Gerenciar o seu tempo é uma questão de disciplina

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Publicado em: 03/08/2007
Área: Gerência
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Administrar o tempo para dar conta da imensidão de tarefas e do frenesi  causado por demandas de naturezas variadas, com prazo fixado geralmente para “ontem”… Quem não vive situações assim?

Uma boa orientação indicará a adoção das regras de planejamento: defina as tarefas para o período escolhido, fixe os prazos para concluí-las, estabeleça o modo como serão executadas… e mãos à obra. Não se esqueça de fazer o acompanhamento para o devido controle.

Assim como nas incumbências institucionais, o planejamento e a organização na esfera pessoal são indispensáveis. Adote-se as mesmas regras acima descritas, inserindo o atendimento das demandas do estômago (nada de almoçar sanduíche na sala de trabalho), da saúde (nem pensar em desmarcar pela enésima vez aquele médico), etc, etc, etc. Atenção: trate as exceções como exceção; não permita que elas se tornem a regra.

A prática
Tudo planejado, sem maiores dificuldades, mas os resultados almejados não se concretizam. Onde erramos? O que faltou ser previsto?

A execução esbarrou em alguma coisa. Ou em alguém? Sim. Esbarrou naquele alguém a quem cabia executar e para quem, aliás em parceria com ele mesmo, tudo foi cuidadosamente planejado.

Ineficiência? Descompromisso? Nem sempre. O que ocorre é um fato também não raro de incapacidade de se manter no caminho traçado, mesmo com a previsão de possíveis desvios.

Essa incapacidade é gerada pela falta de disciplina, uma virtude natural e espontânea, que se traduz na ordem e na harmonia das ações. Se não há o traço da virtude, é preciso desenvolver a competência.

O exercício da disciplina pressupõe o máximo de esforço do indivíduo no serviço de auto-aprimoramento, o que deverá receber o auxílio da capacitação, a partir de um plano de desenvolvimento individual.

Organização e desapego
Outra barreira que se apresenta é a incapacidade de organização, desde a administração do espaço de trabalho até a priorização de tarefas.

As mesas de trabalhos são regidas pelos fantasmas denominados “eu posso precisar um dia …”, permanecendo entulhadas de papéis (anotações inservíveis, cópias de cópias já arquivadas, bilhetes, cartões de visitas de quem nem mais é lembrado) e de apostilas não mais consultadas, causando inconfessável desconforto mental.

É preciso adotar (e exercitar) o desapego.

Os fantasmas serão substituídos pela crença e constatação de que há uma infinidade de fontes e de recursos para se obter ou armazenar aquelas “preciosas” informações.

Pode parecer caso de um passado bem distante, mas, creia, ele existe e causa sofrimento.

As teorias administrativas se moldam às necessidades de cada tempo. A prática caberá sempre ao ser humano cuja natureza, por si só, encerra deficiências a serem identificadas, consideradas e superadas pelo esforço pessoal e intransferível de aprimoramento.

Fonte: [webinsider]

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