Virtualização ou simplismente Maquinas Virtuais

A utilização de métodos como a virtualização de desktops tem atraído cada vez mais a atenção das empresas que desejam ampliar o seu leque de opções para acesso de seus usuários, gastando cada vez menos. O objetivo desde artigo é demonstrar o funcionamento deste recurso como ferramenta de gerenciamento e redução de custos de hardware. Uma visão parcial dos principais métodos e conceitos será apresentada.

Por | @DanielPaulinoS Programação
A utilização de métodos como a virtualização de desktops tem atraído cada vez mais a atenção das empresas que desejam ampliar o seu leque de opções para acesso de seus usuários, gastando cada vez menos. O objetivo desde artigo é demonstrar o funcionamento deste recurso como ferramenta de gerenciamento e redução de custos de hardware. Uma visão parcial dos principais métodos e conceitos será apresentada.

1 - Introdução

Nos últimos anos tem sido cada vez mais freqüente as empresas se preocuparem com o que e como o usuário tem usufruído dos recursos computacionais disponíveis em sua infra-estrutura. Isto tem motivado muitos administradores de redes buscar alternativas de restringir o uso de recursos do computador pessoal que podem desviar a atenção e comprometer o desempenho nas suas devidas funções.
O conceito de máquina virtual não é novo, suas origens remetem ao início da história dos computadores, no inal dos anos de 1950 e início de 1960. As máquinas virtuais foram originalmente desenvolvidas para centralizar os sistemas de computador utilizados no ambiente VM/370 da IBM. Naquele sistema, cada máquina virtual simula uma réplica física da máquina real e os usuários têm a ilusão de que o sistema está disponível para seu uso exclusivo. A utilização de máquinas virtuais está se tornando uma alternativa para vários sistemas de computação, pelas vantagens em custos e portabilidade, inclusive em sistemas de segurança [MACAGNANI, 2009].

No momento atual da TI, quem acompanha as notícias no mercado, sabe que virtualização é a palavra da vez. Virtualizar virou sinônimo de abstrair e, portanto, praticamente tudo que tem um conceito de abstração leva virtualização em seu nome [SCHAFFER 2008].

2 - Motivação

Inicialmente serão mostrados os tipos de virtualização e as motivações para o uso de cada conceito de acordo com as características e principais propriedades que definem cada tipo.
Também serão abordados os métodos de implantação, a viabilidade de cada tipo e suas aplicabilidades.

3 - Virtualização

A virtualização ou utilização de maquinas vituais, mais conhecidas como VM’s (Virtual Machines), nada mais é do que se utilizar os recursos de um único computador, distribuindo ou portabilizando os recursos para outros terminais. Em vez da utilização de vários equipamentos com seus respectivos sistemas operacionais, utiliza-se somente um computador com máquinas virtuais abrigando os vários serviços e aplicações. Os primeiros passos na construção de ambientes de máquinas virtuais começaram na década de 1960, quando a IBM desenvolveu o sistema operacional experimental M44/44X. A partir dele, a IBM desenvolveu vários sistemas comerciais suportando virtualização, entre os quais o famoso OS/370. A tendência dominante nos sistemas naquela época era fornecer a cada usuário um ambiente mono-usuário completo, com seu próprio sistema operacional e aplicações, completamente independente e desvinculado dos ambientes dos demais usuários [LAUREANO, 2008].

Um dos conceitos de virtualização de desktops que são frequentemente empregados nas empresas é aquele que se instala um aplicativo de virtualização no desktop do usuário. Alguns exemplos de aplicativos são: VMware Workstation, Microsoft Virtual PC e Parallels Workstation. Este conceito é comumente utilizado quando um usuário precisa utilizar dois ou mais sistemas operacionais, normalmente para teste de alguma aplicação que está desenvolvendo. Outro conceito que tem sido muito útil para empresas que tem pontos de atendimento remoto, sem link com o data center principal da empresa, e que por estarem isolados, estão fora do controle e das políticas de segurança da empresa. Para estas situações a VMware oferece o VMware ACE, que permite a criação de máquinas virtuais com políticas de segurança, as quais podem ser entregue para estes usuários remotos utilizarem. As políticas de segurança serão mantidas mesmo sem conexão com a rede. Como exemplo de políticas, podemos citar: qual trafego de entrada e saída é permitida naquela máquina virtual, que dispositivos poderão ser utilizados, etc. Também é possível determinar um tempo de vida para a máquina virtual, criptografá-la e protegê-la contra cópia, evitando que a máquina virtual seja clonada. Tem também aquele velho e conhecido tipo, que por ter surgido em outra época, não levou a virtualização em seu nome, mas que pode ser considerado como tal. Estou falando do terminal services, como o Microsoft terminal services e o famoso Citrix Presentation Server (antigo Metaframe e agora Citrix XenApp). Muitas empresas adotaram esta tecnologia e disponibilizaram terminais de servidores para que os usuários utilizassem como seus desktops, com o objetivo de centralizá-los e reduzir os custos de manutenção[SCHAFFER 2008].[PG1]

3.1 – Maquina virtual

Uma máquina virtual (Virtual Machine – VM) pode ser definida como “uma duplicata eficiente e isolada de uma máquina real”. A IBM define uma máquina virtual como uma cópia isolada de um sistema físico, e essa cópia está totalmente protegida. O termo máquina virtual foi descrito na década de 1960 a partir de um termo de sistema operacional: uma abstração de software que enxerga um sistema físico (máquina real). Com o passar dos anos, o termo englobou um grande número de abstrações como por exemplo, Java Virtual Machine (JVM), que não virtualiza um sistema real [LAUREANO, 2008].

