O Futuro do Javascript

De repente tive esta reflexão "Qual será o futuro do javascript ?". Mudança de milénio, mudança de mentalidades na nova economia, a chegada próxima da net móvel, os altos débitos... E então, o Javascript, muito bem implantado já muitos anos, quase desde de pré-história da net; qual é o seu Futuro?

Por | @oficinadanet Programação
De repente tive esta reflexão "Qual será o futuro do javascript ?".
Mudança de milénio, mudança de mentalidades na nova economia, a chegada próxima da net móvel, os altos débitos... E então, o Javascript, muito bem implantado já muitos anos, quase desde de pré-história da net; qual é o seu Futuro?

Javascript, indispensável
O Javascript é a única linguagem universal (com o VBscript) à autorizar tratamentos na máquina do utilizador. Mesmo si a linguagem VBscript oferece mais ou menos as mesmas possibilidades do que o JavaScript, mas nem todos os browser conseguem gerir o VBscript, o que foi quase fatal.
O Javascript é reconhecido por todos os browser sem necessidade de plugins ou de downloads complementários.
Devido as suas possibilidades manipular as informações a partir da máquina do cliente (o utilizador é considerado como cliente do site), o Javascript torna-se indispensável para todas as acções clássicas sobre uma página:

    * Controlos de aquisição de um formulário
    * Cálculos simples
    * Efeito de rollover
    * Efeitos de animação em DHTML
    * Menus e navegações avançadas

Até hoje, não existe alternativa ao Javascript na norma HTML.

As novas linguagens
Temos que distinguir 2 tipos de linguagens. Aqueles que são executados pelo servidor e aqueles que são executados pelo cliente.

As linguagens do servidor
Estas linguagens são cada vez mais numerosas e cada vez utilizadas pelos sites, mesmo os mais modestos. Eles oferecem a vantagem de fazer uma ligação com uma base de dados, autorizando assim a criação de motores de pesquisa, de fóruns de discussão, de sondagens, de livro de ouro etc... Estas linguagens são: ASP, PHP, PERL, Cold Fusion, Java Server, etc...
O Javascript é incapaz de comunicar com uma base de dados, mas também não é o seu papel. Assim pode-se dizer que as linguagens do servidor são complementares ao Javascript. O que um não pode realizado é reservado ao outro.

As linguagens cliente
Novas linguagens do lado dos clientes são também cada vez mais utilizados.
Temos para já como excepção: os conhecidos Applets Java que parecem estar destinados a desaparecer. (Que os fãs de Java não me injuriem antes de me deixar justificar esta afirmação). Os 2 principais inconvenientes dos applets são o "peso" do código a descarregar que torna a sua execução frequentemente uma espera muito grande e sua fraca segurança que torna os applets instáveis ou perigosos para a maquina.
Por isso encontramos cada vez menos applet java nos sites. Ou seja está em via de extinção na Internet.é sobretudo utilizado para desenvolvimento de aplicações e de software.
Por outro, vemos aparecer cada vez mais animações em Flash que é a linguagem da moda actualmente. Todos os browsers recentes integram nas suas instalações standard o plugin destinado a correr estas animações. o que permite ao utilizador de aceder directamente ao site sem descarregar nada para ver a animação.
Como o nome indica, a animação Flashé ainda essencialmente utilizada para animar uma página e jogos on-line. Encontram-se mais frequentemente na introdução de um site. A grande vantagem do Flash é de ser muito mais gráfico do que o HTML, mas até que os webdevelopers se preocupam mais da aparência do que o conteúdo, o Flash continuará uma linguagem complementar.
Outras linguagens executam-se do lado do cliente mas a maior parte necessitem do download de um plugin, o que desagrade a maior parte de nos. Estas linguagens permitem de contornar os limites gráficos do HTML.


Os débitos da Internet
Os altos débitos

O aparecimento das novas linguagens está muito ligada ao aparecimento de altos débitos. Tornar um site site mais gráfico torna-o mais "pesado" e necessita de mais tempo para o carregar.
Por agora, a generalização dos altos débitos não é já. Os fornecedores de acessos fazem falência (Liberty Surf, Freesbee) e o decorrer das suas acções caem perigosamente. Mesmo Wanadoo perdeu mais de 50% do seu valor em alguns meses. Os fornecedores que se tinham lançados no gratís-gratís (sem assinatura, sem comunicação) fazem marcha atrás, como Oreka que limita sua oferta de 6 horas em vês de 18, e M6net que parou completamente com esta opção.
Vemos então, que, mesmo no acesso a Internet tradicional, por modem, o modelo económico ainda não foi encontrado.
Os investimentos necessários para os altos débitos vão certamente abrandar e pensar.

Desde 1º Janeiro 2001, a concorrência está completa nas telecomunicações, mesmo locais. Mas a Portugal Telecom não está para menos e trava com todos os meios (técnicos e comerciais) os avanços dos seus concorrentes.

Na minha opinião, o acesso por modem à Internet será o quotidiano da maioria de nos durante pelo menos ainda 1 ano e provavelmente 2.

O WAP
Toda gente reconhece o fracasso do WAP. Só que as operadoras não compreenderam que os assinante não estavam prontos a pagar perto de 30 $ por minuto para utilizar serviços desinteressantes num écran minúsculo.
As próximas gerações de telemóveis (UMTS e GPRS) necessitem de investimentos enormes em licenças para a utilização das frequências e em infra-estruturas diferentes da norma GSM.


Finalmente
Neste momento, à hora do modem e das páginas HTML, JavaScript ocupa uma posição certa. Todos os sites utilizem um mínimo de Javascript. É por isso uma linguagem importante à conhecer por todos os webdevelopers.
Mesmo a chegada dos altos débitos não devem fazer desaparecer o Javascript, nem que seja para conservar a compatibilidade com os sites existentes e os antigos browsers.
Podemos igualmente esperar que o Javascript será evoluído como tem feito desde da sua origem para se adaptar as novas ferramentas.
Na minha opinião, o Javascript nem está a desaparecer, nem está em via de extinção :)

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