Ruby on Rails: framework revolucionário?

Saiba porque esse framework está sendo tão falado por todos os cantos. Por muito tempo PHP e ASP foram as linguagens mais faladas e usadas para o desenvolvimento web. Porém, como tudo muda (e felizmente em computação não é um processo demorado), a linguagem Ruby começou a ganhar espaço com o surgimento do framework Ruby on Rails.

Por | @oficinadanet Programação
Por muito tempo PHP e ASP foram as linguagens mais faladas e usadas para o desenvolvimento web. Porém, como tudo muda (e felizmente em computação não é um processo demorado), a linguagem Ruby começou a ganhar espaço com o surgimento do framework Ruby on Rails.

Na época frameworks eram novidades no mundo web, afinal, linguagens web já eram criticadas por "serem fáceis demais". De início, como era de se esperar, não houve repercussões. Porém, uma nova tendência começara a causar grande impacto no mundo de gerenciamento de software: metodologias ágeis. Foi aí que se pensou o quanto um framework consolidado poderia trazer em termos de produção: convenções diversificadas, padrões distintos e demais especulações corporativas poderiam enfim serem padronizados, tornando o desenvolvimento universal e indiferente.

A linguagem Ruby não foi escolhida ao acaso, era preciso uma linguagem com uma sintaxe não tão máquina, era preciso algo de mais fácil entendimento a primeira vista. A sintaxe de Ruby despertou a atenção de David Heinemeier imediatamente. David também fora um dos 17 autores do Agile Manifesto, então já não era de se esperar o uso maciço das metodologias ágeis.

Diferente dos frameworks que já existiam no mercado, o Ruby on Rails tratou de adotar arquiteturas, técnicas e filosofias que eram (e infelizmente ainda são) bastante desconhecidas pela grande parte dos desenvolvedores: MVC, um padrão de arquitetura que visa tornar o código cada vez mais legível separado pelo que se trata (models, views e controllers); ORM, técnica avançada para controle de dados orientados a objetos; DRY para evitar a repetição de códigos, algo que deveria ser feito pela própria máquina.

Com isso, programadores puderam abrir os olhos e ver que o paradigma "web 2.0" não estava apenas numa filosofia que visava interfaces destinadas ao usuário, mas que poderia ser aplicado aos novos conceitos de desenvolvimento. Foi então possível observar que o universo web não era uma bolha, onde cada linguagem é inteiramente desligada de outra. O fenômeno Rails ganhou proporções geométricas, a mesma filosofia chegou a linguagens como PHP, onde hoje existem frameworks fantásticos como o Code Igniter e o Simfony.

É bom salientar de que essa questionável "revolução" não partiu apenas do universo Rails, linguagens como Java (com o framework Struts) e a plataforma .NET da Microsoft contribuíram e muito na melhoria do desenvolvimento. Lembre-se também que o ato de usar um framework em prol do desenvolvimento não o torna um programador pior, reutilização de código hoje em dia é tudo.

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