e EDGE.

Vantagens da tecnologia 3G:
O fato de estar conectado à internet em alta velocidade permite que os aparelhos celulares ofereçam uma vasta gama de serviços, tais como:
- Vídeo de boa qualidade através streaming;
- Downloads de arquivos;
- Chamadas telefônicas usando imagem dos interlocutores;
- Jogos on-line com multiplayer;

3G trará custos adicionais?
O uso de recursos disponíveis da rede 3G exigirá a cobrança de tarifas diferenciadas. As operadoras que permitem a conexão de internet de alta velocidade cobram, geralmente, por pacotes de volume mensal para tráfego de dados, com tarifas adicionais para megabytes excedentes. Os sites das principais operadoras trazem informações sobre os custos. Porém esses custos serão restritos ao uso dos serviços que descrevi acima – não existe motivo para aumentar a tarifa das ligações telefônicas convencionais.

Referências:
3G.com.br - http://www.3g.com.br
G1 - http://www.g1.com.br

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