Sessões parte - 1

Introduzimos conceito de sessão e aprendemos como funcionam.

Por Programação Pular para comentários
Sessões parte - 1
Nos programas que vimos até agora, utilizámos variáveis que só existiam no ficheiro que era executado. Quando carregávamos outra página diferente, os valores destas variáveis perdiam-se a não ser que nos incomodássemos em passa-los pela URL ou inscrevê-los nos cookies ou num formulário para a sua posterior utilização. Estes métodos, ainda que úteis, não são de todo práticos pois em determinadas situações nas que a variável que queremos conservar tem de ser utilizada em vários scripts diferentes e distantes entre si.

Poderíamos pensar que esse problema pode ficar resolvido com as cookies pois são variáveis que podem ser invocadas em qualquer momento. O problema, como já dissemos, é que os cookies não são aceites nem pela totalidade dos usuários nem pela totalidade dos navegadores o que implica que uma aplicação que se servisse das cookies para passar variáveis de um ficheiro a outro não seria 100% infalível. É importante às vezes pensar "na imensa minoria", sobretudo em aplicações de comércio eletrónico onde devemos captar a maior quantidade de possíveis clientes e portanto, os nossos scripts devem estar preparados para qualquer eventual deficiência do navegador do cliente.

Visto isto, tona-se necessário poder declarar certas variáveis que possam ser reutilizadas tantas vezes como queiramos dentro da mesma sessão. Imaginemos um site multilingue em que cada vez que queremos imprimir uma mensagem em qualquer página necessitamos de saber em que idioma se deve fazer. Poderíamos introduzir um script identificador da língua do navegador em cada um dos ficheiros ou bem declarar uma variável que fosse válida para toda a sessão e que tivesse como valor o idioma reconhecido no primeiro momento.

Pensemos também num carrinho de compras de uma loja virtual onde o cliente vai navegando pelas páginas do site e acrescenta os artigos que querem comprar ao carrinho. Este carrinho poderia ser perfeitamente uma variável de tipo array (tabela) que armazena para cada referência a quantidade de artigos contidos no carrinho. Esta variável deveria ser obviamente conservada ao longo de todos os scripts.

Este tipo de situações são resolvidas a partir de variáveis de sessão. Uma sessão é considerada como o intervalo de tempo empregue pelo usuário em recorrer as nossas páginas até que abandona o nosso site ou deixa de trabalhar sobre ele durante um tempo prolongado e obviamente também, se simplesmente, fecha o navegador.

PHP permite-nos armazenar variáveis chamadas de sessão que, uma vez definidas, podem ser utilizadas durante este lapso de tempo por qualquer um dos scripts do nosso site. Estas variáveis serão específicas do usuário de modo que podem coexistir diversas variáveis de sessão do mesmo tipo com diferentes valores para cada uma das sessões que estão a ter lugar simultaneamente. Estas sessões têm o seu próprio identificador de sessão que será único e específico.

Alguns melhoramentos referentes à utilização de sessões foram introduzidos com PHP4. Nesta nova versão a que faremos referência na hora de explicar as funções disponíveis e a forma de operar. Para os programadores de PHP3 a maior diferença é que estão obrigados a gerir eles mesmos as sessões e definir os seus próprios identificadores de sessão.

Vejamos no seguinte capítulo a forma de plasmar esta necessidade técnica nos nossos scripts a partir das funções que gerem as sessões em PHP.

Fonte da Coluna: CRIARWEB
Autor da Coluna: Miguel Angel Alvarez

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Nicolas Muller
Nicolas Muller Fundador do Oficina da Net, trabalha com internet desde 2004. Entusiasta de tecnologia, hoje coordena a redação do site, responsável pela análises de smartphones. Foi programador por 10 anos e agora jornalista por profissão.
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