Já uma máquina real é formada por vários componentes físicos que fornecem operações para o sistema operacional e suas aplicações. Iniciando pelo núcleo do sistema real, o processador central (CPU) e o chipset da placa-mãe fornecem um conjunto de instruções e outros elementos fundamentais para o processamento de dados, alocação de memória e processamento de E/S. Olhando mais detalhadamente um sistema físico, temos ainda os dispositivos e os recursos, tais como a memória, o vídeo, o áudio, os discos rígidos, os CD-ROMs e as portas (USB, paralela, serial). Em uma máquina real, a BIOS ou drivers específicos fornecem as operações de baixo nível para que um sistema operacional possa acessar os vários recursos da placa-mãe, memória ou serviços de E/S conforme descrito na Figura 1 [LAUREANO, 2008].

Virtualização ou simplismente Maquinas Virtuais

Figura 1 – Diagrama de uma máquina virtual [LAUREANO, 2008].


4 – Aplicações

É preciso entender que a virtualização de desktops segue os mesmos princípios básicos das virtualização de servidores, que permitem executar múltiplos sistemas operacionais em uma única máquina (PC). Mas há diferenças bastante significativas, já que cada usuário conta com seu próprio sistema operacional, como se fizesse uso de uma estação de trabalho convencional. O VDI (Virtual Desktop Infraestructure) evita problemas de migração que às vezes chegam a ser traumatizantes tanto para os usuários como para a própria empresa, permitindo a centralização dentro do data Center incluindo as unidades remotas. Outro ganho relevante é a compatibilidade total das aplicações, proporcionando isolamento total dos ambientes. Trata-se de um recurso bastante interessante para empresas de todos os portes e perfis, já que há soluções adequadas para cada necessidade [FILADOLO, 2008].

Entre as vantagens da aplicação de um sistema de um VDI podemos destacar: Cada usuário terá seu próprio ambiente de trabalho que pode ser customizado com diferentes aplicações sem causar impacto nos demais usuários, Melhor controle sobre as instalações de aplicativos nas estações de trabalho podendo inclusive instalar aplicações individuais, que não poderão ser compartilhadas, Potencial para acessar desktops remotamente com segurança e acesso a periféricos e armazenamento com maior rapidez.

5 – Conclusão

Portanto entende-se que quem ainda não despertou para o quanto a virtualização transforma o ambiente de negócios é melhor se apressar. Muitos gestores de TI estão familiarizados com as vantagens que a virtualização de servidores e desktops oferece e reconhecem a virtualização, inclusive, como uma espécie de precursora da nuvem computacional (cloud computing), em que é possível acessar remotamente pastas, programas, e-mails, e que esta ditando as regras para quem quer se dar bem nessa área. Quem faz parte desse “bum”, que são os avanços nesta área, sabe que há sempre novidades capazes não só de suportar as operações rotineiras, mas de resultar em vantagem competitiva frente à concorrência. No caso da virtualização, os equipamentos físicos passam a se comportar como software, possibilitando relevante corte de custos e redirecionamento de recursos humanos para áreas mais estratégicas da empresa.

O fato de a virtualização separar os componentes - e favorecer a mobilidade das tecnologias entre plataformas inseridas na mesma infraestrurura - permite que se faça mais por menos. É o objetivo de quase toda empresa hoje em dia. Já as vantagens da virtualização dos desktops são ainda mais claras, à medida que os equipamentos constituem o mais alto investimento do ambiente de TI.

Referências
[SCHAFFER 2008] – Schaffer, Guilherme (2008) “Virtualização de desktops: o que é e porque virtualizar.” Acesso em ( Maio 2009).

[LAUREANO, 2008] – Laureano, Marcos, Aurélio, Pchek (2008) “Virtualização: Conceitos e Aplicações em Segurança.” Acesso em (Maio 2009).

[MACAGNANI, 2009] – Macagnani, Bruno (2009) “Virtualização de Desktops, uma solução econômica?” Acesso em (Maio 2009).

[FILADOLO, 2008] – Filadolo, Adriano (2008) “10 Vantagens da Virtualização de Desktops.” Acesso em (Maio 2009).

[SENA, 2009] – Sena, Ezequias (2009) “Virtualização transforma ambiente de negócios e amplia vantagens competitiva.” Acesso em (Maio 2009).

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