Desvalorizado, quase inútil como meio de propaganda, vendido a preço de ovo de páscoa em final de temporada em “loja de 1,99”, o banner não anda bem de vida. Sua taxa média de click through lá nos EUA está na casa de 0,5%, ou seja, é preciso que um banner apareça 200 vezes para que seja clicado uma única vez, segundo a Nielsen.
Concebidos como ferramenta de marketing em tamanhos padronizados pelo Internet Advertising Bureau e agora despadronizados pelo desespero do mercado, os banners estão para a web assim como os comerciais estão para a TV, com uma diferença abissal: por falta de banda, o banner dificilmente terá o mesmo desempenho e alcance do comercial de TV.
Pode parecer tolice discutir o assunto sob esse aspecto, mas web e TV têm diferenças tão grandes entre si que aquele que está diante delas tem designação diferente: um se chama usuário e o outro se chama telespectador. A designação é dada, obviamente, pela atitude que um e outro têm diante de cada mídia – o usuário mexe, clica, olha, faz download, lê, conversa, fala, vê outros usuários, interage, pesquisa aqui, no México, no Japão. Enquanto que o telespectador pode no máximo mudar de canal.
Ou seja: o usuário da web tem um poder de intervenção sobre ela que o telespectador não tem com a TV. Por outro lado, aquele que assiste à TV recebe informação numa velocidade muito mais rápida, e queiramos ou não essa informação (seja para cultura ou lazer) tem uma elaboração primorosa, se utiliza de atores, cenários, efeitos especiais e tudo o mais, para que a televisão seja o show que é agora no ano de 2008. Isso significa o seguinte: filmes, novelas, seriados, shows e tudo o mais acontecem em tempo real, assim como os comerciais de 30 segundos ou um minuto, que podemos ver em enormes telas de 38 ou 53 polegadas, com um efeito no mínimo emocionante.
Tem isso na web? Venhamos e convenhamos, não: não dá para comparar o efeito de um comercial de TV com o de um banner. É por isso que o banner não foi nem irá para a frente mais do que já foi. Os sites não vão fazer muito dinheiro com banner, mas sim associados a operações que os utilizem como um canal de marketing interativo, exibindo mercadorias em detalhe, catálogos, preços, fazendo simulações e tudo o mais que não cabe nos 30 segundos do comercial nem num catálogo feito em papel.
É aí que está a verdadeira força da web. Não é no banner que, afinal, se não morreu certamente não vai passar do que é.
Fonte:
B2B Magazine