O que o Google sabe sobre você?

Autor: Redação

No dia em que a empresa de Internet completa 9 anos de operação, mostramos o que o buscador sabe sobre você e o que pode fazer com suas informações

Desde que surgiu, em 27 de setembro de 2002, o Google mudou o conceito mundial de Internet. Embora seja o buscador número um do mundo - só perde este posto para o Yahoo, no Japão -, a empresa extrapolou as fronteiras da pesquisa online e lançou outros produtos Web.

Os criadores do Google, Larry Page e Sergey Bring, dizem que o principal negócio da empresa é informação. Seu objetivo é organizar o emaranhado de dados online, para que os internautas possam acessá-los facilmente. Mas conspiradores de plantão apostam na teoria de que o Google pode ter planos maléficos para a tonelada de dados que ele tem atualmente em seu poder.  

Brincadeiras (ou não) à parte, afinal, o que o Google sabe sobre você? "Praticamente tudo que o internauta acessa na rede fica registrado nos servidores do Google", afirma René Fraga, analista de conteúdo online que tem um blog só sobre a empresa californiana, o googlediscovery.com.

Pense na sua vida online e nas ferramentas que utiliza. Você pode ser um dos 13 milhões de usuários brasileiros do Orkut, o site de relacionamento do Google. Seus vídeos estão no YouTube? E na hora de criar o seu blog, qual publicador você escolheu? Blogger? Ponto para o Google.

Janela indiscreta do Google

Isso sem falar no Gmail (e-mail do Google), Gtalk (comunicador instantâneo), Google Groups (ferramenta para grupos de e-mail), Picasa (para compartilhamento de fotos), Google docs (para troca de arquivos) e nas ferramentas de busca em conteúdos acadêmicos, imagens, blogs, notícias, livros que prometem rastrear até 8 bilhões de páginas - inclusive o seu próprio desktop, com o Google Desktop.

“Eles monitoram - ou pelo menos poderiam, se quisessem - toda a sua vida online. De cada usuário que se cadastra em algum de seus produtos o buscador pode fazer uma análise de perfil e armazenar essas informações”, analisa Fraga.

Pedro Ivo Rezende, diretor da agência de publicidade online Riot, concorda que o Google detém muita informação sobre os usuários de seus produtos e alerta que isso pode gerar monopólio. “Não é saudável economicamente para as outras empresas, nem para os usuários que uma ou duas organizações detenham todo o mercado. É importante ter concorrência”.

O negócio do Google é fundamentado em links patrocinados, que geram somas milionárias para a companhia. Por isso, para Rezende, as teorias da conspiração a respeito da empresa de Internet não passam de fantasia. "O Google cruza informações e palavras-chave para direcionar anúncios para públicos específicos, nada além disso", diz. “Ser uma empresa demoníaca não dá mais dinheiro. Os usuários devem se preocupar é com a maneira que utilizam as ferramentas do Google”, pondera.


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